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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PEQUENA ANALISE SOBRE O DÍZIMO!


1. Definição etimológica.
A palavra dízimo origina-se do vocábulo hebraico maáser cuja raiz hebraica provém das consoantes "aim, shim e reish" a qual é relacionada ao verbo árabe ashara, “formar uma comunidade”, um grupo, e com os substantivos árabes ±ashr£rat, “tribo”, ma±shar, assembléia.
É provável que o vocábulo dízimo origina-se da raiz acima por causa dos dez dedos, o desenvolvimento semântico foi o de que “dez” equivale a uma “coleção”, “união”. Conseqüentemente, dez em árabe é ashr; em ugarítico, þr; em acadiano, eþru; em aramaico bíblico, ±¦´ar.
2. A origem do dízimo.
O costume de dar 10% da parte dos produtos da terra e dos espólios das guerras para os sacerdotes e reis (1 Mac 10:31; 11:35; 1 Sam 8:15,17) era um costume muito antigo entre algumas nações.
Os egípcios como também os mesopotâmicos tiveram esse costume (é visto, por exemplo, em citações da literatura acadiana com respeito a dízimos pagos a deuses ou templos, em CAD, V. 4, p 369). Os judeus praticaram este costume antes mesmo da instituição da lei mosaica (Gn 14:17-20; Gn 28:22).
3. O registro bíblico.
No Pentateuco se encontra o registro da legislação sobre os dízimos em três lugares.
(1) De acordo com Lev 27:30-33, o dízimo era dado da semente da terra, i.e. das colheitas, do fruto das árvores, e do rebanho (comp. Dt 14:22,23; 2 Cr 31:5,6).
(2) Em Num 18:21-32 é registrado que o dízimo deveria ser pago aos Levitas.
(3) Em Dt 12:5,6,11,18 é dito que o dízimo era levado até o lugar onde o Senhor escolhera. Fora isso há o registro de se vender o produto para depois dizimar Dt 14:22-29.
4. Comentário extra-bíblico.
Os dízimos foram nomeados da seguinte forma o Primeiro Dízimo, o Segundo Dízimo, e o Dízimo do Pobre que também era chamado de o Terceiro Dízimo (Pe'ah, Ma`aseroth, Ma`ser Sheni, Dema'i, ha-shanah, comp. Tobi 1:7,8).
O Primeiro Dízimo era dado aos Levitas, o Segundo Dízimo poderia ser mudado para dinheiro com a adição de uma 5ª parte de seu valor para atender todos aqueles que estavam longe de Jerusalém.
Poderia ser comprada só comida, bebida ou ungüento com o dinheiro (Ma`aser Sheni 2.1; compare Dt 14:26). O dízimo de gado pertencia ao Segundo Dízimo, e seria usado para o banquete em Jerusalém (Zebhachim 5 8).
A explicação dada por muitos críticos é que Deuteronômio e Levítico são camadas diferentes de legislação, e que o dízimo de Levítico é pós-exílico isso é criação do Código Sacerdotal.
A lei do Talmude de dizimar estende a Lei de Moisés, ou seja, o Talmude ensina que até mesmo para os produtos menores da terra não só as sementes, mas, até mesmo em certos casos, as folhas e talos tinham que ser dizimados (Ma`aseroth 4 5), como a hortelã, endro e cominho (Dema'i 11 1; compare Mt 23:23; Lc 11:42). O princípio geral era que “tudo o que fosse comido, e que cresce sobre a terra” deveria ser dizimado (Ma`aseroth 1 1).
5. A Tesouraria.
Havia naquela época a necessidade de uma “tesouraria” e isso com relação à casa do Senhor isso se dava pelos oferecimentos dos dízimos, e espólio das guerras a qual era dedicado ao Senhor. Em Js 6:19,24 se tem o registro da “tesouraria da casa do Senhor”.
No reinado de Davi, e em seus planos para o futuro templo, grande proeminência foi dada às “tesourarias”. Em 1 Cr 26:20-27 são determinado os nomes daqueles que estariam incumbidos da responsabilidade da tesouraria da casa de Deus.
6. O Templo de Salomão.
Em 1 Cr 28.11 é mencionado que Davi dá a planta para Salomão daquilo que devirá existir no templo, e a mesma distinção é feita das “tesourarias” (1 Cr 28:12).
Entretanto existem várias narrativas que informam que os tesouros não ficavam apenas na casa do Senhor (1 Rs 14:26; 15:15,18; 2 Rs 12:18; 14:14; 16:8; 18:15; 24:13).
Em 2 Rs 12; 2 Cr 24 se tem uma visão da administração do uso do dinheiro daquela época.
7. O Templo de Herodes.
No templo de Herodes a tesouraria ficava no tribunal das mulheres. Próximo aos pilares das colunatas existia 13 caixas para serem depositados os dinheiros oferecimentos pelas pessoas (veja em Mc 12:41; Lc 21:1 o relato da viúva pobre); este tribunal parece ter sido o lugar do depósito dos tesouros do templo, onde mais tarde se deu o nome de gazofilácio (Jo 8:20).
8. Resumo.
Após esse pequeno estudo restam agora algumas indagações. Existiu dinheiro naquela época? Sim! Mas para qual finalidade? Isso se vê esboçado acima! Havia tesoureiros? Sim! Mas o que faziam? Existia santuário para ter dinheiro? Sim! E depois que foi destruído o santuário, houve ainda dinheiro, tesouraria e tesoureiro? Não! Pois após a destruição do santuário acabou a função sacerdotal e o dízimo, e isso é patente por todo o antigo testamento.
Mas quando o santuário fora reconstruído existiu dinheiro, tesouraria e tesoureiro? Sim! Mas como até hoje não há mais santuário em Israel, Também não há mais dizimo! Então porque hoje o dizimo é cobrado nas denominações evangélicas como obrigatório e não como algo voluntário?

Reflitam e revejam.


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sábado, 18 de janeiro de 2014

“O MESSIAS VIRÁ APÓS A MORTE DE ARIEL SHARON” (PROFECIA DO RABINO YITZHAK KADURI EM 2007)




NOTÍCIA DO DIA 11/01/2014, 10:28 HS:

"Morre aos 85 anos o ex-premiê israelense"
CONCEITUADO RABINO COM 108 ANOS CHOCA COMUNIDADE JUDAICA EM ISRAEL COM A REVELAÇÃO DA IDENTIDADE DO MESSIAS:

"O RABINO JUDEU YITZHAK KADURI REVELA AO MUNDO QUE JESUS É O MESSIAS QUE JÁ VEIO E QUE AINDA VIRÁ"

“Em relação às abreviaturas do nome do Messias, Ele elevará o povo e provará que a Sua Palavra e Lei são válidas. Isto eu assinei no mês da misericórdia”. (Yitzhak Kaduri).

“Quando vier, o Messias libertará Jerusalém das religiões estranhas que querem governar a cidade.” – afirmou Kaduri em certa ocasião.

A RELIGIÃO ESTRANHA EM ISRAEL NÃO É SOMENTE O ISLAMISMO. TAMBÉM É O CRISTIANISMO, POIS, O EVANGELHO QUE JESUS ENSINOU NÃO É ESTE QUE OS CRISTÃOS CATÓLICOS E EVANGÉLICOS PROPAGAM.

A LEI DE MOISÉS NÃO FOI ABOLIDA (PARA OS JUDEUS).

“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, de modo nenhum passará da LEI um só "i" ou um só "til", até que tudo seja cumprido.” (Mateus 5:18).

A anotação até então secreta rezava assim:

“Em relação às abreviaturas do nome do Messias, Ele elevará o povo e provará que a Sua Palavra e Lei são válidas. Isto eu assinei no mês da misericórdia”.

A frase hebraica (mencionada acima em negrito) com o nome oculto do Messias lê-se assim:

"Yarim Ha’Am Veyokhiakh Shedvaro Vetorato Omdim"

As iniciais de cada palavra têm o nome hebraico para Jesus. YEHOSHUA e YESHUA são efetivamente o mesmo nome, que deriva da mesma raiz hebraica para a palavra “salvação”, tal como se encontra em Zacarias 6:11 e Esdras 3:2.

O mesmo sacerdote escreve em Esdras: “Jesuá (Yeshua), filho de Jozadaque”, enquanto que em Zacarias está: “Josué (Yehoshua),filho de Jozadaque.”

Com um dos mais proeminentes rabinos de Israel indicando o nome do Messias como sendo Jesus (Yeshua), é compreensível que o seu último desejo fosse que se esperasse um ano após a sua morte para que se revelasse o que ele havia escrito.

Quando o nome de Jesus (Yehoshua) apareceu na mensagem de Kaduri, os judeus ultra-ortodoxos da sua escola rabínica (yeshiva) Nahalat Yitzhak, em Jerusalém, reagiram, alegando que o seu mestre não tinha deixado a solução exata para descodificar o nome do Messias.
Há também outros rabinos que predizem o mesmo, incluindo Haim Cohen, o cabalista Nir Ben Artzi e a esposa do rabino Haim Kneiveskzy.

