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domingo, 7 de novembro de 2010

O Pai de Yeshua - Uma Conspiração de Roma contra a Semente de David

Por Sha'ul Bentsion


 

I - Introdução


 

Gostaria de começar este estudo afirmando de forma completamente taxativa, para que não haja qualquer dúvida, de que nós nazarenos cremos no nascimento de Yeshua a partir de uma virgem, conforme dizem as Escrituras:


 

"Ora, o nascimento de Yeshua HaMashiach foi assim: Estando Miriyam, sua mãe, desposada com Yossef, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido da Ruach HaKodesh. Então Yossef, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu o anjo de YHWH, dizendo: Yossef Ben David, não temas receber a Miriyam, tua mulher, porque o que nela está gerado é da Ruach HaKodesh." (Matitiyahu/Mateus 1:18-20)


 

Contudo, muitas vezes olhamos para um dado texto, e acabamos, de forma inconsciente, lendo mais do que o texto diz. Freqüentemente, repetimos a mentalidade que nos é incutida pelo conceito religioso que permeia a sociedade em que vivemos.


 

Por exemplo, pergunte a qualquer pessoa quantos reis magos teriam visitado a Yeshua, e a pessoa responderá sem titubear: Três! Contudo, as Escrituras jamais afirmam tal coisa. Três foram os presentes trazidos, não o número de visitantes. Além disso, os tais visitantes sequer eram reis. Também não eram "magos", na concepção moderna da palavra, porém podemos dar a isso o desconto de uma tradução mal feita. Mas, mesmo assim, nenhuma tradução afirma que eram três, tampouco que eram reis.


 

Da    mesma    maneira,    quando    pensamos    no    nascimento    virginal    de    Yeshua, freqüentemente assumimos algumas premissas que não necessariamente se verificam na prática.


 

Assumimos, pelo fato de Yeshua ter nascido de uma virgem, que Yeshua jamais teve um pai biológico. Mas, será que as Escrituras afirmam isso de fato? Ou, será que afirmam alguma outra coisa?


 

Neste estudo, pretendemos demonstrar que boa parte do que pensamos acerca do nascimento de Yeshua não vem das Escrituras, mas sim do conceito religioso de um mundo que se acostumou a idolatrar Miriyam, ou melhor dizendo, a "Maria" - caricatura romana da mãe de Yeshua, e se esqueceu de procurar a verdade. Veremos também o quanto boa parte dessa cultura faz parte dos planos de Satan para enganar os moradores da terra.


 

Além disso, entenderemos também exatamente o motivo das profecias, e a qual a real necessidade do Mashiach nascer de uma virgem, para podermos analisar até que ponto devemos ser dogmáticos, e até que ponto podemos estar abertos para compreendermos a Bíblia sob uma nova luz.

 


 

II - A Virgem Conceberá


 

"Suave é o aroma dos teus ungüentos; como o ungüento derramado é o teu nome; por isso as virgens [hebr. alamot] te amam." (Shir HaShirim/Cantares 1:3)


 

Acerca do termo "alamot" (plural de 'almah'), Rashi comenta:


 

"virgens, uma vez que o texto compara Ele [YHWH] a um jovem cujas amadas nEle se comprazem, e conforme a alegoria, as virgens são as nações."


 

Contudo, em Yeshayahu 7:14, que diz:


 

"Portanto o mesmo YHWH vos dará um sinal: Eis que a virgem [hebr. almah]

conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Imanu'el."


 

Dessa vez, como se trata de uma profecia que indica que Yeshua é o Mashiach com total e absoluta clareza, Rashi de forma hipócrita diz que o termo se refere a uma jovem, contradizendo ao seu próprio comentário em Shir haShirim (Cantares.)


