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terça-feira, 23 de março de 2010

TRÊS DIAS E TRÊS NOITES (ou o “sinal” do profeta Jonas)


Por Vitor Quinta

Através deste breve estudo vamos procurar compreender o verdadeiro significado das palavras de Jesus quando disse aos discípulos que “em três dias reedificaria o Templo” (Mateus 26: 61; Marcos 14: 58; João 2: 19), referindo-se ao Seu próprio corpo que haveria de morrer e ressuscitar e, também, quando disse que não daria qualquer outro sinal a uma geração maligna senão “o sinal do profeta Jonas” (Mateus 16:4; Lucas 11:29).
Analisemos então o contexto destas passagens para podermos compreender o verdadeiro sentido das palavras de Jesus.
Mateus 12:38-40 – “Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra”.
Eis um episódio em que Jesus (apesar dos inúmeros sinais que o poder do Pai, Nele já havia produzido) é de novo tentado pelos incrédulos. Jesus responde-lhes apelidando-os de “geração má e adúltera” e dizendo que, para além dos sinais que já havia realizado, somente lhes daria o sinal do profeta Jonas – Jonas 1:17 – “Preparou, pois, YHWH um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”. Eis o sinal que Jesus deu.
Jesus chamou a geração do seu tempo de “geração má e adúltera” porque não quiseram saber dos preceitos de Deus; porquanto adulteraram a Palavra e os mandamentos do Altíssimo; porque distorceram a Verdade e perseguiram os enviados de YHWH. O sinal que Jesus deu foi: que o Filho do homem estaria três dias e três noites no seio da terra e depois seria ressuscitado. A incompreensão dos homens deste tempo a respeito das palavras de Jesus tornou-se bem evidente quando revelaram que Jesus se estaria a referir ao Templo de pedra e não ao corpo do Cristo: João 2:20 – “Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?” Lembremos, também, que noutro momento, o Senhor Jesus também disse, referindo-se ao Seu corpo, que levantaria “aquele templo” em três dias.
Vejamos algumas passagens que fazem referência às palavras proféticas de Jesus, embora proferidas pelos incrédulos:
• Mateus 26:61 – “E disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias”.
• Mateus 27:40 – “Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz”.
• Mateus 27:63 – “Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei”.
Eis pois “o sinal do profeta Jonas” a que Jesus sempre se referiu. Como diz em Marcos 14:58, Ele referia-se a um “templo” que não era feito por mãos de homens.
Agora que compreendemos qual o sinal que Jesus deu aos do Seu tempo, e para nós também, procuremos averiguar se existe algum indício na Bíblia sobre o momento em que se deu a morte e a ressurreição de Jesus, o Cristo, i.e. qual o momento em que Jesus entrou no seio da terra e qual o momento em que Ele saiu do túmulo.
Essa pista já tinha sido dada a Israel desde o princípio. Ela encontra-se em Levítico 23 e aponta para a forma e o momento em que Israel deveria celebrar “os primeiros frutos da terra”. Ao lermos Levítico 23:10-11 encontramos: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote; e ele moverá o molho perante YHWH, para que sejais aceites; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá”. Sabemos também que o dia a seguir a este marca o início da contagem para a celebração do Pentecostes, cinquenta dias depois – Deuteronómio 16:9.
Ora Jesus foi efetivamente o primeiro fruto, simbolicamente o molho da aveia madura (Aviv) que foi movido (oferecido) perante a face de YHWH, O primeiro a ser ressuscitado e Aquele que teve que cumprir em tudo as profecias acerca da Sua pessoa e do que aconteceria com Ele para se constituir como nosso Salvador.
O molho da aveia, logo que esta estava Aviv (madura), era cortado, de noite, para na manhã seguinte, com o seu grão já transformado em pães, serem então oferecidos a Deus. Na realidade, Jesus intitulou-se a Si próprio “o pão da vida” (João 6:35, 48), “o pão que desceu do céu” (João 6:41, 58).
Esta oferta de Si próprio perante a face do Pai, apontava, também, para a ocasião em que Jesus haveria de ressuscitar e ser apresentado ao Pai como O primeiro entre muitos irmãos que Se Lhe hão de seguir, na Sua vinda – 1.Coríntios 15:20, 23 – “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem…Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda”.
Voltando ao tema central deste estudo, poderemos dizer que não restam quaisquer dúvidas que entre a morte de Jesus e a sua ressurreição transcorreram três dias e três noites, pois só assim se poderia confirmar, através do cumprimento desta profecia e deste “sinal” ser Ele O Cristo Salvador. Ao lermos Marcos 8:31 ficamos com uma visão muito clara deste “sinal do profeta Jonas”: “E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria”.
Agora, como podemos compreender a que dias da semana se reportaram estes acontecimentos? É o que vamos analisar de seguida.
Comecemos por relembrar que o dia bíblico é contado entre um pôr do sol e o pôr do sol seguinte, tal como nos dias da Criação: “e foi a tarde e a manhã, o dia primeiro”, etc. – Génesis 1:4-31. Se lermos agora o que nos diz Levítico 23:32 – “…de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado”, confirmamos o sistema divino que existia desde a Criação no que respeita à marcação do início e do fim de um dia. Era este o sistema que existia no tempo de Jesus e dos apóstolos e ao longo da vida do povo de Israel. Infelizmente, o sistema pagão depressa adulterou o sistema divino e, hoje, vejam bem a loucura, temos até uma contagem que marca o início de um dia à meia-noite!!! Como dizia o profeta Daniel (7:25), o sistema pagão “cuidará em mudar os tempos e a lei”.
Baseemo-nos então no relato bíblico para compreendermos que, quando as mulheres foram ao túmulo, depois do descanso do Sábado semanal, ao alvorecer do primeiro dia da semana, Domingo, já lá não encontraram o corpo do Senhor: Mateus 28:1, 5-6 – “E, no fim do sábado [i.e. ao pôr-do-sol de Sábado que marcava o início do dia seguinte, o primeiro dia da semana, o Domingo], quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcroMas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”. Por outras palavras, sendo ainda cedo, no primeiro dia da semana, Domingo, O Senhor Jesus já tinha ressuscitado, pois o Seu corpo já não estava no sepulcro.