O próprio neto de Kaduri, o também rabino Yosef Kaduri, disse que o seu avô falava muitas vezes nos seus últimos dias sobre a vinda do Messias e a redenção através do Messias. Os seus retratos espirituais do Messias – em tudo semelhantes aos relatos do Novo Testamento – foram publicados nos sites “Kaduri.net” e “Nfc.”

COMO KADURI RETRATOU O MESSIAS

“É difícil para muito boa gente da sociedade compreender a pessoa do Messias. A liderança e a ordem de um Messias de carne e sangue é dura de aceitar para muitos na nação. Como líder, o Messias não ocupará nenhum cargo, mas estará no meio do povo e usará os media para comunicar. O seu reino será puro e sem ambições pessoais ou políticas. Durante o Seu domínio, só a justiça e a verdade reinarão. Irão todos acreditar logo no Messias?, Não. No início, alguns de nós irão acreditar nele, e outros não.

Será mais fácil para as pessoas não religiosas do que para os ortodoxos seguir o Messias.

A revelação do Messias acontecerá em duas fases: primeiramente, Ele irá confirmar ativamente a Sua posição como Messias, sem que Ele mesmo saiba que é Messias. Então, irá revelar-se a alguns judeus, mas não necessariamente aos sábios estudiosos da Torá. Pode até ser às pessoas simples. Só então é que Ele se revelará à nação inteira. As pessoas interrogar-se-ão e dirão: ‘O quê, é o Messias?’ Muitos terão conhecido o Seu nome mas não terão acreditado que Ele é o Messias.”

“Quando vier, o Messias libertará Jerusalém das religiões estranhas que querem governar a cidade.” - afirmou Kaduri em certa ocasião - “Elas não terão sucesso, porque irão lutar umas contra as outras.”

Fonte: http://miquels007.wordpress.com/tag/vinda-do-messias/

Profecia de Daniel e Eventos por vir

O Estado de Israel foi criado em maio de 1948.

A profecia de Daniel fala de 70 semanas, e cada "semana" quer dizer um ano.

Entendendo isso sob esse ponto de vista, e somando 70 anos a 1948, temos 2018.

Estamos em 2013/2014.

Diz à profecia que, 7 semanas antes de findar as 70, ocorreria algo. E que no meio desse último período (3 anos e meio), algo mais relevante ocorreria.

Tomando cada semana como 1 ano, temos: 70 anos, 7 anos e 3,5 anos.

1948 (maio, 14 - Fundação do Estado de Israel) + 70 = 2018 (maio)
2018 - 7 = 2011 (quando ocorreram às revoltas árabes - primavera árabe)
2011 + 3,5 = 2014 (segundo semestre)

Presumo que em 2014 ocorra algo entre maio e novembro.

Não sei se será uma resolução da ONU ou poderia ser a deflagração de uma guerra de Israel contra seus inimigos muçulmanos.

O certo é que algo de muito grave ocorrerá em 2014, podendo ser revoluções em diversos países, que provocarão desdobramentos, ou umas nova crise financeira, que pode desembocar numa terceira guerra mundial (NUCLEAR) entre 2018 e 2019, ou mesmo antes.

Em meados da década de 80, o médium espírita Chico Xavier recebeu uma profecia de seus mentores espirituais dizendo que até 2019 a humanidade estaria ainda numa fase de teste, uma fase em que seria dada a chance para que todos se regenerassem, mudassem seus planos e desistissem de ambições, conflitos e guerras.

Pelo jeito, antes do prazo terminar, os grupos globalistas que lutam pela hegemonia do poder mundial não querem saber de paz e amor. Querem guerra!

Segundo tal profecia, se a guerra mundial ocorrer, o Brasil será, de certa forma, invadido por sobreviventes de guerra, que fugirão de seus respectivos países, através de navios, aviões, etc... E assim, o Brasil seria repartido em 5 partes.

Pode ser até que ocorra um atentado ao Papa Francisco. Um ataque a Roma ou ao Vaticano.

Pode ser que diversos países sofram atentados com armas SUJAS, que são bombas comuns (tradicionais), de TNT, de alto poder destrutivo, porém RECHEADAS de dejetos radioativos retirados de usinas nucleares.

Como todo mundo sabe, as usinas nucleares usam urânio enriquecido pra gerar uma reação nuclear em cadeia controlada, e para produzir uma quantidade de calor absurda, que aquece a água dos reservatórios e produz vapor em grande pressão.

Esse vapor é direcionado a uma turbina, e essa turbina faz girar o gerador elétrico, que produz energia elétrica nos seus terminais, e essa energia é, então, transmitida por torres de alta tensão para as subestações distribuírem a energia que alimenta as cidades.

Essas usinas nucleares geram lixo radioativo, que são os restos, ou desejos que sobram depois da reação nuclear.

Esse material radioativo é usado para "rechear", para ser colocado em torno, em volta da bomba, e quando uma bomba dessas explode, a sua explosão espalha a poeira radioativa do lixo atômico que foi colocada nela, e esse urânio empobrecido contamina tudo ao redor, e toda a área afetada deverá ser evacuada imediatamente, e ninguém poderá pisar lá nos próximos (pelo menos) 100 anos.

Imagina o dano que isso causa a um país. Danos econômicos e etc...

Pode ser que estoure mais revoluções pelo mundo. No mundo islâmico, na Europa, e até mesmo aqui nas Américas, incluindo o Brasil.

Pode ser que os Estados Unidos e os países da OTAN decidam invadir mesmo a Síria, e depois o Irã. Ou invadam a Síria, e o Irã ameace Israel. Ou Israel decida se antecipar aos iranianos e façam um ataque preventivo.

EU CREIO QUE OCORRERÁ ALGUMA COISA DE MUITO GRAVE NESSES ANOS QUE SE SEGUIRÃO ATÉ 2019.

NÃO É A TOA QUE OS CONSPIRADORES INTERNACIONAIS FIZERAM COM QUE OS EVENTOS ESPORTIVOS FOSSEM TODOS TRANSFERIDOS PARA A AMÉRICA DO SUL, MAIS ESPECIFICAMENTE, NO BRASIL. É QUE O RESTO DO MUNDO ESTARÁ EM SITUAÇÃO COMPLICADA.

Veja o artigo sobre os planos da Rússia, pra entender o conflito de interesses entre os conspiradores globalistas ocidentais (que controlam e usam os EUA e países da OTAN) e os globalistas eurasianos (esquema russo-chinês).

Certamente algo está em curso, e está prestes a acontecer por aí.
E os grupos globalistas manipularam e continuam a preparar o mundo de maneira velada, sem que as massas se apercebam.

No livro de bíblico de Apocalipse, diz que "os reis do oriente" se deslocarão em direção a Israel, e passariam pelo rio Eufrates, para uma batalha na região israelense chamada de "MEGIDO" ou "MONTE MEGIDO" ou em hebraico, "HAR MAGEDON", que nas Bíblias em português foi escrito ARMAGEDON, que na verdade significa: MONTES DE ISRAEL. HAR É MONTES OU MONTANHA EM HEBRAICO, MAGEDO É A CIDADE DE MEGIDO, AO NORTE DE ISRAEL, NA PLANÍCIE DE ESDRELON, ONDE ESTÁ O MONTE MEGIDO. EDON É UM VALE SITUADO AO SUL DO ESTADO DE ISRAEL. HARMAGEDOM, VERDADEIRAMENTE, ALUDE AO TERRITÓRIO DO MODERNO ESTADO DE ISRAEL DE NORTE Á SUL.

Quem seriam esses tais "reis do oriente"?

Localizações geográficas na Bíblia são sempre em referência ao país de Israel. Logo, o oriente certamente é tudo o que está à leste de Israel. E podemos colocar todos os países árabes, e asiáticos em geral.
Seriam os países da S.C.O. ?

Vejam o artigo sobre a "Organização de Cooperação Comunista" no link lá embaixo e entenda o que é S.C.O. (Shangay Cooperation Organization).

Além disso, é sabido que os muçulmanos esperam pelo Messias deles, O IMÃ MADHI, e preveem essa aparição por volta de 2018 ou 2019 (Veja também na parte final do artigo sobre a Rússia e a China promovendo a Nova Ordem Mundial DELES, logo abaixo).

Será que este messias muçulmano seria o tão esperado Anti-Cristo?, Ou será que seria outro?

