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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PEQUENA ANALISE SOBRE O DÍZIMO!


1. Definição etimológica.
A palavra dízimo origina-se do vocábulo hebraico maáser cuja raiz hebraica provém das consoantes "aim, shim e reish" a qual é relacionada ao verbo árabe ashara, “formar uma comunidade”, um grupo, e com os substantivos árabes ±ashr£rat, “tribo”, ma±shar, assembléia.
É provável que o vocábulo dízimo origina-se da raiz acima por causa dos dez dedos, o desenvolvimento semântico foi o de que “dez” equivale a uma “coleção”, “união”. Conseqüentemente, dez em árabe é ashr; em ugarítico, þr; em acadiano, eþru; em aramaico bíblico, ±¦´ar.
2. A origem do dízimo.
O costume de dar 10% da parte dos produtos da terra e dos espólios das guerras para os sacerdotes e reis (1 Mac 10:31; 11:35; 1 Sam 8:15,17) era um costume muito antigo entre algumas nações.
Os egípcios como também os mesopotâmicos tiveram esse costume (é visto, por exemplo, em citações da literatura acadiana com respeito a dízimos pagos a deuses ou templos, em CAD, V. 4, p 369). Os judeus praticaram este costume antes mesmo da instituição da lei mosaica (Gn 14:17-20; Gn 28:22).
3. O registro bíblico.
No Pentateuco se encontra o registro da legislação sobre os dízimos em três lugares.
(1) De acordo com Lev 27:30-33, o dízimo era dado da semente da terra, i.e. das colheitas, do fruto das árvores, e do rebanho (comp. Dt 14:22,23; 2 Cr 31:5,6).
(2) Em Num 18:21-32 é registrado que o dízimo deveria ser pago aos Levitas.
(3) Em Dt 12:5,6,11,18 é dito que o dízimo era levado até o lugar onde o Senhor escolhera. Fora isso há o registro de se vender o produto para depois dizimar Dt 14:22-29.
4. Comentário extra-bíblico.
Os dízimos foram nomeados da seguinte forma o Primeiro Dízimo, o Segundo Dízimo, e o Dízimo do Pobre que também era chamado de o Terceiro Dízimo (Pe'ah, Ma`aseroth, Ma`ser Sheni, Dema'i, ha-shanah, comp. Tobi 1:7,8).
O Primeiro Dízimo era dado aos Levitas, o Segundo Dízimo poderia ser mudado para dinheiro com a adição de uma 5ª parte de seu valor para atender todos aqueles que estavam longe de Jerusalém.
Poderia ser comprada só comida, bebida ou ungüento com o dinheiro (Ma`aser Sheni 2.1; compare Dt 14:26). O dízimo de gado pertencia ao Segundo Dízimo, e seria usado para o banquete em Jerusalém (Zebhachim 5 8).
A explicação dada por muitos críticos é que Deuteronômio e Levítico são camadas diferentes de legislação, e que o dízimo de Levítico é pós-exílico isso é criação do Código Sacerdotal.
A lei do Talmude de dizimar estende a Lei de Moisés, ou seja, o Talmude ensina que até mesmo para os produtos menores da terra não só as sementes, mas, até mesmo em certos casos, as folhas e talos tinham que ser dizimados (Ma`aseroth 4 5), como a hortelã, endro e cominho (Dema'i 11 1; compare Mt 23:23; Lc 11:42). O princípio geral era que “tudo o que fosse comido, e que cresce sobre a terra” deveria ser dizimado (Ma`aseroth 1 1).
5. A Tesouraria.
Havia naquela época a necessidade de uma “tesouraria” e isso com relação à casa do Senhor isso se dava pelos oferecimentos dos dízimos, e espólio das guerras a qual era dedicado ao Senhor. Em Js 6:19,24 se tem o registro da “tesouraria da casa do Senhor”.
No reinado de Davi, e em seus planos para o futuro templo, grande proeminência foi dada às “tesourarias”. Em 1 Cr 26:20-27 são determinado os nomes daqueles que estariam incumbidos da responsabilidade da tesouraria da casa de Deus.
6. O Templo de Salomão.
Em 1 Cr 28.11 é mencionado que Davi dá a planta para Salomão daquilo que devirá existir no templo, e a mesma distinção é feita das “tesourarias” (1 Cr 28:12).
Entretanto existem várias narrativas que informam que os tesouros não ficavam apenas na casa do Senhor (1 Rs 14:26; 15:15,18; 2 Rs 12:18; 14:14; 16:8; 18:15; 24:13).
Em 2 Rs 12; 2 Cr 24 se tem uma visão da administração do uso do dinheiro daquela época.
7. O Templo de Herodes.
No templo de Herodes a tesouraria ficava no tribunal das mulheres. Próximo aos pilares das colunatas existia 13 caixas para serem depositados os dinheiros oferecimentos pelas pessoas (veja em Mc 12:41; Lc 21:1 o relato da viúva pobre); este tribunal parece ter sido o lugar do depósito dos tesouros do templo, onde mais tarde se deu o nome de gazofilácio (Jo 8:20).
8. Resumo.
Após esse pequeno estudo restam agora algumas indagações. Existiu dinheiro naquela época? Sim! Mas para qual finalidade? Isso se vê esboçado acima! Havia tesoureiros? Sim! Mas o que faziam? Existia santuário para ter dinheiro? Sim! E depois que foi destruído o santuário, houve ainda dinheiro, tesouraria e tesoureiro? Não! Pois após a destruição do santuário acabou a função sacerdotal e o dízimo, e isso é patente por todo o antigo testamento.
Mas quando o santuário fora reconstruído existiu dinheiro, tesouraria e tesoureiro? Sim! Mas como até hoje não há mais santuário em Israel, Também não há mais dizimo! Então porque hoje o dizimo é cobrado nas denominações evangélicas como obrigatório e não como algo voluntário?