João 20:1 diz-nos ainda: “E no primeiro dia da semana [Domingo], Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro”. Este relato prova, sem margem para dúvida, que no primeiro dia da semana, Domingo, Jesus já havia ressuscitado. Agora, prossigamos, para podermos compreender que Ele foi ressuscitado no final do dia do Sábado (ao pôr do sol desse dia de Sábado), ao completarem-se os três dias e as três noites da profecia, ou do sinal de Jonas.
Esta é a verdade bíblica e não a fábula que os sacerdotes católico-romanos e outros inventaram ao longo dos séculos, criando artificialmente uma contagem que qualquer criança da instrução primária poderá desmontar – quando dizem que Jesus morreu numa Sexta-Feira, a que chamam de Sexta-Feira santa e que ressuscitou num Domingo (primeiro dia da semana) a que chamam Domingo de Aleluia. Ora, qualquer criança saberá dizer que entre uma Sexta-Feira (lembremos que Jesus morreu no madeiro à hora nona, equivalente às três horas da tarde na nossa contagem atual e que foi sepultado ao final do dia, antes que se iniciasse o Sábado grande, o primeiro dia da semana dos pães asmos) e um Domingo não decorrem três dias e três noites!
Este é mais um embuste de Satanás ao pretender dar importância ao primeiro dia da semana dedicado ao deus-sol, a Tamuz, em oposição a toda à vontade e ensinamento de Deus contido nas Escrituras. Isto evidencia o quanto o homem é rebelde à vontade de Deus.
Quando Jesus anunciou que daria somente o sinal do profeta Jonas Ele referia-se aos três dias e três noites, o que perfaz 72 horas no sepulcro, no seio da terra.
Para podermos compreender esta contagem, temos ainda que levar em consideração a existência de dois Sábados na semana em que Jesus morreu:
• O primeiro que correspondeu ao primeiro dia da semana dos pães asmos – um Sábado grande (“Sabbaton”), o dia 15 do Aviv, ou o 1º dia da semana dos pães asmos; e,
• O segundo que corresponde a um normal Sábado semanal.
A compreensão das solenidades anuais (ou dos Seus Sábados anuais) é basilar para podermos compreender o momento da semana em que Jesus foi morto e sepultado e aquele em que ressuscitou.
Aparece-nos ainda a referência à expressão “dia da preparação”. É pois importante compreendermos o que esta expressão significa. Em Israel, este dia é todo aquele que precede qualquer Sábado, quer esse seja um Sábado semanal quer seja um dos sete Sábados anuais que YHWH estabeleceu pela Sua própria vontade em Levítico 23. Assim, facilmente concluímos que o dia do sacrifício dos cordeiros (e de Jesus) aos 14 do Aviv ou Nisan era um dia da preparação para o Sábado grande, que era dia de santa convocação – o primeiro dia da semana dos Asmos. Conforme diz a Palavra de Deus, estes Sábados grandes ou anuais foram estabelecidos por estatuto perpétuo pela vontade do Altíssimo. João 19:14 é uma boa ilustração do que acabamos de dizer.
Alarguemos ainda essa compreensão ao que nos é dito em Levítico 23:5-7 – “No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa de YHWH. E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos de YHWH; sete dias comereis pães ázimos. No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis”. Vemos aqui, claramente, duas questões muito importantes:
1. Jesus, O Cordeiro de Deus, foi morto no dia 14 do Aviv, no “dia da preparação” para o grande Sábado anual (Mateus 27:62; Marcos 15:42; Lucas 23:54), precisamente à mesma hora em que os cordeiros do sacrifício estavam a ser oferecidos (imolados) no templo. Depois de imolados, os cordeiros eram assados com ervas amargas e comidos em família na noite seguinte (já no dia 15 do Aviv, o primeiro dia da festa dos pães asmos).
2. Este primeiro dia da semana dos asmos (15 do Aviv) era dia “de santa convocação” – um dos Sábados anuais das solenidades instituídas pelo Senhor YHWH, um “Sabbaton”, ou Sábado grande. Ler: Levítico 23:1-6.
De não menor importância é também o fato da tradição judaica impor que os que sofriam castigo de morte não podiam ficar pendurados no madeiro até ao início do Sábado (pôr-do-sol) - Mateus 27:57; Lucas 23:52-54; João 19:42, pelo que, por isso mesmo, foi determinado que fossem partidas as pernas aos que foram castigados juntamente com Jesus mas, a Jesus, os soldados não partiram as pernas porque viram que já estava morto – como já se disse, Ele expirou cerca da hora nona (três horas da tarde pela referência horária atual). Ora, o preceito bíblico impunha que aos cordeiros sacrificados na Páscoa não era permitido partir qualquer osso. Mais um sinal que Jesus era O verdadeiro Cordeiro, pois a Ele não foram quebradas as pernas.
O dia 14 do Aviv (Páscoa) não é um Sábado anual, ao passo que o dia seguinte, o primeiro dia dos asmos já o é. Em 1.Coríntios 5:7, Jesus foi chamado “a nossa Páscoa”, pois Ele foi O Cordeiro que foi oferecido, uma só vez, para remissão dos pecados dos que se arrependem e a Ele se entregam para salvação das suas almas.
Por isso, também Este Cordeiro foi sacrificado no dia 14 do Aviv ou Nissan, ao mesmo tempo que os animais do sacrifício estavam a ser mortos no Templo para serem comidos com ervas amargas na noite seguinte – já a 15 de Aviv (ou Nissan).
Este 14 do Aviv coincidiu com a nossa Quarta-Feira segundo o calendário atual.
Assim se cumprem as 72 horas, ou 3 dias e 3 noites no seio da terra, contados desde o fim do dia de 4ª Feira (14 do Aviv) até ao fim do dia de Sábado decorrem 3 dias e 3 noites. Ou seja, Jesus foi sepultado ainda com a luz do dia de 4ª Feira e ressuscitado pelo Pai no fim do dia de Sábado, antes do pôr do sol que marca o início do dia seguinte, isto é, antes que tivesse início o primeiro dia da semana, Domingo.
Podemos assim compreender a razão pela qual se diz que existiram dois Sábados na semana em que Jesus foi oferecido em holocausto como O Cordeiro de Deus.
Ao voltarmos agora a ler a passagem que está em Mateus 28:1, 5-6 e todo o contexto em que esta passagem nos é dada, vemos que as mulheres foram ao sepulcro para ungir o corpo do Senhor Jesus, mas já lá não O encontraram pois se tinham cumprido os três dias e três noites de permanência de Jesus no seio da terra, o sinal do profeta Jonas!



