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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

“Não toqueis nos meus ungidos”






Hoje, mais uma vez vi a frase “não toqueis nos meus ungidos” sendo usada para afirmar que líderes religiosos estão imunes à crítica. 

Vamos ler o contexto dessa afirmação?

“Vós, semente de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. Ele é o Eterno nosso Senhor; os seus juízos estão em toda a terra. Lembrou-se da sua aliança para sempre, da palavra que mandou a milhares de gerações. A qual aliança fez com Abraão, e o seu juramento a Isaque. E confirmou o mesmo a Jacó por lei, e a Israel por aliança eterna, Dizendo: A ti darei a terra de Canaã, a região da vossa herança. Quando eram poucos homens em número, sim, mui poucos, e estrangeiros nela; Quando andavam de nação em nação e dum reino para outro povo; Não permitiu a ninguém que os oprimisse, e por amor deles repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas. Chamou a fome sobre a terra, quebrantou todo o sustento do pão. Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido por escravo; Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros; Até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou.” (Salmo 105:6-19)

O salmo fala que o Eterno disse aos reis das nações para não tocarem no POVO DE ISRAEL.

Observem os erros graves de citar esse chavão como se fosse carta de imunidade para líderes religiosos, sejam eles de que religião forem:

1) Tocar nos ungidos é um ato físico de agressão, e não uma crítica. Até porque, o povo de Israel e mesmo seus líderes são duramente criticados em todo o Tanakh (Bíblia Hebraica).

2) O texto fala do povo de Israel como um todo, e não de líderes. Muito menos ainda, de líderes de outras religiões.

3) O texto não dá uma ordem geral, e sim fala de uma providência específica para com o povo de Israel no exílio.

4) O texto não está falando de conduta das pessoas para com seus líderes religiosos.

Não existe imunidade para líderes religiosos. Pelo contrário, quando os líderes de Israel saíram dos caminhos do Eterno, foram duramente criticados, amaldiçoados e até mesmo mortos, por sua leviandade.

Não é necessário ser um exegeta para chegar às conclusões acima. Basta ler o contexto. Enquanto as pessoas se preocuparem mais em idolatrarem “os ungidos do senhor” ao invés de lerem as Escrituras, serão presas fáceis para o engano, e para os aproveitadores.









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