No link abaixo há uma curiosa explicação sobre previsões através dos astros:

http://noticias.gospelprime.com.br/profe...de-sangue/

http://averdadequeamidianaomostra.blogspot.com.br/

2013/10/uma-especulacao-minha.html

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O que fizeram com a mitologia africana



Os cristãos demonizam a mitologia africana, mas ao mesmo tempo demonstra total simpatia e interesse em conhecer a mitologia grega e romana. A razão é simples: na compreensão evangélica, Exu, Xangô, Iansã, Yemanjá são entidades vivas e ativas, compartilhando os espaços com os humanos, influenciando-os para os caminhos da maldade, enquanto Mitra, Zeus e cia nunca encarnaram. Ou seja, estão condenados a jamais saírem do nível de mito. 


lógica cristã é que todos os maldosos, desde espíritos desencarnados a até gente de carne e osso irão para um lugar de sofrimento. E como essas entidades já estão fadadas a condenação perpétua, lutam incansavelmente para ter nossa companhia. 

Essa ideia começou ganhar forma nos dias do novo testamento. Como a religião cristã não tinha nem demônios e muito menos uma sede própria destinada a esse fim, tomaram então emprestado; dos gregos, o Hades e seus horrores para ser seu inferno, e incorporaram à sua doutrina o mito persa dos demônios. Esses sim, com conexão com o mito afro. 



Interessante que um dia esses entes mitológicos estarão reunidos todos no mesmo lugar. Apesar de que, muito provavelmente estarão separados por classe social. Mito é chique. Demônios é coisa de terceiro mundo.


Por falar em mito, o mundo angelical judaico cristão é o mais violento entre todos. Miguel e Gabriel, sozinhos, mataram mais do que todos os outros agentes juntos. 

Engraçado que à esses os cristãos não temem.








quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O DÍZIMO NA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA



O INICIO DA PRÁTICA

A adesão da Igreja Católica Apostólica Romana a prática do dízimo está longe de ser uma novidade, foi iniciada com a queda do Império Romano, no século IV. A igreja ocupou o vazio do poder, e para evitar o caos financeiro, começou a cobrar o dízimo sob pena de excomunhão. No século VI, os concílios e sínodos da Igreja da França relembravam essa obrigação. O Bispo Graciano inseriu no decreto aos fiéis uma lista de bens sujeitos ao dízimo, redigida por Cesário de Arles e atribuída por ele a Santo Agostinho. O dízimo era devido por todos os participantes da igreja, até mesmo pelo rei e pela aristocracia.

O dízimo foi confirmado oficialmente pelos concílios regionais de Tours (567) e Mácon (585). Mas foi somente a partir de Carlos Magno (779) que o dízimo passou a ser cobrado regularmente. Ele generalizou e sancionou a prática. Dividiu o produto dos pagamentos em três partes iguais, destinada à igreja paroquial, ao pároco e aos pobres. Em princípio o bispo não deveria receber nada. Mas na verdade os bispos ficavam com uma parte, enquanto os abades e priores disputavam o dízimo sobre as terras de seu monastério, em detrimento do clero paroquial.

Por causa do controle laico dos bens e ganhos da Igreja nos séculos VIII e IX, os proprietários consideravam os dízimos parte integrante de seu domínio e, como tal, os submetiam a seus feudos. Parte considerável dos dízimos permaneceu submetida ao feudo até os tempos modernos, mesmo depois de a Reforma Gregoriana ter obrigado os senhores a entregar seus bens temporais as igrejas paroquiais.

Esse sistema tributário estendeu-se posteriormente às demais nações cristãs: chegou à Inglaterra no século X. Na península Ibérica os dízimos já eram praticados desde o século VII, em caráter voluntário, e somente 400 anos depois passa a ser obrigatório. Nos dois primeiros concílios de Latrão, em 1123 e 1139, o dízimo foi finalmente incorporado à legislação geral da igreja, de forma definitiva, como a décima parte da renda dos fiéis.

Os dízimos foram uma das principais atribuições das jurisdições eclesiásticas no final da Idade Média, estiveram na origem de inúmeros conflitos entre a justiça eclesiástica e a real.

A VENDA DE INDULGÊNCIAS
A relação entre fé e dinheiro está presente na Igreja Católica desde os primórdios de sua institucionalização. Foi durante o governo do papa Inocêncio III (1198 – 1216) que a influência da Igreja na vida pública na Europa cristã atingiu seu ponto máximo. Na Idade Média, ela se tornou o senhor feudal de grande parte da Europa. No entanto a forma de arrecadação mais ferrenha por parte do clero foi marcada pela venda das absurdas cartas de indulgência - pagamento em dinheiro pelo perdão de pecados, de mortos ou vivos, que financiou, entre outros empreendimentos, a construção da Basílica de São Pedro em Roma.

A cobrança de tributos e a venda de indulgencias entre outras práticas, culminaram com vários protestos dentro da própria Igreja e acendeu a Reforma Protestante.

A PRÁTICA DO DÍZIMO NO BRASIL
Sempre houve algum regime de contribuição para a igreja no Brasil. O que acontecia é que dentro da sociedade estratificada, como no tempo do Brasil Imperial, a Igreja Católica estava associada às elites, que davam abastadas contribuições. Por esse motivo havia a impressão entre o “povão”, que a igreja não cobrava dízimos.

Até o fim do século XIX, a Igreja Católica vivia de doação das famílias nobres e da contribuição fiscal do Estado. Com o advento do regime Republicano, veio à separação definitiva entre a Igreja e o Estado.

Com a propagação das idéias racionalistas, positivistas e a predominância de um sistema capitalista, a Igreja perdeu o apoio das elites, agora mais materialistas, e precisou buscar novas formas de arrecadação para manutenção de suas paróquias. Apenas a cobrança das espórtulas, uma espécie de doação ou esmola para a realização de missas de corpo presente, batismos e casamentos, entre outros serviços eclesiásticos, não cobriam as despesas paroquiais.

PUBLICAÇÕES SOBRE O DÍZIMO
As publicações católicas que se proliferam de maneira profícua sobre o dízimo, nem sequer constituiam um magistério da Igreja Católica. Não vem de Roma e nem são chanceladas pelo episcopado. Em geral, são os padres e leigos que escrevem tentando ajudar as comunidades a tratar do assunto e conscientizar o povo católico sobre a manutenção das igrejas. Foi observando o crescimento dessas práticas entre seus fieis, que a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) criou a pastoral do dízimo para apoiar as comunidades na implantação do tributo espiritual. Muito embora o clero católico não demonstre habilidade no trato de assuntos financeiros com seus fieis, a adesão chega a 80% das paróquias paulistanas.

Mesmo assim, a adoção do dízimo ainda é visto com reservas por parte de alguns clérigos. A grande maioria não considera a prática ao pé da letra e prefere um discurso mais brando sobre arrecadação de fundos financeiros para a paróquia. Existe também a preocupação de alguns padres para que a cobrança do dízimo não seja uma imposição, pois dizem que assim seria voltar ao Velho Testamento, aos tempos da Lei de Moisés.

A INFLUÊNCIA EVANGÉLICA NA COBRANÇA DO DÍZIMO
No entanto, a influência evangélica na prática atual é inegável. Em vários setores da Igreja Católica se prega o dízimo como devolução a Deus do que é recebido em ganhos e bens diversos. Na literatura católica sobre o dízimo há claramente um parentesco com os argumentos utilizados pelos evangélicos.

CONCLUSÃO
Foi criado na sociedade a idéia de que só as Igrejas Evangélicas cobravam o dízimo de seus membros. Hoje a maioria das pessoas já sabe que todas as Igrejas vivem de ofertas e dízimos. Muitas vezes o nome da contribuição não é dízimo, aí dizem que a igreja tal, não cobra dízimos. Não importa o nome que seja adotado para a contribuição, o certo é que nenhuma igreja se mantém sem a ajuda financeira de seus membros ou associados.


Fonte: Revista Eclésia

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

“Não toqueis nos meus ungidos”






Hoje, mais uma vez vi a frase “não toqueis nos meus ungidos” sendo usada para afirmar que líderes religiosos estão imunes à crítica. 

Vamos ler o contexto dessa afirmação?

“Vós, semente de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. Ele é o Eterno nosso Senhor; os seus juízos estão em toda a terra. Lembrou-se da sua aliança para sempre, da palavra que mandou a milhares de gerações. A qual aliança fez com Abraão, e o seu juramento a Isaque. E confirmou o mesmo a Jacó por lei, e a Israel por aliança eterna, Dizendo: A ti darei a terra de Canaã, a região da vossa herança. Quando eram poucos homens em número, sim, mui poucos, e estrangeiros nela; Quando andavam de nação em nação e dum reino para outro povo; Não permitiu a ninguém que os oprimisse, e por amor deles repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas. Chamou a fome sobre a terra, quebrantou todo o sustento do pão. Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido por escravo; Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros; Até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou.” (Salmo 105:6-19)

O salmo fala que o Eterno disse aos reis das nações para não tocarem no POVO DE ISRAEL.

Observem os erros graves de citar esse chavão como se fosse carta de imunidade para líderes religiosos, sejam eles de que religião forem:

1) Tocar nos ungidos é um ato físico de agressão, e não uma crítica. Até porque, o povo de Israel e mesmo seus líderes são duramente criticados em todo o Tanakh (Bíblia Hebraica).