domingo, 21 de março de 2010

51 questões para os que crêem na Trindade


1. Se a crença na Trindade é tão importante para a nossa salvação, porque é que a palavra “Trindade”, ou o seu conceito de três seres num só, não se encontra na Bíblia?

2. Porque é que os apóstolos e os primeiros cristãos não acreditavam na Trindade? (Se você disser que sim, prove isso pelas Escrituras ou por citações dos Pais da Igreja antes de 200 A.D).

3. Visto que a Trindade era tão contrária à crença religiosa judaica em Deus, porque é que Jesus e os seus apóstolos não gastaram tempo suficiente, ensinando e explicando a Trindade, de forma a convencer os judeus da sua verdade, assim como fizeram com outros ensinos cristãos?

4. Se a doutrina da Trindade era uma verdade sólida, porque é que Jesus e os seus discípulos não contrariaram o Shema do antigo Testamento: “Ouve ó Israel: Jeová, nosso Deus é um só Jeová”. (Deut. 6:4) Porque é que ao invés disso, Jesus citou essa mesma escritura em Marcos 12:29?

5. Porque é que Deus não disse ao seu povo para não ter nada a ver com as nações pagãs, se essas mesmas nações tinham o conceito correto sobre Deus? (o conceito destas nações acerca da trindade como conceito de Deus, remonta praticamente a todas as nações dos tempos antigos.

6. Se Jesus é Deus, quem é o Deus de Deus? Jesus fala do “meu Deus” até mesmo já no céu. Porque é que Jesus afirma que tem um Deus, se de fato ele é o Deus? (João 20:17; Apocalipse 3:12; 1:6; 1 Pedro 1:3; 2 Coríntios 1:3; Efésios 1:17; Salmos 89:26; Marcos 15:34; Colossenses 1:3; Hebreus 1:9; Salmos 45:7) Porque a Bíblia nunca se refere ao Pai referindo-se ao Filho como “meu Deus”, nem o Pai e o Filho referindo-se ao espírito santo como “meu Deus”?

7. Porque é que o espírito santo na Trindade, desempenha um papel tão fraco? Visto que as escrituras nos dizem que Maria ficou grávida pelo espírito santo, isso faria do espírito santo o Pai. Então quem é o Pai do Pai?

8. De quem foi a voz que se ouviu desde os céus quando Jesus foi batizado?

9. A quem Jesus orava? A ele próprio?

10. Se Jesus era Deus, porque Satanás iria perder o seu tempo tentando-o? Será que Deus é vulnerável?

11. Quem tem a imortalidade? Deus? Jesus morreu (impossível para quem tem a imortalidade) e esteve morto por quase 3 dias. Como pode Deus morrer? Quem o ressuscitou? (Hebreus 5:7; Apocalipse 2:8)

12. Com quem Jesus falou quando estava na estaca de tortura, conforme Mateus 27:46: “Por volta da nona hora, Jesus exclamou com voz alta…”Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

13. Visto que a doutrina da Trindade afirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são co-existentes e co-iguais; estava Jesus mentindo em João 14:28 quando disse: “O Pai é maior do que eu”? Se Jesus quisesse afirmar que ele, como um terço da Trindade, estava naquele momento numa posição inferior, porque não afirmou antes que ‘Deus é maior do que eu’? Como poderia Jesus afirmar que uma pessoa da Trindade era maior que a outra pessoa da Trindade? Se o Filho era inferior a si mesmo enquanto na terra, então onde estava a parte dele que era co-igual e co-existente com o Pai?

