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domingo, 30 de maio de 2010

SHABAT. UM PEDAÇO DA ETERNIDADE



 

(As versões bíblicas aqui utilizadas são a Almeida Corrigida Fiel e a Bíblia Hebraica, da Editora Sêfer).


 



 

Pergunte a um pastor ou a um cristão membro de uma das inúmeras igrejas cristãs existentes, se o Shabat (sábado) deve ser guardado e observado pelo servo de Deus. A resposta será que NÃO, pois Yeshua (Jesus) aboliu a lei de Moisés e pelo fato dele ter ressuscitado no PRIMEIRO DIA DA SEMANA (domingo), este deve ser o dia a ser guardado e observado. As palavras podem variar de pessoa para pessoa, mas esta sempre será a essência da resposta.

O sábado é um dos maiores problemas no seio da cristandade. Não consigo compreender como que o homem pode imaginar que algo que é uma bênção, como o sábado, pode ser tão desvalorizado assim. O Shabat que o Eterno de Israel concedeu ao homem não é um fardo ou uma maldição. É uma bênção que se estende até aos animais (Ex. 20:10)!

Tentarei aqui fazer uma exposição do verdadeiro caráter do sábado, desconhecido até mesmo pelos cristãos que se dizem seguidores de um Messias que era de fato judeu e como todo bom judeu, observava o sábado conforme prescrito pelo Eterno.


 

O Significado da Palavra


 

A palavra hebraica Shabat (tfba$) significa "cessar, descansar, tomar alento, revigorar-se". Depois do dia da expiação (Yom Kippur), o Shabat é o dia mais sagrado e inviolável. Ele representa o elo entre o povo judeu e o Deus de Israel: "É um sinal entre mim e os filhos de Israel para sempre"
(Êx. 31:17 – ênfase minha). A Torá nos diz que após o Eterno ter completado toda a obra da criação Ele santificou o sétimo dia e o abençoou (Gn. 2:3). Sendo assim, a primeira menção do Shabat tem relação com a obra da criação: "Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou" (Êx. 20:11 – ênfase minha).

Aqui é dito que o Eterno Deus DESCANSOU de suas obras. O que isso significa? Deus se cansa? "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento" (Is. 40:28). O que significa então quando a Torá diz que Deus descansou no sétimo dia? Os antigos sábios diziam que se Deus, que não se cansa, descansou de sua labuta no sétimo dia, com muito mais razão o homem frágil que se cansa tão facilmente deveria interromper seu trabalho no sábado. Logo, a linguagem antropomórfica que a Torá utiliza neste versículo, é para nos mostrar este exemplo dado pelo próprio Deus ao homem.


 

Há ainda uma outra razão histórica para a sua observância:


 

"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado" (Dt. 5:15).


 

Este versículo faz referência à libertação do povo de Israel das mãos do Egito, após duros e longos anos de escravidão. Se por um lado a Torá ordena guardar o Shabat porque Deus realizou a obra da criação em seis dias e ao sétimo descansou, por outro lado ela também ordena guardá-lo por causa da libertação do povo de Israel do Egito. Afinal de contas, qual deve ser o motivo para que guardemos o Shabat? O que existe de comum nos dois relatos bíblicos?

Vamos agora, analisar as duas passagens bíblicas acima (Êx. 20:11; Dt. 5:15) e ver o que podemos enxergar de comum nas duas, que confirma que o sábado deve ser guardado e considerado um dia de regozijo e de alento.


 

O Shabat Significa Libertação


 

Primeiramente nos é dito que o Senhor Deus criou o mundo em seis dias e ao sétimo Ele descansou. A obra da criação foi encerrada com a criação do homem, que foi colocado no Gan Éden (Jardim do Éden) para cultivá-lo. Vale notar que a palavra hebraica Gan (}ag) significa "área cercada ou protegida, jardim cercado", conforme podemos ver em Ct. 4:12. Logo, podemos deduzir que o jardim era mais do que um simples jardim. Era um local protegido, cercado. E se era protegido, ele deveria ser protegido de algo que poderia colocar a vida do homem em risco.