2) O texto fala do povo de Israel como um todo, e não de líderes. Muito menos ainda, de líderes de outras religiões.

3) O texto não dá uma ordem geral, e sim fala de uma providência específica para com o povo de Israel no exílio.

4) O texto não está falando de conduta das pessoas para com seus líderes religiosos.

Não existe imunidade para líderes religiosos. Pelo contrário, quando os líderes de Israel saíram dos caminhos do Eterno, foram duramente criticados, amaldiçoados e até mesmo mortos, por sua leviandade.

Não é necessário ser um exegeta para chegar às conclusões acima. Basta ler o contexto. Enquanto as pessoas se preocuparem mais em idolatrarem “os ungidos do senhor” ao invés de lerem as Escrituras, serão presas fáceis para o engano, e para os aproveitadores.









sábado, 9 de novembro de 2013

YHWH: O NOME QUE NÃO DEVERIA SER ESQUECIDO


Por Tsadok Ben Derech





I - YHWH É O MEU NOME

No capítulo 3 de Shemot (Êxodo), Moshé (Moisés) vê uma sarça ardente que não era consumida pelo fogo. Então, sob ao monte e tem uma experiência sobrenatural com o ETERNO, estabelecendo-se um diálogo entre ambos. Neste encontro, Elohim revela Seu Nome a Moshé (Moisés):

“Moshé [Moisés] disse a Elohim: ‘Quem sou eu para dirigir-me ao faraó e levar o povo de Yisra’el para fora do Egito?’ Ele respondeu: ‘Tenha certeza de que estarei com você. O sinal de que eu o enviei será este: quando você tiver levado o povo para fora do Egito, vocês adorarão a Elohim nesta montanha’.

Moshé [Moisés] disse a Elohim: ‘Quando eu aparecer diante do povo de Yisra’el e lhes disser: O Elohim de seus ancestrais enviou-me a vocês’; e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’, o que eu lhes direi?’. Elohim disse a Moshé [Moisés]: ‘Ehyeh Asher Ehyeh [Eu Sou/Serei o que Sou/Eu Serei]’ enviou-me a vocês’. Além disso, Elohim disse a Moshé [Moisés]: ‘Diga isto ao povo de Yisra’el: יהוה [YHWH], o Elohim de seus pais, o Elohim de Avraham [Abraão], o Elohim de Yitz’chak [Isaque], e o Elohim de Ya’akov [Jacó], enviou-me a vocês’. Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.” (Shemot/Êxodo 3:11-15).

Ora, antes de o ETERNO revelar seu nome a Moshé (Moisés), este o conhecia como Elohim, vocábulo que significa literalmente “poderes” e que é um título usado pelo ETERNO, e não um nome próprio. Moshé (Moisés) quis saber o nome próprio pelo qual o ETERNO se chama e este o respondeu: יהוה. Trata-se do tetragrama (quatro letras) que revela o nome de Elohim, composto das letras hebraicas yud, hê, waw, hê, todas consoantes, visto que não existem vogais no alfabeto hebraico. Tais letras em Português[1] são assim transliteradas: YHWH. Doravante, sempre que se referir ao tetragrama, serão usadas as letras YHWH.
Após o ETERNO declarar que se chama YHWH, disse:

Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.” (Shemot/Êxodo 3:15).

Proveitoso relatar que na cultura ocidental o nome apenas designa uma pessoa (ex: Carlos, Priscila etc). Porém, na cultura semita, o nome (“shem”/שם) não só individualiza um ser, como também - e principalmente - se refere ao caráter da pessoa, às qualidades específicas que ela possui. No hebraico, cada nome possui um significado (ex: Yeshayahu/Isaías quer dizer “o ETERNO salva”).

Então, o ETERNO revelou seu nome sagrado, YHWH (יהוה), pois este tanto individualiza o Criador dos céus e da terra como também espelha o caráter de Elohim. Que fica guardada esta importante informação: o nome expressa caráter.

Especialista em paleo-hebraico, Jeff Benner explica que o tetragrama advém do verbo הוה, que denota “existir”. Na terceira pessoa do singular, flexiona-se o verbo como יהוה, formando-se o tetragrama que expressa simultaneamente as seguintes ideias: “Ele existe”, “Ele existirá”, “Ele é”.

No pensamento grego, as divindades são concebidas no plano abstrato. Na cultura hebraica, exige-se uma experiência concreta com o Ser Supremo (ver, ouvir, sentir). Por isso, Moshé perguntou o nome do ETERNO, visando autenticar a experiência sobrenatural que teve. Em resposta, Elohim revela o tetragrama, querendo exprimir a seguinte mensagem: “Diga ao povo de Yisra’el: Ele (o Elohim de seus pais) existe, Ele existirá, Ele é...”.

Ao declarar seu nome próprio no episódio narrado, o ETERNO determinou que deveria ser lembrado para sempre como YHWH (Shemot/Êxodo 3:15). Apesar de tal ordem expressa, hoje em dia as pessoas chamam o ETERNO de vários nomes, inclusive usam nomes de origem pagã, porém, não se valem do nome prescrito nas Escrituras.

O nome de YHWH é tão sagrado e importante que aparece aproximadamente sete mil vezes no Tanach (Primeiras Escrituras).

Escreveu o Salmista que os homens deveriam se envergonhar e buscar o nome de YHWH, isto é, o caráter de Elohim:

Encham-se de vergonha as suas faces, para que busquem o teu nome, YHWH.

Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam, para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de YHWH, és o Altíssimo sobre toda a terra.” (Tehilim/Salmos 83:16-18).

Ainda de acordo com o Saltério, o nome de YHWH permaneceria para sempre e deveria ser divulgado de geração em geração:

O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.” (Tehilim/Salmos 72:17).

Escreveu o profeta Mal’achi (Malaquias) que aqueles que temem e se lembram do nome de YHWH serão ouvidos:

Então aqueles que temeram a YHWH falaram frequentemente um ao outro; e YHWH atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram YHWH, e para os que se lembraram do seu nome.” (Mal’achi/Malaquias 3:16).

O nome de YHWH deve ser amado:

E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem a YHWH para o servirem, e para amarem o nome de YHWH, e para serem seus servos, todos os que guardarem o shabat [sábado], não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança.” (Yeshayahu/Isaías 56:6).

Devemos lembrar o nome de YHWH para todas as gerações e povos:

Farei lembrado o teu nome de geração em geração; por isso os povos te louvarão eternamente.” (Tehilim/Salmos 45:17).

O Rei David louvava o nome de YHWH: Salmo de David para o músico-mor, sobre a morte de Labben:
 Eu te louvarei, YHWH, com todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.” (Tehilim/Salmos 9:1-2).

Deve-se dar glória ao nome de YHWH e adorá-lo:

Dai a YHWH a glória devida ao seu nome, adorai a YHWH na beleza da santidade.” (Tehilim/Salmos 29:2).

A salvação é clamada pelo nome de YHWH. Por isto, quem invocar o nome de YHWH será salvo:
Salva-nos, YHWH nosso Elohim, e congrega-nos dentre os gentios, para que louvemos o teu nome santo, e nos gloriemos no teu louvor.” (Tehilim/Salmos 106:47).

E há de ser que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo.” (Yo’el/Joel 2:32).

David escreveu um salmo em que afirma que a salvação vem pelo nome (caráter) de YHWH:  Salva-me, ó Elohim, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder.” (Tehilim/Salmos 54:1).

David declarou que o nome de YHWH seria engrandecido para sempre:

E engrandeça-se o teu nome para sempre, para que se diga: YHWH dos Exércitos é Elohim sobre Yisra’el; e a casa de teu servo será confirmada diante de ti.” (Sh’mu’el Beit/2ª Samuel 7:26).

Com fundamento nos textos bíblicos citados, infere-se com toda firmeza que o uso do nome de YHWH era frequente entre os israelitas, que o empregavam como um nome próprio, tal como o nome de pessoas, sem haver nenhuma conotação mística ou sem que o concebessem como sagrado demais a ponto de não ser pronunciado. Em verdade, usava-se normalmente o nome de YHWH em situações cotidianas, desde que, obviamente, se assegurasse a reverência ao ETERNO.

No livro de Rut (Rute), Bo’az cumprimenta os ceifeiros valendo-se do nome do ETERNO, e também é cumprimentado da mesma forma, ou seja, em uma situação informal:

Aconteceu de ela [Rut/Rute] estar na parte do campo pertencente a Bo’az, do clã de Elimelech, quando Bo’az chegou de Beit-Lechem [Belém]. Ele disse aos ceifeiros: ‘YHWH seja com vocês’; e eles responderam: ‘YHWH o abençoe’.” (Rut/Rute 2:3-4).