14. Se João 10:30 mostra que Jesus e Deus são a mesma pessoa quando diz: “Eu e o Pai somos um”, explique João 17:20-26, “a fim de que sejam um, assim como nós somos um”. Com quem Jesus estava falando? Significa isso que os verdadeiros discípulos de Jesus, são o mesmo que Deus e Jesus e desta forma são uma parte da Trindade (Múltipla-entidade)?

15. Se Jesus era verdadeiramente Deus na terra, como poderia ser um resgate correspondente? Isso faria de Jesus um perfeito Deus/homem, enquanto Adão era apenas um homem perfeito.

16. A quem está o Filho sujeitando-se em 1 Coríntios 15:28?

17. Será que Mateus 3:11 indica que o espírito santo é uma pessoa? (Água e fogo não são pessoas).

18. Como poderia o espírito santo ser uma pessoa, quando encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo? (Atos 2:4) Como você pode ficar cheio de uma pessoa?

19. Se Jesus era o Deus Todo-Poderoso, porque Jesus não corrigiu Simão Pedro quando perguntou quem pensavam que ele era, e Pedro respondeu: ““Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”? (Mateus 16:15-17)

20. Se Jesus é Deus, explique a escritura em João 1:18, que diz: “Nenhum homem jamais viu a Deus.”

21. Explique Apocalipse 1:1, se Jesus era Deus. Se Jesus era parte da divindade, então porque teve de lhe ser dada a revelação por outra parte da divindade, Deus? Certamente que ele também a saberia, pois Deus sabia.

22. Se Jesus é Deus, porque chamá-lo Jesus Cristo? É Cristo seu último nome? Deus é conhecido como Jeová Deus. Visto que “Cristo” é apenas um título assim como “Deus” é um título, não deveria ser chamado Jesus Deus? Ou será que o título “Cristo” dá-nos entendimento sobre a sua posição em relação ao Pai?

23. Explique com que estava o apóstolo Paulo preocupado em 2 Coríntios 11:3, 4, Gálatas 1:6-9 e Atos 20:29. Será que estava avisando sobre doutrinas tais como a Trindade? A doutrina da Trindade tem origem pagã. Isso é um fato histórico. Não foi aceito pela congregação cristã até centenas de anos após a morte dos apóstolos. Em 325 E.C, foi um pagão, que assassinou o seu filho, a sua segunda mulher e vários outros familiares, que foi responsável por trazer para a congregação cristã este dogma. A Trindade ensina um Cristo diferente daquele que Paulo ensinou. (1 Coríntios 11:3; 8:5, 6)

24. Se a tradução correta de João 1:1 é Deus e não “um deus”, simplesmente porque não existe “um” no texto grego antes do substantivo anartro (substantivo sem artigo), então o mesmo é verdade em Atos 28:6. Porque é que todas as traduções acrescentam “um” nesta passagem que mostra Paulo como “um deus” em vez de Deus, quando o artigo “um” não existe no texto grego? Será porque o contexto indica que essa é a tradução mais correta? Leia atentamente para o contexto de João 1:1.

25. João 5:19 diz-nos que o “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa”. Porque não?

26. Filipenses 2:9-11 diz-nos que o Filho foi “enaltecido”. Quando isto aconteceu e como é isto possível se ele próprio é o Ser Supremo?

27. Como é que os Filho está sujeito a Deus junto com todas as outras coisas, se o Filho é co-igual com o Pai, ou também o Pai está sujeito ao Filho? (1 Coríntios 15:27, 28)

28. Com quem estava Jesus falando, e o nome de quem ele deu a conhecer? O seu próprio? (João 17:6, 26)

29. Porque razão Jesus não podia fazer nada da sua própria iniciativa, se ele era o Deus Todo-Poderoso? (João 5:30) Se Jesus era Deus, será que ele não poderia ter enviado a si próprio? (João 6:38)

30. Quem fez Jesus vir à terra e morrer por nós? Foi sua idéia? Hebreus 2:9 diz: “mas observamos a Jesus, que havia sido feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo [homem]”. Foi Deus quem o enviou. Se Jesus era Deus, porquê ainda fazer distinção aqui, como é feito no resto das Escrituras?

31. Em vista de Hebreus 2:9, poderia Deus em qualquer circunstância ser inferior aos anjos? Ele é o Deus Todo-Poderoso para toda a eternidade.

32. Se Jesus era Deus, como poderia aparecer perante a pessoa ou a presença de si próprio? Hebreus 9:24 declara: “Porque Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (presença KJB)

33. É possível que o Deus Todo-Poderoso e Criador do universo estivesse confinado por nove meses no ventre de Maria? Se assim é, porque Satanás e os demônios não se apossaram dos céus na sua ausência e conquistaram a posição de adoração que tanto desejava desde o principio?

