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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O que fizeram com a mitologia africana



Os cristãos demonizam a mitologia africana, mas ao mesmo tempo demonstra total simpatia e interesse em conhecer a mitologia grega e romana. A razão é simples: na compreensão evangélica, Exu, Xangô, Iansã, Yemanjá são entidades vivas e ativas, compartilhando os espaços com os humanos, influenciando-os para os caminhos da maldade, enquanto Mitra, Zeus e cia nunca encarnaram. Ou seja, estão condenados a jamais saírem do nível de mito. 


lógica cristã é que todos os maldosos, desde espíritos desencarnados a até gente de carne e osso irão para um lugar de sofrimento. E como essas entidades já estão fadadas a condenação perpétua, lutam incansavelmente para ter nossa companhia. 

Essa ideia começou ganhar forma nos dias do novo testamento. Como a religião cristã não tinha nem demônios e muito menos uma sede própria destinada a esse fim, tomaram então emprestado; dos gregos, o Hades e seus horrores para ser seu inferno, e incorporaram à sua doutrina o mito persa dos demônios. Esses sim, com conexão com o mito afro. 



Interessante que um dia esses entes mitológicos estarão reunidos todos no mesmo lugar. Apesar de que, muito provavelmente estarão separados por classe social. Mito é chique. Demônios é coisa de terceiro mundo.


Por falar em mito, o mundo angelical judaico cristão é o mais violento entre todos. Miguel e Gabriel, sozinhos, mataram mais do que todos os outros agentes juntos. 

Engraçado que à esses os cristãos não temem.








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