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terça-feira, 20 de abril de 2010

A ceia de pessach e a santa ceia cristã

Por Shaul Bentsion
 
De fato, a única cerimônia que podemos identificar como "ceia do Senhor" é o Seder de Pessach (a ceia da "Páscoa Judaica".) O que as igrejas fazem, seja com a regularidade que for, é uma distorção absoluta das Escrituras, herdada da prática do catolicismo romano, que procurou se desfazer de tudo aquilo que considerou "judaico."

Se observarmos o relato dos talmidim (discípulos) de Yeshua, vemos que Yeshua estava celebrando o Pessach. Se atentarmos para Curintayah Alef/1 Coríntios, podemos perceber que toda a drashá (exposição) de Sha'ul (Paulo) é em cima da temática do Pessach. Como por exemplo esta:

"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque o Mashiach, nossa Pessach, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Co. 5:7)

Infelizmente, as igrejas não se dão conta de que o texto de Curintayah (Coríntios) é um TODO, uma carta, e que deve ser lido em sua totalidade para que possamos derivar contexto.

O que se vê nas igrejas por aí? Citam 1 Co. 11, dissociado de qualquer contexto, para justificar a prática da "ceia". Porém, quando lemos o contexto, podemos perceber que a única "ceia" a que Sha'ul (Paulo) se refere é justamente o Pessach.

Sendo assim, quando é que participamos do corpo e do sangue do nosso Adon Yeshua? No Pessach, exatamente como recomendam as Escrituras!

A "ceia" no formato atual que é praticada nas igrejas vem de tempos em que Roma já buscava uma conciliação com práticas pagãs, e portanto deve ser evitada. Fora o fato de ser completamente distorcida: É feita com pão fermentado, é feita fora de hora, é feita de forma desconectada da festa bíblica de que se origina, e não é ordenada em momento algum nas Escrituras. Em suma, trata-se de doutrina de homens.

A prática mencionada pela Eda parece um pouco mais próxima das recomendações das Escrituras, mas mesmo assim também contém desvios: Não é feita no momento certo, e está ainda desconectada da festa bíblica de origem. A "ceia" que mais se aproxima da forma bíblica, mas mesmo assim também tem erros, é a dos TJ, que procuram fazê-la na época do Pessach.

Já com relação à proibição da participação, esse é novamente um ponto em que as igrejas tiram o texto do contexto, e criam doutrinas de homens. Por exemplo, a maioria das igrejas diz que "para participar, é preciso ser batizado." Onde encontramos isso nas Escrituras? Em lugar algum.

O contexto do "comer indignamente" é bastante simples, e explicado alguns versículos acima:

"De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer o seder de nosso Adon. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente o seu próprio seder; e assim um tem fome e outro embriaga-se. Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a kehilá de Elohim, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo." (1 Co. 11:20-22)

O "comer sem discernir o corpo" era a postura de alguns em Corinto de que lá estavam para participar de um banquete, um festival, e cada um enchia o prato, e sequer se preocupava em partilhar com os demais. Sha'ul (Paulo) os condena por não tratarem do seder como ele deve ser: um momento ritual de profunda kedushá (santidade) perante Elohim, e que deve ser partilhado por todos enquanto congregação, e não um evento para cada um encher a barriga isoladamente e ainda deixar outros sem participar. Podemos perceber que isso nada tem a ver com pecado ou mesmo com maturidade.

O mais engraçado é inclusive a proibição às crianças de participarem da "ceia", quando o seder de Pessach tinha a participação das crianças (como forma de aprendizado) como ponto central e ORDENADO por Elohim (Ex. 12:26 em diante)

Qual a conclusão sobre a "ceia" conforme particada nas igrejas, então? Vejamos:

- Erram na data
- Erram na frequência
- Erram ao desprezar o contexto da festa bíblica
- Erram ao servir pão fermentado
- Erram ao não avaliar uma possível influência pagã na prática, que deriva da igreja Romana.
- Erram ao interpretar os requisitos de 1 Co. 11
- Erram ao estabelecer critérios inexistentes para a participação.
- Proíbem crianças de participar, coisa que jamais aconteceu no Pessach, e que contraria o mandamento de Elohim

Enfim, podemos perceber que é uma prática que deve ser completamente evitada por nós. Sigamos unicamente as Escrituras, e celebremos o corpo e o sangue de Yeshua no Pessach, como determinou Elohim.

Espero ter ajudado, assim como espero não ter ofendido ninguém. Porém, aqui devemos nos preocupar sempre com as Escrituras, e às vezes precisamos dizer coisas que podem desagradar a alguns.

4 comentários:

Anônimo disse...

Quero apenas ressaltar que ao contrário do escrito acima, Jesus ensinou que seu sacrifício, deveria ser observado não NUMA DATA ESPECÍFICA, nem por quaisquer outros objetos, senão pelo pão e pelo vinho, simbolos de seu corpo e sangue, nem que era sequencia de algo antigo, mas que algo absolutamente novo. ERA UMA NOVA CELEBRAÇÃO, UMA NOVA MENSAGEM, UM NOVO PACTO.

rodrigo coutinho disse...

PARABÉNS!!!!! MUITO BOM!

PASSEI 12 ANOS DENTRO DO CRISTIANISMO SEM SABER ISSO. Q O ETERNO ABENÇOE MAIS E MAIS.

waldemar dhema disse...

QUERIA DEIXAR UMA BREVE MENSAGEM PARABÉNS PELA MATÉRIA O MESSIAS NÃO ANULOU A PASCOA DOS HEBREUS PELO CONTRARIO CONFIRMOU QUE A PASCOA É ETERNAMENTE

Renatofranciscosoares Soares disse...

Pascoa cristã ou do cristianismo na8 tem nadas aver com o pessach que esta nas escrituras .pois siguinifi passar por cima ,libertação e não essa festa que o cristianismo comemora e prática.