34. Visto que os anjos são também chamados Filhos de Deus (Gênesis 6:2), o que significa Jesus ser o Filho unigênito de Deus? (João 1:14; João 3:16; 1 João 4:9) [Jesus foi o único criado diretamente por Deus. Todas as outras coisas foram criadas através de Jesus (Dicionário Strong: διά – dia - dee-ah': Uma preposição primária significando o instrumento ou o meio pelo qual um ato é realizado. Colossenses 1:16-18. Gênesis 1:26 “Façamos o homem à nossa imagem.” Jesus foi o Mestre de Obras de seu Pai (Provérbios 8:22)

35. Se Jesus era Deus, desde a eternidade, de tempo indefinido a tempo indefinido, o Alfa e o Omega, sem princípio, etc, como pode ele ser chamado de Primogênito de toda a criação, ou o Princípio da criação? (Colossenses 1:15; Apocalipse 3:14)

36. O que é um filho? Se Jesus era o próprio Deus, porque ele é chamado de Filho de Deus, cerca de 85 vezes no Novo Testamento? Está a Bíblia fazendo uma declaração inexata em cada caso? Porque descrevê-lo como Filho de Deus, e confundir-nos, se ele era de fato o Deus Todo-Poderoso? Porque não dizer simplesmente que Deus veio à terra, que o Altíssimo nasceu de uma virgem, etc? Porque Jesus, vez após vez falou do seu Pai nos céus, se de fato ele, Jesus, era o Pai na forma humana, enquanto na terra? Não seria isso inexatidão? (Lucas 1:30-32)

37. Se Jesus Cristo irá reinar no Reino por mil anos, (Apocalipse 20:4) quem governará a seguir? 1 Coríntios 15:24 mostra que Jesus entregará o reino de volta a seu Deus e Pai. Porque seria isto necessário se eles são o mesmo? Significa isto que Jesus devolve o reino a si mesmo?

38. Marcos 13:32 diz-nos: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” Como poderia o Pai saber alguma coisa e o Filho não, se eles são co-iguais na mesma divindade? E se, como alguns argumentam, o Filho estava limitado pela sua natureza humana, porque o espírito santo não saberia?

39. “A mãe dos filhos de Zebedeu …disse-lhe: “Manda que estes dois filhos meus se assentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: “Bebereis, de fato, o meu copo, mas, assentar-se à minha direita e à minha esquerda não é meu para dar, mas pertence àqueles para quem tem sido preparado por meu Pai.” (Mateus 20:20-23) Porque Jesus disse estas palavras se ele era Deus? Estava Jesus apenas respondendo segundo a sua “natureza humana”? Se, como afirmam os trinitaristas, Jesus era verdadeiro “Deus-homem”, quer Deus quer homem, nem apenas um ou outro, seria verdadeiramente consistente a explicação que ele deu? Será que Mateus 20:23 não revela antes que o Filho não é igual ao Pai, e que apenas ao Pai estão reservadas algumas prerrogativas?

40. Mateus 26:39 diz: “E, indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto [em terra], orando e dizendo: “Pai meu, se for possível, deixa que este copo se afaste de mim. Contudo, não como eu quero, mas como tu queres.” Se o Pai e o Filho eram de apenas uma substância e não indivíduos distintos, não seria esta oração sem sentido? Jesus estaria orando a si próprio, e a sua vontade seria necessariamente a vontade do Pai.

41. Mateus 12:31, 32 diz-nos: “Por esta razão, eu vos digo: Toda sorte de pecado e blasfêmia será perdoada aos homens, mas a blasfêmia contra o espírito não será perdoada. Por exemplo, quem falar uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas quem falar contra o espírito santo, não lhe será perdoado, não, nem neste sistema de coisas, nem no que há de vir”. Visto que os pecados contra o Filho seriam perdoados mas os pecados contra o espírito santo não, indica isto que o espírito santo é de alguma forma maior que o Filho? Isso contrariaria abertamente a Trindade.

42. A palavra hebraica Shaddai e a palavra grega Pantokrator são ambas traduzidas por “Todo-Poderoso”. Ambas as palavras nas suas línguas originais são aplicadas a Jeová, o Pai. (Êxodo 6:3; Apocalipse 19:6) Porque esta expressão nunca é aplicada ao Filho ou ao espírito santo?

43. Visto que 1 Coríntios 11:3 diz: “Mas, quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus”, não revela isto que Deus está numa posição superior a Cristo? Alguns acreditam que é assim apenas enquanto Jesus estava na terra. Mas é de notar que isto foi escrito cerca de 55 E.C, alguns 22 anos após Jesus retornar ao céu. Então a verdade aqui aplica-se à relação existente entre Deus e Cristo nos céus.

44. Porque é que Jesus não é o único Deus a quem os cristãos têm de adorar? 1 Coríntios 8:5, 6 diz: “Pois, embora haja os que se chamem “deuses”, quer no céu, quer na terra, assim como há muitos “deuses” e muitos “senhores”, para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, e nós para ele; e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas, e nós por intermédio dele”. Este texto apresenta o Pai como o “único Deus” dos cristãos e como estando numa classe distinta de Jesus Cristo.

45. Através das escrituras Jesus é apresentado como sendo inferior ao Pai, em várias situações, como em João 14:28 (“O Pai é maior do que eu”). Visto que estas escrituras são explicadas por dizer que só era assim porque o Filho estava limitado pela sua condição humana enquanto na terra, quer dizer que durante 33 anos não houve trindade? Significa que por 33 anos o Filho não foi co-igual, co-existente e co-eterno com o seu Pai?

