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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Para quem acha que a Lei Alimentar de Levítico 11 e Deuteronômio 14 foi abolida no "Novo Testamento", segue explanação dos textos usados de forma incorreta para se embasar tal erro.


Parte 1

Dizem os crente hoje por ai: Nós na Nova Aliança podemos comer de tudo, é só orar que tudo tá limpo!

É no mínimo interessante o grande contraste sobre o que se ensina sobre o que Yeshua ensinou e o que vemos posteriormente na boca dos apóstolos.

Por exemplo, ensina-se que Yeshua tornou todos os alimentos limpos. Cobras e lagartos, rãs e suínos agora, podem ser saboreados sem medo de pecar pois Yeshua ensinou: "o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. " (Mateus 15:11) e com esta “máxima” pregadores alardeiam que estamos livres para comer tudo o que se move.

Mas perceba a grandeza da Escritura que não nos deixa dúvidas… pois um pouco mais a frente Mateus escreveu que "Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. " (Mateus 15:15) ou seja, o apóstolo não entendendo o sentido e significado desta purificação, não hesitou mas demonstrou sua ignorância quanto ao assunto e pediu: “explica-nos”

E o Senhor Yeshua explicou com certo tom de repreensão ao pedido de Pedro: "Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora? mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem. " (Mateus 15:17 a 20).

Caro leitor, perceba que em todo o relato de Mateus, não há sequer menção de carnes imundas ou alimentos proibidos. Há sim um debate referente a "… não lavam as mãos quando comem pão." (Mateus 15:2). Então entendam que toda a discussão gira em torno de uma “tradição dos anciãos” e não de alimentos limpos ou imundos.

O ponto principal é que o próprio Pedro (ao contrário dos apóstolos contemporâneos) entendeu que Jesus não se referia a comer qualquer alimento pois agora tudo é limpo mas apenas a comer sem lavar as mãos!

O próprio Pedro, mais de três anos no mínimo, depois desta palavra de Jesus, repetiu para o mesmo senhor: “… nunca comi coisa alguma comum e imunda.” (Atos 10:14)

Não é interessante como o próprio Pedro pede explicação para Jesus e ele mesmo repete um bom tempo depois ao senhor: “nunca comi nada imundo”

Ora… não estava agora tudo purificado? Como então pode Pedro ainda fazer tal distinção? Desobediência? Obstinação? Teimosia em não aprender? Falta de inteligência em aprender? Seria Pedro um daqueles judaizantes? Ora … Pedro não foi ensinado assim. Simples assim! Yeshua não veio para purificar carnes de porco, caro leitor, e não foi isso o que Ele ensinou em Mateus 15!

“EU COMO TUDO PORQUE O QUE D-US FEZ É BOM”


Sim, realmente é bom o que D-us fez, mas, para o fim que D-us criou. Exemplo: minhoca é boa, mas não para se comer e sim fertilizar a terra. Urubu é tão bom e útil que é proibido por lei matá-lo. Por conseguinte, ao afirmar o Senhor que “tudo é bom” não foi para que nós hoje nos valhamos disto para satisfazer nossa vontade. Esta deve ser submetida à vontade do Senhor.

Mas o texto utilizado para se dizer que toda a criatura de D-us é boa é o texto de 1 Timóteo 4:1-5 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, 2 pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, 3 que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que D-us criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; 4 pois tudo que D-us criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, 5 porque, pela palavra de D-us e pela oração, é santificado.”

Temos que notar que Shaul (Paulo) está falando com Timóteo que se encontra em Éfeso em meio a cultura pagã, onde certos preceitos ascéticos foram sorrateiramente adentrando à Igreja, e é exatamente contra tais preceitos que Shaul está a prevenir a Igreja e não contra a entendimento bíblico da Lei Alimentar expresso em Lev.11e deut. 14, pois vemos que ele assevera contra os que proíbem o casamento, e tal proibição não é judaica e muito menos bíblica, assim como a abstinência de se comer aquilo que o Senhor criou como alimento, pois os animais listados em Lev. 11 e Deut. 14 como impuros não são considerados alimentos, portanto tal abstinência relatada aqui em nada tem haver com a Kashrut Judaica, isto é , com Lei Alimentar Bíblica, mas isso fica claro quando Shaul fala que tais alimentos foram criados por D-us para serem recebidos por aqueles fiéis que conhecem plenamente a verdade, e se usarmos o conceito de verdade encontrado no Evangelho de João 17:17 que diz “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”, e entendendo que quando Yeshua disse isso e quando Timóteo recebeu a carta de Shaul a “PALAVRA” de D-us era só e somente só a Torah e os Profetas, concluímos que os fiéis que conheciam a verdade logicamente tinham Levítico 11 e Deuteronômio 14 como a verdadeira palavra de D-us.

Mas não obstante a tudo isso o próprio verso 5 mostra claramente o que acabamos de relatar, pois Shaul diz que pela PALAVRA de D-us e pela oração, o alimento é santificado, vemos novamente que não é somente orar para a carne de porco ficar santificada, mas tem que se passar primeiro pelo crivo da PALAVRA de D-us que já decretou que a carne de tal animal não é santificável, sendo assim mesmo que se queira tirar as palavras de Shaul do contexto histórico a qual Timóteo estava enfrentando não é possível mesmo assim se invalidar a LEI ALIMENTAR BÍBLICA.

“A CARNE DE PORCO NÃO IMPLICA NA MINHA SALVAÇÃO”


O Senhor quer que tenhamos boa saúde (III S. João1:2), porque nos comprou por bom preço, Sangue Inocente (I Cor. 6:19-20), e espera que sejamos puros (Rom. 12:1), para nos constituirmos realmente na morada do Espírito Santo. I Cor. 3:16. 

Se alguém, pela ingestão de carnes imundas (Lev. 11; Deut. 14), se torna impuro, D-us nele não pode morar, e pior, será destruído no último dia. I Cor. 3:17. 

Por exemplo, D-us Se “irrita” com os comedores de porco (Isaías 65:3-4). Também os consumirá (Isaías 66:17 – compare com os versos 22-23). Veja, D-us está falando que os comedores de carne de porco ficarão fora da Nova Terra. Isso merece, portanto, sua reflexão plena. Implica ou não na perda da salvação?, entenda leitor, não é, o não comer de animais impuros que vai te salvar, mas sim a graça de D-us, mas se você viver em desobediência a vontade de D-us, isso mostra o quanto a salvação dada por ELE, para você é tida como sem valor, pois se você morre com Yeshua na Cruz, simbolizado no seu Batismo, mas você nasce de novo para continuar fazendo o que você sempre fez, isso implica que você foi salvo do pecado mas preferiu voltar para ele sendo assim você vira as costas para o sacrifício de Yeshua, sendo assim novamente um réu para a condenação e isso é perder a salvação.

Fica aqui algumas considerações: Por que a carne de porco não é consumida nos hospitais? Deut. 14:8. Uma vez ouvi: “A diferença do urubu para o porco é que um voa e o outro anda sobre patas.” – De fato, a função de ambos é a limpeza da terra, e não ser o prato principal do jantar.

Texto orinalmente publicado por Anselmo Goldman em http://elohimomer.blogspot.com/ e adaptado, acrescido e mexido por Metushelach Ben Levy.

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