Ali no jardim o homem estaria a salvo e desfrutaria de comunhão plena com o Senhor. Porém ao pecar, o Senhor lançou o homem para fora do jardim (Gn. 3:23) e o castigou com fadiga e trabalho. É justamente esse o ponto chave da questão: o trabalho é um castigo de Deus ao homem.

Até então, o homem desfrutava de plena comunhão com seu criador. Não precisava trabalhar para ter o seu sustento, pois já tinha de tudo no paraíso. Deus havia providenciado de tudo para que o homem e sua companheira desfrutassem de uma vida totalmente abençoada. Dia após dia o homem vivia um pouco da eternidade. Possivelmente o homem e a mulher jamais morreriam, pois eles tinham acesso à árvore da vida. Só o que eles não podiam comer era o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Quando o homem pecou, ele perdeu as regalias que Deus havia dado a ele e à sua esposa. A partir de agora ele deveria "correr atrás" de seu sustento, trabalhar para comer. O homem e sua mulher foram expulsos do paraíso, para que eles não comessem da árvore da vida e vivessem eternamente (como outrora).

Deus castigou a mulher com dores ao dar à luz, e ao homem ele deu trabalho e fadiga para se obter o pão de cada dia. A verdade é bem clara: o trabalho foi a maneira que Deus utilizou para castigar o homem.

Sendo assim, quando Deus nos diz "Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou"
(Êx. 20:9-11 – ênfase minha), isso significa que o Eterno deseja estabelecer um dia na semana para que o homem volte a viver como no jardim do Éden, desfrutando de comunhão com Deus. Vivendo uma parte da eternidade perdida. O Shabat é o dia da semana em que o homem retorna aos tempos antigos, ao jardim do Éden e desfruta de suas delícias. É um momento para se libertar do jugo do trabalho, que é um castigo de Deus pela rebeldia humana. No Éden, todos os dias era um Shabat a ser vivido.

Quando Deus deu o Shabat ao homem, Ele demonstrou a Sua misericórdia, pois no Shabat o castigo do trabalho pronunciado por Deus é suspenso e o homem pode novamente entrar em sintonia com o divino. É um tempo para restaurar as forças, tomar alento e relembrar que o Deus criador deseja obediência às Suas palavras. É por isso que o Shabat é destinado até mesmo aos animais, pois eles também desfrutavam do Gan Éden assim como o ser humano. Como toda a criação foi afetada pela desobediência humana (até os animais), assim também os animais merecem descanso do trabalho que o homem lhe submete.

Portanto, o Shabat representa LIBERTAÇÃO e não ESCRAVIDÃO, JUGO ou SERVIDÃO. É por isso que mais à frente o Eterno diz:


 

"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado" (Dt. 5:15).


 

Sabemos que o povo de Israel vivia no Egito em um sistema de dolorosa escravidão. Faraó chegou até mesmo a privar o povo da palha com que faziam os tijolos e os obrigou a colher a própria palha para confeccionarem os tijolos. Foi muito duro ser um "trabalhador" no Egito. Sem direito nem mesmo de "tirar uma folga". O trabalho era árduo e não havia quem livrasse o povo de tamanha escravidão. Repare como era dura a servidão do povo:


 

"Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios; E eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei minha mão, jurando que a daria a Abraão, a Isaque e a Jacó, e vo-la darei por herança, eu o SENHOR. Deste modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés, por causa da angústia de espírito e da dura servidão" (Êx. 6:6-9 – ênfase minha).


 

A angústia de espírito deixou o povo surdo. Nada que se falasse poderia penetrar no coração angustiado e oprimido dos israelitas. Esta angústia era tão grande, que o próprio Deus se compadeceu de Seu povo:


 

"E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores" (Ex. 3:7).