46. Como se pode usar João 8:58: “Antes de Abraão existir, EU SOU” e ligar à declaração de Jeová em Êxodo 3:14 ” EU SOU enviou-me a vós”? Fazendo isso faria da declaração de Jesus “EU SOU” um título, um nome, fazendo desta frase um frase incorreta, uma sentença incompleta, não fazendo qualquer sentido. [Exemplo: Substitua qualquer nome por “EU SOU”: “Antes de Abraão existir, casa.” etc]

47. Porque é Jesus apresentado como “o único mediador entre Deus e o homem”? Visto que por definição um mediador é alguém separado daqueles que precisam da mediação, seria uma contradição ele ser uma entidade com que uma das partes estava a tentar ser reconciliada. (Ilustração: Quando patrões e sindicatos estão negociando, um mediador do Estado é convidado a mediar a duas partes. Ele é imparcial. Ele não seria justo como mediador, se ele fosse quer patrão, quer empregado, não é verdade? Da mesma forma, Jesus é um mediador entre Deus e os homens. Ele não é nem Deus nem homem. Quando se está negociando com uma das partes não se está negociando através de um mediador. Como Gálatas 3:20 declara: “Ora, não há mediador onde apenas uma pessoa está envolvida, mas Deus é apenas um”.

48. O que significa Jesus ser chamado de Jesus Cristo? Não é o seu último nome. Cristo significa “ungido”. Se Jesus é Deus, como pode ele ser ungido? E por quem? Ungido é receber autoridade ou comissão por um superior, a quem não tem essa autoridade. Jesus diz: ““O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres.” (Lucas 4:18) Aqui Deus é evidentemente o seu superior, pois ele ungiu Jesus e deu-lhe autoridade que ele antes não tinha.

49. Como Jesus teria que aprender a obediência? Hebreus 5:8 diz-nos que Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.” Podemos imaginar Deus ter que aprender alguma coisa? Não, mas Jesus tinha, pois ele não sabia o mesmo que Deus sabia. E ele teve que aprender aquilo que Deus nunca terá que aprender, OBEDIÊNCIA. Deus nunca tem que obedecer a ninguém.

50. Se Jesus é Deus, porque é que Estevão viu duas pessoas no céu? Estevão “fitou os olhos no céu e avistou a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55) Claramente viu duas pessoas distintas. E se Jesus é parte de uma divindade trinitária, porque é que Estevão não viu também o espírito santo ou três pessoas?

51. Se alguma das questões anteriores foi respondida com a declaração “É UM MISTÉRIO”, então explique as seguintes passagens: 1 Coríntios 2:10; 1 João 5:20; 2 Timóteo 2:7; Efésios 3:5; 1 Pedro 1:12; e Lucas 24:45.

(1 Coríntios 2:10) Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito, pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus.
(1 João 5:20) Mas, sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
(2 Timóteo 2:7) Pensa constantemente no que digo; o Senhor te dará realmente discernimento em todas as coisas.
(Efésios 3:5) Em outras gerações, este [segredo] não foi dado a conhecer aos filhos dos homens assim como agora tem sido revelado aos seus santos apóstolos e profetas, por espírito,
(1 Pedro 1:12) Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas por intermédio dos que vos declararam as boas novas com espírito santo enviado desde o céu. Nestas coisas é que os anjos estão desejosos de olhar de perto.
(Lucas 24:45) Abriu-lhes então plenamente as mentes para que compreendessem o significado das Escrituras

51 questões para os que crêem na Trindade


1. Se a crença na Trindade é tão importante para a nossa salvação, porque é que a palavra “Trindade”, ou o seu conceito de três seres num só, não se encontra na Bíblia?

2. Porque é que os apóstolos e os primeiros cristãos não acreditavam na Trindade? (Se você disser que sim, prove isso pelas Escrituras ou por citações dos Pais da Igreja antes de 200 A.D).

3. Visto que a Trindade era tão contrária à crença religiosa judaica em Deus, porque é que Jesus e os seus apóstolos não gastaram tempo suficiente, ensinando e explicando a Trindade, de forma a convencer os judeus da sua verdade, assim como fizeram com outros ensinos cristãos?

4. Se a doutrina da Trindade era uma verdade sólida, porque é que Jesus e os seus discípulos não contrariaram o Shema do antigo Testamento: “Ouve ó Israel: Jeová, nosso Deus é um só Jeová”. (Deut. 6:4) Porque é que ao invés disso, Jesus citou essa mesma escritura em Marcos 12:29?

5. Porque é que Deus não disse ao seu povo para não ter nada a ver com as nações pagãs, se essas mesmas nações tinham o conceito correto sobre Deus? (o conceito destas nações acerca da trindade como conceito de Deus, remonta praticamente a todas as nações dos tempos antigos.

6. Se Jesus é Deus, quem é o Deus de Deus? Jesus fala do “meu Deus” até mesmo já no céu. Porque é que Jesus afirma que tem um Deus, se de fato ele é o Deus? (João 20:17; Apocalipse 3:12; 1:6; 1 Pedro 1:3; 2 Coríntios 1:3; Efésios 1:17; Salmos 89:26; Marcos 15:34; Colossenses 1:3; Hebreus 1:9; Salmos 45:7) Porque a Bíblia nunca se refere ao Pai referindo-se ao Filho como “meu Deus”, nem o Pai e o Filho referindo-se ao espírito santo como “meu Deus”?

7. Porque é que o espírito santo na Trindade, desempenha um papel tão fraco? Visto que as escrituras nos dizem que Maria ficou grávida pelo espírito santo, isso faria do espírito santo o Pai. Então quem é o Pai do Pai?