Atualmente, o Judaísmo rabínico ensina incorretamente que o nome de YHWH não pode ser pronunciado em nenhuma hipótese, pois isto seria um tremendo desrespeito ao ETERNO. Ledo engano! À luz da Escritura citada, Bo’az e os ceifeiros empregavam o nome de YHWH com respeito, porém, em situações informais do cotidiano.

É da sabença de todos que o profeta Yoná (Jonas) recebeu uma ordem do ETERNO para pregar a mensagem do arrependimento ao povo ímpio de Ninvé (Nínive), porém, fugiu de sua missão e tomou um barco para Tarshish (Társis). Houve uma terrível tempestade que ameaçava naufragar o navio e, então, os tripulantes lançaram sortes para saber quem seria o culpado, pois achavam que aquilo seria um castigo dos deuses. A sorte recaiu sobre Yoná (Jonas) e este falou abertamente aos gentios pagãos:

Sou hebreu e temo a YHWH, o Elohim do céu, que criou o mar e a terra seca.” (Yoná/Jonas 1:9).

Vejam: Yoná (Jonas) revelou o nome de YHWH para pagãos!!! Ou seja, não entendia Yoná que o nome de YHWH deveria ser ocultado, pelo contrário, achou que seria bom revelar o nome do Criador dos céus e da terra. A partir daí acontece algo muito interessante, Yoná pede para que aqueles homens o lancem no mar e, logo em seguida, os gentios pagãos começam a clamar o nome de YHWH:

Por fim, eles clamaram a YHWH: ‘Por favor YHWH, por favor! Não nos permita perecer por causar a morte deste homem e não nos culpes pelo derramamento de sangue inocente, pois tu, YHWH, fizeste o que achaste justo’.” (Yoná/Jonas 1:14).

Parece que os gentios terminaram se convertendo ao ETERNO, pois jogaram Yoná no mar e a fúria da tempestade cessou, ocasião em que:

Tomados por um grande temor de YHWH, eles ofereceram um sacrifício a YHWH e fizeram votos.” (Yoná/Jonas 1:16).

O relato citado nos ensina uma grande lição: se até os pagãos puderam clamar o nome de YHWH, por que nós, servos de Yeshua HaMashiach, não podemos invocar o nome próprio do Pai Celestial?

Se não bastassem os textos bíblicos já citados em que o próprio YHWH ordenou que seu nome fosse ensinado, lembrado e invocado de geração a geração, vale registrar outros:]

Proclamem comigo a grandeza de YHWH; exaltemos juntos seu nome.” (Tehilim/Salmos 34:4; versões cristãs: Sl 34:3).

Darei graças a YHWH por sua justiça; ao nome de YHWH Altíssimo cantarei louvores.” (Tehilim/Salmos 7:18; versões cristãs: Sl 7:17).

YHWH, nosso YHWH, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus.” (Tehilim/Salmos 8:2; versões cristãs: Sl 8:1)

Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, YHWH, jamais abandonas os que te buscam.” (Tehilim/Salmos 9:11; versões cristãs: Sl 9:10).

Será exposto, a seguir, como surgiu a falsa ideia de que o nome de YHWH não pode ser pronunciado.

II - ORIGEM DO MITO

Quando os judeus foram levados ao cativeiro babilônico (586 A.C), eram constantemente insultados pelos pagãos, e estes blasfemavam o nome de YHWH. Para salvaguardar o nome do ETERNO perante os gentios, os mestres começaram a ensinar que os judeus não poderiam pronunciá-lo, pois seria indizível e sagrado. Desta forma, os pagãos não conheceriam o nome do ETERNO e, consequentemente, não iriam insultá-lo.

Com o passar do tempo, já que o nome de YHWH não era transmitido de pai para filho, começou-se a se perder sua pronúncia.

Na época em que foi escrita a Septuaginta (285 a 246 A.C, aproximadamente), que é a tradução do Tanach (Primeiras Escrituras) para o grego, divulgando-se a palavra do ETERNO aos judeus na Diáspora e aos gentios, os setenta e dois sábios que a traduziram escreveram todo o texto na língua grega, porém, fizeram questão de manter o nome de YHWH escrito em hebraico. Para muitos pesquisadores, isto indica que os sábios tradutores tinham zelo pelo nome do ETERNO.

Infelizmente, os copistas posteriores à Septuaginta não preservaram o nome de YHWH em hebraico, substituindo-o pela palavra grega “kurios” (“Senhor”). Esta é a razão pela qual as Bíblias em inglês usam o nome “LORD” (Senhor) e as em Português o nome “SENHOR”. Então, o nome de YHWH passou a ser substituído por eufemismos, e esta prática se alastrou antes mesmo do primeiro século.

De acordo com o Talmud, depois da morte do Sumo Sacerdote Sh’meon HaTsadik (310-291 ou 300-270 A.C.), o Sacerdote parou de usar o nome de YHWH ao pronunciar as bençãos. Assim, o nome sagrado somente poderia ser citado dentro do Templo, conforme atesta a Mishná:

... no Santuário é dito o Nome tal como está escrito, porém, nas províncias, usa-se um eufemismo...” (Sotá 7:6 e 38b).

No primeiro século, Flávio Josefo menciona que não era lícito dizer o nome de YHWH, e esta proibição parece ter sido quase que universal em sua época:

Moisés, não podendo, depois do que acabava de ver e ouvir, duvidar mais do efeito das promessas divinas, rogou a Deus que, no Egito, lhe desse o mesmo poder de fazer aqueles milagres com que o favorecia naquele momento e acrescentasse à graça de ter-se dignado fazê-lo ouvir a sua voz a de lhe dizer o seu nome, a fim de que ele pudesse melhor invocá-lo quando lhe oferecesse um sacrifício. Deus concedeu-lhe esse favor, que jamais fizera a qualquer outro neste mundo, mas não me é permitido repetir esse nome.” (História dos Hebreus, CPAD, 2004, páginas 95 e 96).

Após a destruição do Templo em 70 D.C, o judaísmo farisaico baniu o nome de YHWH, prescrevendo uma halachá no sentido de que o nome sagrado deveria “estar escondido” (m.Pesachim 50a) e “ser mantido em segredo” (m.Kidushin 71a).

 A nova prática instituída pelos fariseus contraria as Escrituras, porquanto o nome de YHWH sempre foi pronunciado por todos, tal como explicado nos textos bíblicos já citados. Vejam a incongruência: YHWH ordenou que seu nome fosse lembrado e divulgado, e o farisaísmo decretou que o nome fosse ocultado.

Substituir YHWH por SENHOR, ou por qualquer outro eufemismo, não é correto e viola as próprias palavras da Torá, já que o ETERNO revelou o nome YHWH a Moshé (Moisés) e ordenou:

Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.” (Shemot/Êxodo 3:15).

Com a substituição de YHWH por SENHOR, ADONAI[2], HASHEM[3] etc, o nome de YHWH não está sendo lembrado!!!

III - O TERCEIRO MANDAMENTO

Explicar-se-á, aqui e agora, qual a conexão do nome de YHWH com o terceiro mandamento. Ao entregar as duas tábuas com as asseret hadibrot (Dez Palavras ou “Dez Mandamentos”) a Moshé (Moisés), foi assim enunciado o terceiro mandamento:

Não tomarás o nome de YHWH teu Elohim em vão; porque YHWH não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Shemot/Êxodo 20:7).

Esta tradução está correta, porém, o texto também pode ser traduzido de outra maneira, visto que as palavras em hebraico possuem plurivalência semântica. Eis a assertiva em hebraico:

לֹא תִשָּׂא אֶת־שֵׁם־יְהוָה אֱלֹהֶיךָ לַשָּׁוְא כִּי לֹא יְנַקֶּה יְהוָה אֵת
 אֲשֶׁר־יִשָּׂא אֶת־שְׁמֹו לַשָּׁוְא

Vejamos as palavras do texto. O verbo נשא (nasa) significa “tomar”, mas também tem o sentido de “ser levado embora” (Strong 5375). Por outro lado, a palavra שוא (shav) significa tanto “vão”, quanto “falsidade”, “nulidade” ou “mentira” (Strong 7723). Então, eis a tradução literal do terceiro mandamento:

Não levará embora [para longe] o nome de YHWH, o teu Elohim, para a mentira [ou para a nulidade], porque YHWH não inocentará o que levar embora o seu nome para a mentira [ou para a nulidade].” (Shemot/Êxodo 20:7).

Ora, pela tradução literal citada, estabeleceu o ETERNO o terceiro mandamento no sentido de que seria proibido levar o nome de YHWH para longe de modo a fazer com que se tornasse uma mentira. Em outras palavras, proibiu-se que outro nome falso ingressasse no lugar do nome de YHWH. Quando os mestres começaram a dizer no exílio babilônico que o nome de YHWH era impronunciável, terminaram por violar o terceiro mandamento.

É lamentável que hoje tanto o Cristianismo quanto o Judaísmo transgridam o terceiro mandamento, visto que ambas as religiões colocaram nomes falsos no lugar de YHWH, inclusive substituindo-o, muitas vezes, por nomes de origem pagã!