 

É por causa do grande livramento que Deus deu a Seu povo, Israel, que Ele relembra:


 

"Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado" (Dt. 5:15).


 

O Shabat é Um Dia Abençoado e Santificado por Deus


 

Sendo assim, o Shabat é um sinal entre Deus e Seu povo. Um sinal não somente de aliança, mas um sinal de amor e zelo. O Shabat relembra que o jugo do trabalho tem um fim e é Deus que põe fim a este castigo. O Shabat é um tempo de regozijo e alegria. Ele não é um peso, mas a própria Torá nos mostra o que o Shabat significa aos olhos do Criador. Vejamos:


 

"Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou" (Êx. 20:11 – ênfase minha).


 

O Eterno ABENÇOOU e SANTIFICOU o Shabat! Nossa, que diferença daquilo que os cristãos dizem acerca do Shabat! O Sábado é uma bênção e ao mesmo tempo algo santo! Guardar o Shabat é sinônimo de bênçãos. Guardar o Shabat é sinônimo de santificação. Veja o que o Eterno diz aos que desejarem guardar o Shabat:


 

"Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de fazer algum mal. E não fale o filho do estrangeiro, que se houver unido ao SENHOR, dizendo: Certamente o SENHOR me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança: Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao SENHOR, para o servirem, e para amarem o nome do SENHOR, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos" (Is. 56:2-7).


 

Note que o Shabat é para todos e não somente para judeus! Se até os animais são abençoados pelo Shabat, imagine o homem seja de qual povo ele for!! O Shabat não é propriedade dos judeus. Sabe de quem é o Shabat? Veja:


 

"Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica" (Êx. 31:13).


 

"Cada um temerá a sua mãe e a seu pai, e guardará os meus sábados. Eu sou o SENHOR vosso Deus" (Lv. 19:3).


 

"Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o SENHOR" (Lv. 19:30).


 

"E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica" (Ez. 20:12).


 

"Porque rejeitaram os meus juízos, e não andaram nos meus estatutos, e profanaram os meus sábados; porque o seu coração andava após os seus ídolos" (Ez. 20:16).


 

Viu? O Shabat é do Eterno. O Shabat não é "coisa de judeu". Quando profanamos o Shabat, estamos profanando algo que pertence ao Eterno. Quando quebrantamos o Shabat, estamos pecando contra DEUS e não contra os juDEUS. O texto citado acima (Is. 56:2-7) mostra que aqueles que desejam se unir ao Eterno para o SERVIREM, AMAREM e SEREM SEUS SERVOS, também guardarão o Shabat. E ao fazerem tudo isso, estarão recebendo do Eterno, o direito e o privilégio de serem levados ao Santo Monte do SENHOR. A guarda do sábado não conduz à salvação, mas é por causa da salvação ofertada a nós é que amamos a Deus e guardamos o Shabat.

O Shabat tem sido combatido por tantos séculos, que isso já está enraizado na consciência dos cristãos. Eles não param para se questionar e nem para estudar mais a fundo acerca deste tema. Eles apenas pegam suas revistinhas da escola dominical, sentam no banco da classe na igreja e ficam balançando suas cabeçinhas como vacas de presépio.

Tem um hino cristão que diz: "Sei que Deus tem pra mim (ti) um manancial cujas águas nunca faltarão". Este hino está baseado em Is. 58:11. Porém, veja o contexto do texto:


 

"E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam. E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras" (Is. 58:11-13 – ênfase minha).


 

Perceba: "...o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos... Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade...".

Estas bênçãos são destinadas somente aos que desviarem seus pés de profanarem o sábado (Shabat), àqueles que guardarem o Shabat com o devido respeito.

No reino do Messias, o Shabat será observado:


 

"E será que em cada lua nova e em cada sábado, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR" (Is. 66:23).


 

O ponto de referência aqui é o Shabat: "...em cada sábado...". Não se fala de Domingo, Segunda ou outro dia da semana. A referência é o Sábado, o dia abençoado e santificado por Deus desde o Éden. Logo, podemos perceber que o Shabat será observado no milênio.

