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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Israel, a verdadeira noiva do Mashiach

Por Yochanan ben Avraham com colaboração de Hadassa bat Israel.

Certamente, o título deste artigo confrontará muitas pessoas devido ao conceito que muitos religiosos possuem acerca deste assunto. Contudo, pretendemos apresentar argumentos bíblicos e históricos que comprovam a veracidade da afirmação.

Por causa de um conceito equivocado sobre quem é a noiva do Mashiach (palavra hebraica para “ungido”, mas traduzida por muitos como Messias) muitos são impedidos de conhecerem e, consequentemente, viverem a verdade bíblica. Esperamos que, de alguma forma, possamos despertar alguns para que possam adentrar o Caminho que o Eterno estabeleceu desde os primórdios.

Uma união anunciada desde o princípio.

Façamos uma breve leitura no livro de Bereshit (Gênesis) 2.19 – 23:

… Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.

Então YHWH Elohim fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que YHWH Elohim lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.

“Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.”

Notem a expressão de Adám ao se deparar com aquela que seria sua companheira, que diz: “osso de meus ossos e carne de minha carne !” Esta expressão não é única em todo relato bíblico, que marca o início de um relacionamento, mas antes de mostrar-lhes a outra ocasião em que esta expressão é feita, vamos considerar algumas coisas:

Paralelos entre o Mashiach e Adám.

Sha’ul, escrevendo aos coríntios, utiliza um argumento muito interessante em sua primeira epístola leiamos Curintayah alef (I coríntios) 15.45 – 49:

“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adám, foi feito alma vivente; o último Adám em espírito vivificante.

Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.

O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.

Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.”

Neste texto, é inegável o paralelo que Sha’ul ha sh’liach (Sha’ul o emissário) faz para explicar a diferença entre Adám e Yeshua. Ou seja, o primeiro Adám dependia de Elohim para ter vida, mas o “último Adám” (Yeshua), concedia a vida.

O Mashiach, seus ossos e sua carne.

Entendo que, de certa forma, Adám pré-figurava ao Mashiach, e que Adám necessitava de uma auxiliadora, vamos analisar a segunda vez em que a expressão “osso de meus ossos e carne de minha carne” é utilizada para marcar o início de um relacionamento. Leiamos Sh’muel beit (II Samuel) 5.1 – 5:

“Então todas as tribos de Israel vieram a David, em Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, somos teus ossos e tua carne.

E também outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel.

Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei David fez com eles acordo em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a David rei sobre Israel.

Da idade de trinta anos era David quando começou a reinar; quarenta anos reinou.

“Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.”

É interessante analisarmos a situação acima descrita, pois ela relata a coroação de David como Rei sobre todo Israel (Doze tribos reunidas), pois pela primeira vez Israel possuía um Reino de consenso popular, já que o Rei que antecedeu a David, (Saul), não conseguiu isto (I SM 10.22-27).

Lembrando que a palavra hebraica para ungido é Mashiach, vamos agora analisar o seguinte:
Israel (todas as doze tribos) declara a seu Mashiach (ungido): “Somos teus ossos e tua carne !” no início do reinado de David e não é novidade para ninguém que “David ha Melech” (O Rei David), é uma figura do Mashiach que viria. Sendo assim, da mesma forma que Chavá (Eva) foi o osso e a carne de Adám, Israel (doze tribos) se declarou o osso e a carne do Mashiach. Portanto, a auxiliadora idônea do Ungido !!

Linhagem da mulher x Linhagem da serpente.

Também no livro de Bereshit 3.15, temos mais um detalhe que reforça o fato de que Israel é a noiva, (esposa, auxiliadora ou seja qual for o título que queiram dar) do Mashiach, vejamos:
“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

A palavra calcanhar em hebraico é “Akev”, mesma raiz da palavra “Akov’. Agora, compare isso ao nome daquele cujos filhos seriam os patriarcas das doze tribos de Israel…Isso mesmo, Ya’akov, qua passou a se chamar Israel !

O que a Torá está dizendo para nós, é que na luta entre satan e o Mashiach, a descendência de Israel seria ferida e, de fato, quantas feridas Israel sofreu ao longo de sua sofrida caminhada. Quantas expulsões, quantas perseguições, além do holocausto da segunda guerra, nosso povo sofreu !! Portanto, a mulher relatada em Bereshit (Gênesis) não seria literalmente Chavá (Eva) ou Miryam (Maria), mas pura e simplesmente uma alegoria para Israel…

Como Israel seria a auxiliadora do Mashiach?