Afirma a Encyclopedia Americana (1945 edition) que o vocábulo em inglês “GOD” (Deus) é o nome de uma divindade teutônica que era adorada pelos pagãos. Quando estes se converteram ao Cristianismo, o termo idólatra foi utilizado para designar o Supremo Criador.

Logo, a palavra “God” (Deus) não deveria ser usada nas Bíblias em língua inglesa, porquanto se trata do nome de uma divindade pagã.

Por outro lado, o nome “DEUS” tem origem em DYEUS, chefe dos deuses do panteão proto-indo-europeu. Ensina o American Heritage Dictionary of the English Language que DYEUS, a divindade pagã, deu origem na mitologia grega a ZEUS. Por sua vez, Zeus significa em latim “Deus”, sendo este nome propagado para outras línguas que tiveram o latim por base: a) Deus (português); b) Dios (espanhol); c) Dio (italiano); d) Dieu (francês).

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra “Deus” significa “o criador do universo”; “forças ocultas”; “espíritos mais ou menos personalizados” e “ídolo fabricado pela mão do homem e ao qual o primitivo rende culto e atribui determinados poderes”. Percebe-se que o conceito de “Deus”, na Língua Portuguesa, não corresponde exatamente ao conceito bíblico do Criador dos céus e da terra.

Por tal razão, sempre optamos por usar títulos semitas (ex: YHWH, Elohim etc), ou o aportuguesado “ETERNO”, que é usualmente empregado nos círculos judaicos. Não obstante, não compartilhamos com o radicalismo de alguns que chegam a proibir o vocábulo “Deus, afirmando que este seria, na verdade, “Zeus”, o chefe do panteão dos deuses gregos. Quando, por exemplo, um discípulo de Yeshua ora a “Deus”, não está invocando o ser da mitologia grega, mas sim o Elohim de Yisra’el. Na Língua Portuguesa hodierna, “Deus não é, necessariamente, sinônimo de “Zeus”, inferindo-se daí que a palavra “Deus” pode ou não assumir significado pagão, dependendo do contexto[4].  

Quanto à palavra “SENHOR”, esta não tem origem pagã, como alguns equivocadamente pensam. Contudo, entende-se que as Bíblias atualmente vendidas não deveriam substituir o nome de YHWH por SENHOR, haja vista que o ETERNO determinou que deveria ser lembrado por meio de seu nome próprio: YHWH.  Da mesma maneira, o Judaísmo está errado ao trocar o nome de YHWH por eufemismos como HASHEM[5] ou ADONAI[6]. Consequentemente, colocar outros nomes no lugar de YHWH implica transgressão ao terceiro mandamento, porquanto se termina por “levar embora” o nome do ETERNO, substituindo-o por um nome falso. Insta repetir o terceiro mandamento, conforme a retradução operada acima:

Não levará embora [para longe] o nome de YHWH, o teu Elohim, para a mentira [ou para a nulidade], porque YHWH não inocentará o que levar embora o seu nome para a mentira [ou para a nulidade].” (Shemot 20:7).

IV - YESHUA E O NOME DE YHWH

Consoante já exposto, a partir do exílio babilônio se começou a perder como se pronuncia o nome de YHWH. Todavia, alguns sábios mantiveram o nome do ETERNO em seus lábios, inclusive os mestres da Septuaginta. Estes, ao escreverem o texto em grego e preservarem o nome de YHWH em hebraico, sabiam a correta pronúncia. Isto no século II A.C.

Quando Yeshua veio à terra, o nome de YHWH praticamente havia se perdido, apesar de alguns mestres o conhecerem. Flávio Josefo, por exemplo, foi um parush (fariseu) contemporâneo de Yeshua, oriundo de família sacerdotal, tendo escrito a maior obra acerca da história do povo de Israel.

Josefo conhecia o nome de YHWH, mas não ousava dizê-lo abertamente, uma vez que em sua época pairava a ideia acerca da impronunciabilidade do nome do ETERNO, conceito equivocado que persiste até os dias de hoje no Judaísmo. Escreveu Flávio Josefo acerca do nome de YHWH escrito na cobertura da cabeça do Kohen Gadol (Sumo Sacerdote):

Nele estava escrito o Nome Sagrado. Ele consistia de quatro vogais.” (Guerras 5:5:7).

Falou Josefo sobre quatro vogais que estariam associadas às quatro consoantes do tetragrama (YHWH), formando-se, então, a pronúncia do nome do ETERNO.

Fez-se menção ao testemunho de Flávio Josefo para demonstrar que já na época de Yeshua havia pessoas que conheciam o nome do ETERNO, mas não o declaravam em público, provavelmente com medo da represália que viria dos religiosos ortodoxos, defensores da impronunciabilidade do tetragrama.

O Talmud, escrito pela facção judaica que se opôs a Yeshua, reconhece que este conhecia o tetragrama YHWH. Em uma paródia denominada Toledot Yeshu, em que se deprecia o Mashiach, conta-se que Yeshua realmente realizou milagres e prodígios, visto que conhecia o poder do Nome do Altíssimo, tendo acesso ao tetragrama YHWH.

Prossegue o Talmud contando a lenda de que Yeshua, quando estava com seus 13 anos em Yerushalayim (Jerusalém), entrou no Santo dos Santos do Templo e, ocultando-se, ouviu os anjos pronunciando o nome do ETERNO.  Por ser esperto e suspeitando que os anjos poderiam apagar sua memória, Yeshua riscou o nome do ETERNO em um pedaço de couro, cortou-o e também cortou sua pele, colocando o nome de YHWH sob sua pele, usando em seguida o nome sagrado para curar a ferida. Ao sair do Templo, os anjos apagaram sua memória, porém, posteriormente Yeshua lembrou-se do pedaço de couro, cortou sua pele e teve acesso ao nome do ETERNO. Alega esta fábula que Yeshua realizava milagres por conhecer o nome de YHWH.

Esta história, por mais que seja mentirosa, tem dois aspectos importantes: 1) até mesmo aqueles que negam Yeshua reconhecem que ele realmente fez milagres; 2) confirma que Yeshua conhecia o tetragrama YHWH.
É óbvio que Yeshua conhecia o Nome de YHWH, pois Yeshua é YHWH que se fez carne e habitou entre nós (vide Yochanan/João 1:1 e 14, bem como o texto em aramaico de Filipissayah/Filipenses 2:11).

Yeshua fez questão de revelar não só o caráter do Criador, como também o verdadeiro nome do ETERNO, restaurando o que estava praticamente perdido:

E eu lhes fiz conhecer o teu Nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.” (Yochanan/João 17:26).

Por que Yeshua revelou o nome de YHWH a seus discípulos? Para que fosse cumprido o mandamento de que o nome de YHWH seria lembrado de geração a geração, ou seja, para sempre (Shemot/Êxodo 3:15). E mais: de acordo com a tradição judaica, o nome sagrado voltaria a ser pronunciado depois da redenção promovida pelo Mashiach (Talmud Bavli, m.Pessachim 50a). Ainda que a completa redenção do mundo não tenha se consumado, Yeshua é o Mashiach, e tem toda a autoridade para restaurar o nome sagrado, cuja pronúncia foi proibida mediante violação das Escrituras.

Assim, se Yeshua revelou o nome de YHWH a seus discípulos, significa que o Mashiach quis expressamente que o nome do ETERNO fosse conhecido, caindo-se mais uma vez por terra a teoria moderna de que o Altíssimo não quer mais revelar o seu nome.

Aliás, no Sefer Tehilim (Livro de Salmos), o Salmo 22, que é nitidamente messiânico, contém a profecia de que o Mashiach iria divulgar o nome de YHWH a seus irmãos, para que o nome santo fosse louvado:

Proclamarei teu nome a meus irmãos; na assembleia, te louvarei. Tu, que temes a YHWH, louva-o!” (Tehilim 22:23-24; versões cristãs: Sl 22:22-23).

Ao escrever Ma’assei Sh’lichim (Atos dos Emissários), Lucas cita expressamente a profecia de Yo’el (Joel) em que o nome de YHWH é mencionado. Ou seja, os emissários (“apóstolos”) devem ter transmitido o nome do ETERNO para Lucas. Comparemos os textos de Lucas e Yo’el:

Então todo que invocar o nome de YHWH será salvo.” (Ma’assei Sh’lichim/Atos 2:20).

E há de ser que todo aquele que invocar o nome do YHWH será salvo.” (Yo’el/Joel 2:32).

Ademais, Yeshayahu (Isaías) profetizou sobre a vinda do Mashiach nos capítulos 52 e 53, sendo que neste contexto o profeta escreveu as palavras do próprio ETERNO:

 “Portanto o meu povo saberá o meu Nome.” (Yeshayahu/Isaías 52:6).