Para finalizar, quando Deus disse que o Shabat é um sinal entre Ele e Israel para sempre (Êx. 31:17), isso significa que o Shabat é algo perpétuo. Vamos considerar o reinado do Messias no milênio. Olhe o que a bíblia diz:


 

"E trarão a todos os vossos irmãos
(os judeus), dentre todas as nações, por oferta ao SENHOR, sobre cavalos, e em carros, e em liteiras, e sobre mulas, e sobre dromedários, trarão ao meu santo monte, a Jerusalém (em Israel), diz o SENHOR; como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas em vasos limpos à casa do SENHOR. E também deles tomarei a alguns para sacerdotes e para levitas (novamente os judeus em foco), diz o SENHOR. Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome (se os novos céus são para sempre, isso significa que Israel existirá para sempre). E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro (o Shabat como estatuto perpétuo), virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR" (Is. 66:20-23).


 

Viu? Quer mais? Toma:

"Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se" (Êx. 31: 13, 17 – ênfase minha).


 

Quanto tempo durará este "para sempre" do texto? A mesma palavra hebraica usada aqui é usada no versículo de ICr. 29:10 (ênfase minha):


 

"Por isso Davi louvou ao SENHOR na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade".


 

A palavra hebraica usada no texto é {flO(l (leolam) e significa "eternamente, perpétuo, para sempre". É a mesma palavra que aparece em Êx. 31:17, citado acima. Logo, o Shabat é um sinal ETERNO e portanto, durará eternamente. YESHUA NÃO ABOLIU O SHABAT!

A teologia cristã afirma que esta palavra significa que este mandamento seria perpétuo somente ATÉ A VINDA DO MESSIAS. Mas onde isso está escrito? Se uma coisa é perpétua, é para sempre! Um assassino que é condenado à prisão perpétua entende bem o que é "perpétuo", por que os teólogos não entendem?

Quando Yeshua disse que o Shabat foi feito por causa do homem e não o homem por causa do Shabat, Ele estava simplesmente falando a mesma coisa que está escrita no Talmud Babilônico, que diz que "Yochanan, em [nome de] Rabi Yosef pôs [em questão]: 'o Shabat foi entregue em vossas mãos, e não vós entregues a ele [ao Shabat]' " (Yomá 85b). Lembra quando dissemos que o Shabat é uma bênção para o ser humano? Esta é justamente a idéia de Yeshua ao dizer que o Shabat foi feito por causa do homem.

Yeshua sabia que o Shabat fora dado ao homem para que o homem encontrasse no Shabat, a alegria, a liberdade, o refrigério da alma, a cura. Por isso é que Ele curava as pessoas no dia de Shabat, para libertá-las de seus sofrimentos, a exemplo do povo de Israel sendo libertado por Deus da escravidão do Egito. Quem era curado no Shabat, tornava-se uma nova criatura, recebia novo alento, felicidade e com certeza desfrutava do Shabat com muito mais prazer.

Graças ao Eterno, pelo Shabat!


 

Baruch HaShem ( Bendito seja o SENHOR)!


 

Artigo retirado do site: www.contextojudaico.org


 


 

8 comentários:

waldemar dhema disse...

quem não guarda o sábado está desligado do eterno

Ursula Alves disse...

Excelente! Só temos a agradecer, e louvar ao Eterno pela graça derramada através desse estudo. Shalom !

Anônimo disse...

bah! tu não e cristão ,tu é um defensor judaizante. NÃO tem nem uma referencia no novo testamento sobre o shabat.

Ministerio Shekinah disse...

É concordo com as escrituras mais uma pequena dica shabbath não significa sábado dia da semana criado por Roma e sim descanso em 7 dias que varia em ano em ano ou seja shabbath não é dia fixo "sabado' mais só os sábios entenderam!

PC Print disse...