 

Na realidade, o termo "almah" aparece em diversos trechos do Tanach (Primeiro Testamento) e SEMPRE se aplicando a virgens. A única coisa que impede a sua tradução como "virgem" no texto de Yeshayahu (Isaías) 7:14 por parte dos exegetas judeus tradicionais é justamente o desconforto com o fato de que ela só teria cumprimento em uma única pessoa, a quem a Casa de Yehudá ainda não reconhece.


 

A Peshitta e a LXX são traduções do texto do Tanach (Primeiro Testamento) para o aramaico e para o grego, respectivamente, que antecedem a Yeshua. Vejamos o que elas trazem nesse trecho:


 

A Peshitta nos traz a palavra "B'tultah", que no aramaico é usada com exclusividade para se referir a virgens. O texto grego da LXX também não é muito diferente, trazendo o termo "Parthenos", que também significa virgem, e não jovem.


 

O sinal de que uma virgem daria a luz é absolutamente vital na identificação do

Mashiach. Muitas profecias podem ser entendidas como aplicáveis a diversas pessoas.


 

Alguém poderia, como de fato fizeram, se proclamar o Mashiach de Yisra'el, tal como fizeram, historicamente, Bar Kochba e, posteriormente, Sabatai Tsvi.


 

As profecias acerca da data (como nos afirma Dani'el) ou da localidade do nascimento do Mashiach (Beit-Lechem) ainda poderiam ser aplicados a diversos potenciais candidatos.


 

Em uma época tão conturbada pelo domínio romano, em que a ansiedade judaica pela libertação era latente, muitos messias poderiam se levantar, alegando cumprirem algumas das profecias.


 

Contudo, uma profecia se destaca, e que jamais poderia ser forjada. Uma    profecia absolutamente inconfundível. Eis o sinal que YHWH nos daria de que Ele se faria tabernacular no mundo: o Mashiach nasceria de uma virgem.

 


 

A importância da profecia do nascimento do Mashiach a partir de uma virgem deve ser entendida no contexto acima. YHWH escolheu se manifestar através de um sinal claro e inconfundível.


 

III - O Plano de Satan


 

HaSatan e seu império romano, contudo, distorceram por completo o propósito    e objetivo dessa profecia, de forma a exaltar Miriyam (na verdade, Maria, uma versão endeusada da mãe judia temente a YHWH de Yeshua.)


 

Desde os primórdios, HaSatan tenta levar o povo de Yisra'el a adorar a Ishtar/Ashtarte, um demônio feminino que é adorado como "a rainha dos céus"


 

"Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira." (Yirmiyahu/Jeremias 7:18)


 

"Ashtarte era a deusa-chefe dos sidônios, dentre os quais era adorada como uma divindade independente, também pelo nome de "Ashtarte do nome de Ba'al" como uma companheira de Ba'al...


 

Como parte do ritual [de adoração a ela], as mulheres eram obrigadas a sacrificar seus cabelos ou sua castidade...


 

Na Babilônia e na Assíria ela era adorada como Ishtar em diversos    santuários diferentes,    em    cada    um    dos    quais    a    deusa    possuía    pequenas    variações    de características...


 

Em Agade, ela era adorada como a esposa de Shamash [deus-sol] e na Babilônia como a de Marduk [chefe do panteão Babilônio.]" (Enciclopédia Judaica)


 

A adoração ao mesmo demônio migrou para a nova religião romana.


 

Ishtar/Ashtarte era adorada no festival da primavera, justamente a    data adotada por

Roma para a celebração da sua versão da "páscoa"


 

Sobre tal celebração, a Enciclopédia Católica New Advent admite aberta e escancaradamente:


 

"O termo inglês Easter [a páscoa católica] conforme Ven. Bede (De temporum rationale, I, v) está relacionado a Estre [Ashtarte], deusa teutônica do nascer da luz do dia e da primavera...


 

... um grande número de costumes pagãos, celebrando o retorno da primavera, gravitaram para a páscoa [católica.]"

Um comentário:

Andressa Bragança disse...

Shalom.
VIm fazer uma visita.
Que haShem te abençoe grandemente.
Andressa