No versículo acima, o ETERNO declara que o seu povo conheceria o seu Nome e esta profecia está no contexto da vinda do Mashiach Yeshua. Então, mais uma vez se conclui que Yeshua tornou conhecido o nome do ETERNO aos nazarenos (Yochanan/João 17:26).

Logo, quem é verdadeiro discípulo de Yeshua tem o privilégio de conhecer e de exaltar o nome de YHWH:
Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu Nome, porque tu, YHWH, não desamparas os que te buscam.” (Tehilim/ Salmos 9:10).

Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o Nome de YHWH, nosso Elohim.” (Tehilim/ Salmos 20:7).

Eu, porém, renderei graças a YHWH, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao Nome de YHWH Altíssimo.” (Tehilim/ Salmos 7:17).

Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu Nome.” (Tehilim/ Salmos 5:11).

Engrandecei a YHWH comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o Nome.” (Tehilim/ Salmos 34:3).

Destarte, aqueles que seguem o Judaísmo Nazareno devem fazer uso do nome de YHWH com reverência, louvando-o, exaltando-o, amando-o e proclamando-o.

 V- COMO SE PRONUNCIA O NOME DE YHWH?

A maioria dos especialistas afirma que o nome de YHWH é transliterado da seguinte maneira: Yahweh. A este respeito, existem incontestáveis provas arqueológicas, históricas e linguísticas que ratificam a transliteração como Yahweh, o que será visto mais adiante. Agora, será focada a pronúncia do nome de YHWH.

O vocábulo YAHWEH pode ser divido em três elementos: 1) YA; 2) HW e 3) EH. Vamos analisar cada um:

1) YA – produz o seguinte som em língua portuguesa: IÁ;

2) HW – o hê (H) possui o som de R, enquanto o waw (W), no radical paleo-hebraico da palavra, dá o som de U. Assim, temos o som de HU, que no português é RU (tal como o “ru” da palavra “rua” ou “ruivo”);

3) EH – possui o som de É (dependendo do sotaque, o som pode ser de Ê). Ora, unindo-se os três passos acima, chegamos à seguinte pronúncia: IÁ-RU-É (ou IÁ-RU-Ê, dependendo do sotaque), frisando-se que a sílaba “RU” produz o som que se encontra no vocábulo “rua”. Então, o nome de YHWH tem o seguinte som em língua portuguesa: IARUÉ (ou IARUÊ). Esta é a conclusão dos maiores especialistas, todos fundados em elementos linguísticos, históricos e arqueológicos.

Existe outra pronúncia possível em razão da diversidade de sotaques existentes entre os antigos hebreus.  Observando o passo 2 acima, foi dito que o som produzido é de RU. Não obstante, a letra hê (H) pode não ser pronunciada, tal como ocorre nos dias atuais, em que muitos judeus não emitem seu som. Então, o RU se transforma em U. Daí, a fonética ficaria assim: IÁ-U-É (ou IÁ-U-Ê, com sotaque diferente).

Alguém pode ficar surpreso com a diversidade de sons, porém, isto é muito comum. Pense que muitas palavras do inglês britânico recebem pronúncia diferente no inglês norte-americano. No Brasil, o sotaque do nordestino é diferente do paulista, e este, por sua vez, é diferente do sotaque carioca. Ou seja, a diversidade fonética é um fenômeno comum das línguas.

Em conclusão, destacamos as possíveis maneiras de se falar o nome de YHWH, consoante as lições dos mais renomados especialistas:

1) IÁRUÉ[7] (a letra “e” também admite uma pronúncia fechada, ficando assim: IÁRUÊ)[8];

2) IÁUÉ (a letra “e” também admite uma pronúncia fechada, ficando assim: IÁUÊ).

Destarte, com fulcro em todos os textos bíblicos expendidos, os netsarim (nazarenos) costumam orar e cantar ao ETERNO se valendo da fonética apresentada acerca do nome de YHWH.

No próximo tópico, apresentaremos provas contundentes acerca da pronúncia acima exposta do nome de YHWH, pautadas nas Escrituras e em dados arqueológicos, linguísticos e históricos.

VI- A PRONÚNCIA DO NOME DE YHWH: EVIDÊNCIAS BÍBLICAS, ARQUEOLÓGICAS, LINGUÍSTICAS E HISTÓRICAS

O tetragrama YHWH é composto das seguintes letras hebraicas: יהוה. Vejamos a pronúncia das duas primeiras letras (YH): יה.

As duas letras iniciais aparecem em vários salmos e há um consenso entre todos os estudiosos que sua pronúncia é YAH (em Português: IÁ). Verbi gratia, a Concordância Strong em Língua Inglesa afirma que “Yah é o nome do Deus de Israel” (Strong 3050), pronunciando-se como יָה (em inglês: Yah; em português: Iá).

Eis alguns exemplos extraídos diretamente dos textos em Hebraico em que consta o nome YAH (som em português: Iá):

Cantem a Elohim, cantem louvores a seu nome; exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens por seu nome, יָה [YAH]; e alegrem-se em sua presença.” (Tehilim/Salmos 68:5; versões cristãs: Sl 68:4).

Recordarei os feitos de יָה [YAH]; sim, recordarei teus antigos milagres.” (Tehilim/Salmos 77:12; versões cristãs: Sl 77:11).Quem é poderoso como tu, יָה [YAH]?” (Tehilim/Salmos 89:9; versões cristãs: Sl 89:8).

Feliz é o homem a quem tu corriges, יָה [YAH], a quem ensinas a tua Torá.” (Tehilim/Salmos 94:12).

Aliás, o nome em português “Aleluia” advém da expressão hebraica “Haleluyah”, que significa “Louvem a Yah”, e que é mencionada em diversos Salmos (ex: Sl 104:35; Sl 105:45; Sl 106:1; Sl 106:48; Sl 11:1; Sl 112:1 etc).

Além das Escrituras Sagradas, há prova arqueológica de que o bigrama YH seja pronunciado como Yah (“Iá”). Em hieróglifos egípcios escritos com sinais vocálicos, o An Egyptian Hieroglyphic Dictionary, de autoria de E. A. Wallis Budge, assevera que o nome do ETERNO resumido é pronunciado como “YA” ou “IA”.    Logo, tem-se absoluta certeza de que o nome do Altíssimo começa com YAH (som de “Iá”).

Por tal razão, está incorreto o nome YEHOVÁ, pois se inicia com YE, e não com YAH. Também é errôneo o nome JEOVÁ, visto que: a) este se inicia com JE e não com YAH; b) não existe a letra “j” (jota) em hebraico, razão pela qual é impossível que o ETERNO fosse chamado pelos israelitas por meio de um som inexistente em tal idioma[9].

Após o estudo das duas iniciais letras do nome do ETERNO, acrescentaremos a terceira letra, W (ו), formando-se o trigrama YHW (יהו). Sabemos que as duas primeiras letras dão o som de YAH (“Iá”, em português). Ao acrescentarmos a terceira letra, qual a sonoridade obtida?

Existem vários nomes teofóricos na Bíblia em que consta o trigrama, o que nos dá a evidência de sua pronúncia.

Nome teofórico é o nome de uma pessoa formado pelo nome do ETERNO. Exemplos: 1) Yeshayahu (Isaías), é composto pelo prefixo “yesha” (salvação) e “Yahu” (nome do trigrama do ETERNO), daí, Yeshayahu (Isaías) significa que YAHU (o ETERNO) é a salvação; b) Yirmeyahu (Jeremias) provém do prefixo “Yirme” (ser exaltado) e “Yahu” (o nome do trigrama do ETERNO), denotando Yirmeyahu (Jeremias) que YAHU (o ETERNO) é exaltado.

Estes dois exemplos apontam que a pronúncia do trigrama (YHW) é YAHU[10]. Já que o “h” (letra hebraica hê) tem o som de “r”, YAHU se pronuncia em língua portuguesa como “Iáru”[11].

Há aproximadamente 60 personagens bíblicos que são designados pelo nome YAHU. Eis apenas alguns exemplos: Eliyahu (Elias); Abiyahu (Abias); Tobiyahu (Tobias); Uriyahu (Urias); Adoniyahu (Adonias); Malkiyahu (Malquias); Matityahu (Matitias/Mateus); Ataliyahu (Atalia); Ygdaliyahu (Jigdalias); Remalyahu (Remalias) etc. Todos estes nomes constam das Sagradas Escrituras e não existe dúvida entre os linguistas de que, nestes casos, o ETERNO é chamado de YAHU.

Destarte, à luz das Escrituras, percebe-se que o trigrama é pronunciado como YAHU (Iáru[12], em português). Não obstante, para ocultar o nome do ETERNO, consoante os motivos já expostos, os massoretas[13] passaram a transcrever as Escrituras hebraicas mediante o seguinte critério:

a) em toda a palavra iniciada pelo trigrama, foi substituído o nome correto YAHU pelo falso nome YEHO. Daí, o nome de Yahushua (“Josué”) foi transformado em Yehoshua;

b) quando o trigrama aparecia no final da palavra, foi mantida a forma correta (YAHU), tal como em Yeshayahu (Isaías), Yirmeyahu (Jeremias) etc.