Jesus guardava o Sábado? De onde vc tirou isso? Você esta desafiado a postar onde está esse texto. Voce e os que defendem o judaísmo que já foi abolido. Mostre um só texto da Nova Aliança que apoie a guarda do sánbadopelaIgreja. Outra coisa, se fosse para guardar, voces estariam blasfemando contra o ?eterno,porque guardam o Sábado criado pelos católicos e não o Sabbath judaico. Outra coisa, Quem está certo: Vc ou Apóstolo Paulo? Porque um a das coisas que ele fazia, era confrontar os judaizantes falsos mestres que, como você tentava voltar o povo para a Lei, calcando aos pés o Espírito da Graça. Ora, se guardam um ponto da Lei,deveriam guardar TODA a lei,não? Ou ignoram o que dizem as Escrituras,que,quem quarda NOVE PONTOS DA LEI e tropeça em um, tropeça em todos? Agora,imagine quem guarda um ponto só? Quando Paulo escreve a sua segunda carta aos cristãos de Corinto, no capitulo tres, ele chama isso que vcs guardam de "ministério da morte", "ministério da condenação", "letra que mata". E diz que para os que guardam a lei,o véu não foi removido.Ou seja,aquele véu que se rasgou quando Jesus morreu,simbolizando que agora o homem tem acesso a Deus, não foi retirado de voces. Não vcs não tem acesso a Deus. Mas diz que "quando se converterem ao Senhor,então o véu sera tirado. Vou desenhar se não entenderam: A biblia diz que os que guardam a Lei não são convertidos. E não sou eu,mas,meu xará Paulo quem escreveu." Então, meu conselho: VÃO SE CONVERTER E DEPOIS SIM, VENHAM E POSTEM AS VERDADES AQUI! A missão de todo cristão é combater as heresias judaizantes como Paulo fez. E você não passa de um falsomestre judaizante,tentandovoltar o povo para a Lei. Pense: De que lado você está?

Josiermo Oliveira disse...

Atos 1:12 – Esta é a primeira menção ao Shabat no livro de Atos, apenas fazendo referência ao costume de andar uma curta distância durante este dia (aproximadamente 1 Km), nota-se que Lucas mesmo ao se tornar um seguidor de Yeshua a mais de vinte anos, que a data posterior do livro de Atos ele ainda se utiliza de argumentação tradicional judaica, nota-se que ele é um prosélito sendo que não precisaria se utilizar de certas terminologia judaicas mas mesmo a despeito de ser um gentio convertido e seguidor de Yeshua ele não se faz de estranho a cultura judaica.

13:14 – Os discípulos procuram uma sinagoga para pregar. São acolhidos com atenção e aproveitam para pregar sobre Yeshua (vv. 16-41), acrescentando que em todos os Shabat são lidos os ensinamentos de D-us nas sinagogas (v. 27), aqui vemos a antiguidade da liturgia de se estudar uma Parashá (Porção da Torah) e uma Haftará (Porção dos Profetas) todos os Shabatot.

13:42 – Os discípulos receberam o convite tanto de gentios como dos judeus (v. 43) para retornarem no próximo Shabat, e continuarem a maravilhosa pregação sobre Yeshua.

13:44 – Quase toda a cidade veio no Shabat seguinte para ouvir o que os discípulos tinham ainda para falar. Percebemos que não eram todos judeus, pois estes estavam tentando desfazer a pregação dos discípulos diante da multidão (v. 45). Vemos que a Sinagoga era o reduto daqueles que temiam a D-us entre os gentios por isso a pregação ao Shabat nas Sinagogas se tornou importantíssimo para a disseminação maciça do evangelho entre as nações, imagine se não houvesse um dia especifica de reunião para a adoração ao verdadeiro D-us, onde tais gentios tementes a D-us receberiam a mensagem restauradora de suas almas, com certeza que não seria num templo pagão, ao menos não neste inicio tão conturbado de perseguição.