Ao longo do relato bíblico, nós vemos o Eterno “buscando parceiros” para realização de sua obra. Vemos Noach (Noé), Avraham (Abraão) e depois todo o Israel. A Torá nos relata o dia em que Israel se “casa” com o Eterno no livro de Shemot (Êxodo) 24. Neste dia Israel, a noiva, se comprometeu em cumprir tudo o que o contrato nupcial (Torá) de terminava ao dizer:

“… Todas as palavras, que o SENHOR tem falado, faremos.”

É óbvio que estamos relatando o casamento entre o Eterno e Israel de maneira bem reduzida…mas tudo isso pode ser verificado ao longo das escrituras.

Para melhor entender esta situação, devemos saber que o Noivo é o Eterno, a noiva é Israel e o contrato do casamento (Ketubá) é a Torá ! Com isso em mente, podemos entender o que Sha’ul ha sh’liach estava querendo dizer em Ruhomayah (Romanos) 7, pois de forma análoga ele estava dizendo que estávamos casados com o pecado, e só estariamos livres deles se o marido (o pecado) morrese, com a morte deste “marido” estávamos livres para pertencer a outro (O Mashiach), vale lembrar que Sha’ul afirma no passuk (versículo) 7 que a Lei não é pecado !! Mas que ela revela o que é pecado…

Infelizmente, por causa de um conceito deturpado, alguns afirmam que morremos para a Lei, ou que a Lei morreu para nós, quando nem mesmo Yeshua HaMashiach sugeriu algo assim, muito pelo contrário! Ele Afirmou que enquanto houver céus e Terra a Lei permanecerá…(Mat. 5. 18)

Quando Yeshua afirma que seus talmidim (discípulos) são sal da Terra e Luz do Mundo (Mat. 5.13 e 14), Ele não estava criando um novo conceito, mas estava trazendo a memória deles (todos israelitas) que Israel deveria “auxiliar” ao Eterno na tarefa de anunciar sua Torá ao mundo, pois Israel é a testemunha de HaShem ( Yeshayahu / Isaías 43.10) colocado com luz para as nações (Yeshayahu 49.6), e no entanto israel estava pegando a Vela (Luz/Torá) e colocando debaixo da mesa…(Mat. 5.15 e 16).

Ser cooperador do Reino é anunciar e viver a Torá de Elohim a todas e em todas as nações.

E a “igreja” o que é ?

Antes de qualquer coisa precisamos definir o termo “igreja”.

A palavra “Igreja” vem do grego “ekklesia” que por sua vez, é tradução do hebraico “Kehilah” palavra esta que significa assembleia, congregação. Ou seja, toda vez que encontrarmos a palavra ekklesia, devemos saber que está se falando da kehilah, a qual não é outra senão Israel !

Não existe nenhum organismo, instituição ou associação chamado “Igreja” separado de Israel, algo assim, a luz das escrituras não existe, portanto, uma “igreja” que vive separada de Israel ou mesmo algo que tenha substituido a Israel não passa de uma entidade fictícia !

Ao ler este artigo, alguém poderá pensar: Se não sou israelita, o que faço então? Há salvação para mim ?

È preciso lembrar que todos aqueles que reconheceram Yeshua como Mashiach e guardam o seu testemunho assim como os mandamentos de YHWH, são enxertados na Oliveira (Israel) conforme explicado em Ruhomayah (Romanos) 11 e trazido para perto da comunidade de Israel como diz Efessayah (Efésios) 2. 11 – 20 .

Infelizmente, muitos chegam a dizer que quando um israelita se “converte” ele deixa de ser israelita para fazer parte da igreja…Isto é o contrário do que a Bíblia diz !!! E aquele que se opõe as escrituras (Palavra de YHWH) contradizendo-as é o adversário (satan).

Concluindo…

Para concluir este raciocínio, leiamos Guilyana (Apocalipse) 21. 9 – 12

“E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de YHWH descia do céu.E tinha a glória de Elohim; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.

E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

As perguntas que faço aos prezados leitores são:

1ª-Quem a Bíblia está chamando de Esposa do Cordeiro (Yeshua) ?
2ª- Quais os nomes que estão sobre as portas da cidade santa ?
3ª- Onde está a porta dos chamados gentios ?
O livro de Guilyana (Apocalipse), em suas últimas palavras, diz que:

“Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

Ou seja, as portas da cidade santa terá o nome das tribos de Israel, e nós enxertados em Israel poderemos entrar se guardarmos seus mandamentos (Torá).

Queridos leitores, se fomos enxertados em Israel, devemos andar como um israelita e não como um “mundano” foi isso que Sha’ul concluiu no início do perek (capítulo) 12 de Ruhomayah, conforme transcrevo a seguir:

“Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de YHWH, a que ofereçais vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Elohim: este é o vosso culto espiritual. E não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual a vontade de YHWH, o que é bom, agradável e perfeito.”

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