Em síntese, os massoretas preservaram a correta pronúncia do nome YAHU quando este servia de sufixo, porém, quando tal nome vinha como prefixo, YAHU foi adulterado e substituído por YEHO. E por que esta alteração?

Porque os massoretas queriam manter o nome do ETERNO impronunciável, e o prefixo do trigrama, se recebesse os sinais vocálicos corretos, revelaria o correto modo de dizer. Para atingir tal escopo, criaram um nome falso com o intuito de tornar secreto o nome verdadeiro. Assim, pegaram as vogais do nome “ELOAH” (“Deus”) e a transplantaram para o tetragrama YHWH, gerando o incorreto nome YEHOVÁ. 

Acompanhe o processo:

a) ELOAH possui três vogais: E, O, A.

b) foram aplicadas as três vogais (E, O ,A) no tetragrama YHWH;

c) somando-se as consoantes YHWH com as vogais citadas (E, O, A), foi criada a palavra YEHOVA (YEHOVÁ é assim pronunciado em português: Ierová[14]);

d) daí, começou-se a divulgar e mentira de que o nome do ETERNO é YEHOVÁ.

Ao se criar o falso vocábulo YEHOVÁ, que consta até hoje dos textos em hebraico vocalizados, os massoretas conseguiram ludibriar as pessoas, ocultando o verdadeiro nome, em razão do falso mito de que o nome de YHWH não pode ser falado. Esta é a razão pela qual o nome de “Josué” está grafado erroneamente como YEHOSHUA, já que o YE de YEHOSHUA provém do YE de YEHOVÁ. Em verdade, o nome de Josué é YAHUSHUA.

Sobre as adulterações promovidas pelos massoretas, vale consultar o magistério do rabino James Trimm:
O Texto Massorético transliterou todos os nomes que começam com o ‘trigrama’ (as três primeiras letras do Sagrado nome) como ‘Yeho’, porém, todos os nomes que terminam com o trigrama [foram transliterados] como ‘yahu’. Isto ocorreu porque  os massoretas transplantaram as vogais do nome hebraico de ELOAH (“Deus”) para dentro do nome YHWH, formando a palavra YeHoWaH” (Hebraic Roots Version Scriptures, 2009, página 37).

Existe uma prova adicional de que o trigrama seja YAHU e não YEHO. A Bíblia Peshitta foi escrita em aramaico, língua que, além do hebraico, era de domínio de Yeshua e de seus discípulos. Esta versão das Escrituras foi usada pelos falantes de aramaico, ou seja, assírios, sírios e caldeus. No quarto século D.C, isto é, bem antes dos massoretas, foram criados sinais vocálicos para os textos em aramaico, e os nomes teofóricos não foram escritos como YEHO, o que comprova a incorreta substituição de YAHU por YEHO.
Se não bastasse, descobertas arqueológicas localizaram em Nippur antigos textos de Murashu, escritos em aramaico cuneiforme, datados de 464 a 404 A.C. Em tais manuscritos as palavras estão vocalizadas, e há inúmeros nomes teofóricos redigidos como YAHU, e em nenhum caso se encontra o nome YEHO (Patterns in Jewish Personal Names in the Babylonian Diasporia, M.D. Coogan; Journal for the Study of Judaism, Vol. IV, No. 2, p. 183f ).

Pois bem. Vimos que o bigrama (YH) se pronuncia como Yah (Iá) e o trigrama (YHW) como Yahu (Iáru[15]). Mas e o tetragrama? Qual é o som da letra faltante? Existem provas de que a pronúncia correta seja YAHUEH[16]?

Clemente de Alexandria (150 a 215 D.C) e um antigo papiro grego apontam que a quarta letra do nome sagrado é “E”. Daí, YAHU + E = YAHUE (em português: Iarué ou Iaruê; em inglês: Yahueh).

Ao analisar inúmeros manuscritos contendo o nome de YHWH, concluiu o rabino James Trimm que a pronúncia correta é YAHUEH[17], em concordância com os maiores especialistas sobre o tema:

Está claro quando se examinam as muitas fontes que a pronúncia de YHWH pode ser recuperada como YAHUEH, por vezes abreviada como o YAHWEH[18], YAHU ou YAH. Isto é atestado pelos nomes Yahwíticos [teofóricos] do texto Massorético, da Peshitta aramaica e dos textos Murashu. A verdadeira pronúncia de YHWH também é preservada em antigas transliterações do nome escrito em hieróglifos egípcios, cuneiforme e grego, os quais foram escritos com vogais.” (Nazarenes and the Name of YHWH).

VII - CONCLUSÃO

À luz das Escrituras, extrai-se que o ETERNO revelou o seu nome a Moshé (Moisés) e ordenou que seu nome próprio fosse lembrado por todas as gerações e para sempre, sendo líquido e certo que os israelitas pronunciavam o nome de YHWH em situações do cotidiano, inexistindo qualquer proibição bíblica de dizer com reverência o nome sagrado.

O receio de se falar o nome de YHWH começou durante o cativeiro babilônico, e se tornou indizível e impronunciável por meio da equivocada decisão do judaísmo farisaico. Com o passar do tempo, o nome de YHWH caiu no esquecimento do povo. Contudo, o nome santo nunca deveria ter sido esquecido, porquanto o Tanach (Primeiras Escrituras) determina que seja lembrado, louvado e invocado o nome de YHWH.

Yeshua e os nazarenos conheciam a correta pronúncia do nome sagrado, e a restauração do verdadeiro nome deve ser buscada pelos nazarenos do século XXI, pois faz parte de previsões proféticas para o povo do ETERNO:

Portanto, eu os farei conhecer,de uma vez por todas, eu os farei conhecer minha força e meu poder. Então eles saberão que meu nome é YHWH [Iarué/Iaruê].” (Yirmeyahu/Jeremias 16:21).

Pois transformarei os povos, para que eles recebam lábios puros para invocar o nome de YHWH [Iarué/Iaruê].” (Tz’fanyá/Sofonias 3:9).

Por isso, meu povo conhecerá meu nome.” (Yeshayahu/Isaías 52:6).

Pois eu lhes digo que vocês não me verão mais, até que digam: ‘Bendito o que vem em nome de YHWH [Iarué/Iaruê]’.” (Matityahu/Mateus 23:39).

E YHWH [Iarué/Iaruê] reinará sobre toda a terra. Naquele dia, YHWH [Iarué/Iaruê] será o único, e seu nome será o único nome.” (Zecharyah/Zacarias 14:9).

[1] Nas traduções para a Língua Portuguesa, os tradutores substituíram o tetragrama YHWH pelo nome “SENHOR”, em letras maiúsculas.

[2] O Judaísmo chama YHWH de ADONAI, que significa “Meu Senhor”.

[3] HaShem é um eufemismo para o nome sagrado, denotando literalmente “o Nome”.

[4] Exemplo: quando um feiticeiro invoca seu “Deus”, este nome possui significado pagão. Quando um judeu temente ao ETERNO ora a “Deus”, tal prece não denota qualquer tipo de idolatria.

[5] Em hebraico, significa “O Nome”.

[6] Significa, na Língua Hebraica, “Meu Senhor”.

[7] Lembre-se que o “ru” tem o mesmo som da palavra “rua”.

[8] O “ru” tem o mesmo som da palavra “rua”.

[9] Aliás, a letra “j” (jota) também não existe em aramaico, siríaco antigo, grego e em latim. Tal letra foi criada recentemente, nos últimos cinco séculos.

[10] O som de “u” da palavra YAHU advém da letra waw (W), que pode receber tal som em hebraico.

[11] O “r” de “IÁRU” possui um som duro, como em “rua”, “rude”, “ruivo”; e não um som suave como “barato”, “camarada”.

[12] O “ru” tem o mesmo som da palavra “rua”.

[13] Os massoretas foram escribas responsáveis por transcrever e gerar cópias das escrituras sagradas durante os séculos VI a XI d.C. Já que a língua hebraica não possui vogais, apenas consoantes, os massoretas criaram vários sinais vocálicos para tentar preservar a pronúncia correta das palavras.

[14] O “r” de “Ierová” é duro, tal como em “carro”, e não flexível, como em “barato”, “caro”.

[15] O “ru” tem o mesmo som da palavra “rua”.

[16] Como já lecionado, em português as pronúncias possíveis do nome de YHWH, dependendo do sotaque, são: Iarué/Iaruê ou Iaué/Iauê.

[17] Em português: Iarué ou Iaruê.

[18] Aqui, a letra vav (W) tem som de “u”. Logo, YAHWEH produz o som de Iaué/Iauê.


Leia mais: http://www.judaismonazareno.org/news/yhwh%3a-o-nome-que-n%c3%a3o-deveria-ser-esquecido/