8. De quem foi a voz que se ouviu desde os céus quando Jesus foi batizado?

9. A quem Jesus orava? A ele próprio?

10. Se Jesus era Deus, porque Satanás iria perder o seu tempo tentando-o? Será que Deus é vulnerável?

11. Quem tem a imortalidade? Deus? Jesus morreu (impossível para quem tem a imortalidade) e esteve morto por quase 3 dias. Como pode Deus morrer? Quem o ressuscitou? (Hebreus 5:7; Apocalipse 2:8)

12. Com quem Jesus falou quando estava na estaca de tortura, conforme Mateus 27:46: “Por volta da nona hora, Jesus exclamou com voz alta…”Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

13. Visto que a doutrina da Trindade afirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são co-existentes e co-iguais; estava Jesus mentindo em João 14:28 quando disse: “O Pai é maior do que eu”? Se Jesus quisesse afirmar que ele, como um terço da Trindade, estava naquele momento numa posição inferior, porque não afirmou antes que ‘Deus é maior do que eu’? Como poderia Jesus afirmar que uma pessoa da Trindade era maior que a outra pessoa da Trindade? Se o Filho era inferior a si mesmo enquanto na terra, então onde estava a parte dele que era co-igual e co-existente com o Pai?

14. Se João 10:30 mostra que Jesus e Deus são a mesma pessoa quando diz: “Eu e o Pai somos um”, explique João 17:20-26, “a fim de que sejam um, assim como nós somos um”. Com quem Jesus estava falando? Significa isso que os verdadeiros discípulos de Jesus, são o mesmo que Deus e Jesus e desta forma são uma parte da Trindade (Múltipla-entidade)?

15. Se Jesus era verdadeiramente Deus na terra, como poderia ser um resgate correspondente? Isso faria de Jesus um perfeito Deus/homem, enquanto Adão era apenas um homem perfeito.

16. A quem está o Filho sujeitando-se em 1 Coríntios 15:28?

17. Será que Mateus 3:11 indica que o espírito santo é uma pessoa? (Água e fogo não são pessoas).

18. Como poderia o espírito santo ser uma pessoa, quando encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo? (Atos 2:4) Como você pode ficar cheio de uma pessoa?

19. Se Jesus era o Deus Todo-Poderoso, porque Jesus não corrigiu Simão Pedro quando perguntou quem pensavam que ele era, e Pedro respondeu: ““Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”? (Mateus 16:15-17)

20. Se Jesus é Deus, explique a escritura em João 1:18, que diz: “Nenhum homem jamais viu a Deus.”

21. Explique Apocalipse 1:1, se Jesus era Deus. Se Jesus era parte da divindade, então porque teve de lhe ser dada a revelação por outra parte da divindade, Deus? Certamente que ele também a saberia, pois Deus sabia.

22. Se Jesus é Deus, porque chamá-lo Jesus Cristo? É Cristo seu último nome? Deus é conhecido como Jeová Deus. Visto que “Cristo” é apenas um título assim como “Deus” é um título, não deveria ser chamado Jesus Deus? Ou será que o título “Cristo” dá-nos entendimento sobre a sua posição em relação ao Pai?

23. Explique com que estava o apóstolo Paulo preocupado em 2 Coríntios 11:3, 4, Gálatas 1:6-9 e Atos 20:29. Será que estava avisando sobre doutrinas tais como a Trindade? A doutrina da Trindade tem origem pagã. Isso é um fato histórico. Não foi aceito pela congregação cristã até centenas de anos após a morte dos apóstolos. Em 325 E.C, foi um pagão, que assassinou o seu filho, a sua segunda mulher e vários outros familiares, que foi responsável por trazer para a congregação cristã este dogma. A Trindade ensina um Cristo diferente daquele que Paulo ensinou. (1 Coríntios 11:3; 8:5, 6)

24. Se a tradução correta de João 1:1 é Deus e não “um deus”, simplesmente porque não existe “um” no texto grego antes do substantivo anartro (substantivo sem artigo), então o mesmo é verdade em Atos 28:6. Porque é que todas as traduções acrescentam “um” nesta passagem que mostra Paulo como “um deus” em vez de Deus, quando o artigo “um” não existe no texto grego? Será porque o contexto indica que essa é a tradução mais correta? Leia atentamente para o contexto de João 1:1.

25. João 5:19 diz-nos que o “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa”. Porque não?

26. Filipenses 2:9-11 diz-nos que o Filho foi “enaltecido”. Quando isto aconteceu e como é isto possível se ele próprio é o Ser Supremo?

27. Como é que os Filho está sujeito a Deus junto com todas as outras coisas, se o Filho é co-igual com o Pai, ou também o Pai está sujeito ao Filho? (1 Coríntios 15:27, 28)

28. Com quem estava Jesus falando, e o nome de quem ele deu a conhecer? O seu próprio? (João 17:6, 26)

29. Porque razão Jesus não podia fazer nada da sua própria iniciativa, se ele era o Deus Todo-Poderoso? (João 5:30) Se Jesus era Deus, será que ele não poderia ter enviado a si próprio? (João 6:38)

30. Quem fez Jesus vir à terra e morrer por nós? Foi sua idéia? Hebreus 2:9 diz: “mas observamos a Jesus, que havia sido feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo [homem]”. Foi Deus quem o enviou. Se Jesus era Deus, porquê ainda fazer distinção aqui, como é feito no resto das Escrituras?

31. Em vista de Hebreus 2:9, poderia Deus em qualquer circunstância ser inferior aos anjos? Ele é o Deus Todo-Poderoso para toda a eternidade.