Reflitam e revejam.


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9 comentários:

Anderson Claiton disse...

Muito bom o estudo. A ressalva seria apenas onde você diz "...é cobrado nas denominações evangélicas como obrigatório...", ficaria mais sensato e menos pessoal dizer: "é cobrado em muitas denominações evangélicas como obrigatório..." Porque nem todas as denominações evangélicas tem esse costume, assim como nem todos os judeus gozam de um mesmo conceito.
Anderson Claiton

Kimberly Kimberly de souza vaz disse...

Um bom estudo,mas acredito que o dízimo é um ato de fé e amor,pois quem ama a Deus dizima em sua casa,se o dizimo e da lei e a lei do Senhor faz parte da nossa natureza espiritual e humana ,acredito que todos devemos dizimar na casa do Senhor, obrigado que o Senhor abençoe a todos em nome do Senhor Jesus Cristo.

Kimberly Kimberly de souza vaz disse...

Um bom estudo,mas acredito que o dízimo é um ato de fé e amor,pois quem ama a Deus dizima em sua casa,se o dizimo e da lei e a lei do Senhor faz parte da nossa natureza espiritual e humana ,acredito que todos devemos dizimar na casa do Senhor, obrigado que o Senhor abençoe a todos em nome do Senhor Jesus Cristo.

Kimberly Kimberly de souza vaz disse...

Um bom estudo,mas acredito que o dízimo é um ato de fé e amor,pois quem ama a Deus dizima em sua casa,se o dizimo e da lei e a lei do Senhor faz parte da nossa natureza espiritual e humana ,acredito que todos devemos dizimar na casa do Senhor, obrigado que o Senhor abençoe a todos em nome do Senhor Jesus Cristo.

Anônimo disse...

Muito bom estudo, mas concordo com o Anderson, nem toda denominação cobra dízimo, na minha congregação por ex, convida-se os irmãos à dizimarem, mas não à nenhum constrangimento ou opressão no ato...porém apesar de eu concordar que no novo testamento é abordado a "oferta" e não o dízimo, e eu particularmente sou mais ofertante do que propriamente dizimista, eu acredito também que o dízimo foi e pode ser até agora uma " comunicação com o invisível"...você está "devolvendo"mensalmente uma fatia do bolo para o invisível...demonstrando pessoalmente sua fé, relacionamento, testemunho público e comunicação com o " invisível".

Jose Cesar Alvarenga disse...

Fui enganado muitos anos por pastores q não pregam a verdade, sai dela povo meu, sai... Pastores vivem na custa da fé das pessoas, Jesus ou seja o salvador nunca mandou construir igrejas.Isaías 56, cães gulosos esses pastores. Querem o dízimo, mas guardar td a lei nada né? O Criador é espírito e para que espírito quer dinheiro? O Salvador disse de graça recebei , de graça daí.

Jose Cesar Alvarenga disse...

Fui enganado muitos anos por pastores q não pregam a verdade, sai dela povo meu, sai... Pastores vivem na custa da fé das pessoas, Jesus ou seja o salvador nunca mandou construir igrejas.Isaías 56, cães gulosos esses pastores. Querem o dízimo, mas guardar td a lei nada né? O Criador é espírito e para que espírito quer dinheiro? O Salvador disse de graça recebei , de graça daí.

Jose Cesar Alvarenga disse...

Deus é espírito para que ele iria querer dinheiro? Os pastores mercenários sim, querem. Isaías 56.

Jose Cesar Alvarenga disse...

Deus é espírito para que ele iria querer dinheiro? Os pastores mercenários sim, querem. Isaías 56.