15:12-21 – Esta é uma passagem reveladora, pois foram determinadas algumas coisas que não mais poderiam ser impostas sobre os gentios conversos ao cristianismo. Pergunta-se: Por que os apóstolos não incluíram o Shabat entre os temas proibidos???? Não dizem hoje que eles trocaram o Shabat pelo domingo, logo após a ressurreição???? Fica evidente que os inimigos do Shabat hoje em dia estão mais interessados em tradições humanas, do que seguir os princípios que os discípulos de Yeshua demonstravam em sua própria vida.

O verso 21 em especial mostra que as quatro proibições eram apenas iniciais e deviam ser respeitadas mesmo sem entendimento prévio dos que se achegavam a fé em Yeshua como o Mashiach, mas o entendimento das demais leis e mandamentos seria explicado gradativamente aos novos fieis a cada Shabat nas Sinagogas que desde de muito tempo sempre teve alguém disposto para ensinar a Lei e os profetas.

16:11-15 – Alguns dizem que os discípulos pregavam no Shabat apenas para aproveitar as sinagogas judaicas. Mas a passagem em questão revela claramente que não era este o real motivo. Paulo, como você sabe, foi um apóstolo que não conviveu pessoalmente com Yeshua, tendo sido convertido alguns anos após a ressurreição do Mestre. Paulo é encontrado aqui neste texto procurando “um lugar de oração”, no Shabat, afastado da cidade. Por que??????????? Será que o Espírito Santo não havia orientado o apóstolo a abandonar os “rudimentos” do judaísmo, como dizem os inimigos do Shabat? Fica muito claro para o leitor sincero que Paulo, um dos maiores apóstolos de Yeshua, nunca ensinou a abolição do Shabat, e ele mesmo vivia a santidade deste dia especial por onde quer que andasse.

17:1-3 – Novamente, Paulo é visto aproveitando o Shabat para pregar a salvação em Yeshua àquelas cidades.
!

Josiermo Oliveira disse...


18:1-4 – O apóstolo da graça e dos gentios tinha uma profissão – fazer tendas, o texto é claro ao dizer que Paulo ia à Sinagoga nos Shabatot, como fica evidente pelo texto bíblico, ele se dirigia ao local de adoração para pregar sobre a salvação em Yeshua. Percebe-se facilmente (basta ler sem preconceitos) que não era apenas para encontrar os judeus que Paulo ia à Sinagoga no Shabat, pois o próprio texto afirma que ele pregava também aos gregos neste dia, e bem sabemos que os gregos não santificavam o Shabat.

19:17-27 – Nesta passagem, Paulo afirma enfaticamente que estava de consciência limpa porque ensinara TUDO que era importante para os gentios viverem uma vida de verdadeiros princípios bíblicos, bem como mostrara para eles TODO o desígnio de Deus para suas vidas. Mas em NENHUM momento ele fala para eles abandonarem o Shabat e adorarem o Senhor no domingo. Que interessante

Josiermo Oliveira disse...


18:1-4 – O apóstolo da graça e dos gentios tinha uma profissão – fazer tendas, o texto é claro ao dizer que Paulo ia à Sinagoga nos Shabatot, como fica evidente pelo texto bíblico, ele se dirigia ao local de adoração para pregar sobre a salvação em Yeshua. Percebe-se facilmente (basta ler sem preconceitos) que não era apenas para encontrar os judeus que Paulo ia à Sinagoga no Shabat, pois o próprio texto afirma que ele pregava também aos gregos neste dia, e bem sabemos que os gregos não santificavam o Shabat.

19:17-27 – Nesta passagem, Paulo afirma enfaticamente que estava de consciência limpa porque ensinara TUDO que era importante para os gentios viverem uma vida de verdadeiros princípios bíblicos, bem como mostrara para eles TODO o desígnio de Deus para suas vidas. Mas em NENHUM momento ele fala para eles abandonarem o Shabat e adorarem o Senhor no domingo. Que interessante