32. Se Jesus era Deus, como poderia aparecer perante a pessoa ou a presença de si próprio? Hebreus 9:24 declara: “Porque Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (presença KJB)

33. É possível que o Deus Todo-Poderoso e Criador do universo estivesse confinado por nove meses no ventre de Maria? Se assim é, porque Satanás e os demônios não se apossaram dos céus na sua ausência e conquistaram a posição de adoração que tanto desejava desde o principio?

34. Visto que os anjos são também chamados Filhos de Deus (Gênesis 6:2), o que significa Jesus ser o Filho unigênito de Deus? (João 1:14; João 3:16; 1 João 4:9) [Jesus foi o único criado diretamente por Deus. Todas as outras coisas foram criadas através de Jesus (Dicionário Strong: διά – dia - dee-ah': Uma preposição primária significando o instrumento ou o meio pelo qual um ato é realizado. Colossenses 1:16-18. Gênesis 1:26 “Façamos o homem à nossa imagem.” Jesus foi o Mestre de Obras de seu Pai (Provérbios 8:22)

35. Se Jesus era Deus, desde a eternidade, de tempo indefinido a tempo indefinido, o Alfa e o Omega, sem princípio, etc, como pode ele ser chamado de Primogênito de toda a criação, ou o Princípio da criação? (Colossenses 1:15; Apocalipse 3:14)

36. O que é um filho? Se Jesus era o próprio Deus, porque ele é chamado de Filho de Deus, cerca de 85 vezes no Novo Testamento? Está a Bíblia fazendo uma declaração inexata em cada caso? Porque descrevê-lo como Filho de Deus, e confundir-nos, se ele era de fato o Deus Todo-Poderoso? Porque não dizer simplesmente que Deus veio à terra, que o Altíssimo nasceu de uma virgem, etc? Porque Jesus, vez após vez falou do seu Pai nos céus, se de fato ele, Jesus, era o Pai na forma humana, enquanto na terra? Não seria isso inexatidão? (Lucas 1:30-32)

37. Se Jesus Cristo irá reinar no Reino por mil anos, (Apocalipse 20:4) quem governará a seguir? 1 Coríntios 15:24 mostra que Jesus entregará o reino de volta a seu Deus e Pai. Porque seria isto necessário se eles são o mesmo? Significa isto que Jesus devolve o reino a si mesmo?

38. Marcos 13:32 diz-nos: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” Como poderia o Pai saber alguma coisa e o Filho não, se eles são co-iguais na mesma divindade? E se, como alguns argumentam, o Filho estava limitado pela sua natureza humana, porque o espírito santo não saberia?

39. “A mãe dos filhos de Zebedeu …disse-lhe: “Manda que estes dois filhos meus se assentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: “Bebereis, de fato, o meu copo, mas, assentar-se à minha direita e à minha esquerda não é meu para dar, mas pertence àqueles para quem tem sido preparado por meu Pai.” (Mateus 20:20-23) Porque Jesus disse estas palavras se ele era Deus? Estava Jesus apenas respondendo segundo a sua “natureza humana”? Se, como afirmam os trinitaristas, Jesus era verdadeiro “Deus-homem”, quer Deus quer homem, nem apenas um ou outro, seria verdadeiramente consistente a explicação que ele deu? Será que Mateus 20:23 não revela antes que o Filho não é igual ao Pai, e que apenas ao Pai estão reservadas algumas prerrogativas?

40. Mateus 26:39 diz: “E, indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto [em terra], orando e dizendo: “Pai meu, se for possível, deixa que este copo se afaste de mim. Contudo, não como eu quero, mas como tu queres.” Se o Pai e o Filho eram de apenas uma substância e não indivíduos distintos, não seria esta oração sem sentido? Jesus estaria orando a si próprio, e a sua vontade seria necessariamente a vontade do Pai.

41. Mateus 12:31, 32 diz-nos: “Por esta razão, eu vos digo: Toda sorte de pecado e blasfêmia será perdoada aos homens, mas a blasfêmia contra o espírito não será perdoada. Por exemplo, quem falar uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas quem falar contra o espírito santo, não lhe será perdoado, não, nem neste sistema de coisas, nem no que há de vir”. Visto que os pecados contra o Filho seriam perdoados mas os pecados contra o espírito santo não, indica isto que o espírito santo é de alguma forma maior que o Filho? Isso contrariaria abertamente a Trindade.

42. A palavra hebraica Shaddai e a palavra grega Pantokrator são ambas traduzidas por “Todo-Poderoso”. Ambas as palavras nas suas línguas originais são aplicadas a Jeová, o Pai. (Êxodo 6:3; Apocalipse 19:6) Porque esta expressão nunca é aplicada ao Filho ou ao espírito santo?

43. Visto que 1 Coríntios 11:3 diz: “Mas, quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus”, não revela isto que Deus está numa posição superior a Cristo? Alguns acreditam que é assim apenas enquanto Jesus estava na terra. Mas é de notar que isto foi escrito cerca de 55 E.C, alguns 22 anos após Jesus retornar ao céu. Então a verdade aqui aplica-se à relação existente entre Deus e Cristo nos céus.

44. Porque é que Jesus não é o único Deus a quem os cristãos têm de adorar? 1 Coríntios 8:5, 6 diz: “Pois, embora haja os que se chamem “deuses”, quer no céu, quer na terra, assim como há muitos “deuses” e muitos “senhores”, para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, e nós para ele; e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas, e nós por intermédio dele”. Este texto apresenta o Pai como o “único Deus” dos cristãos e como estando numa classe distinta de Jesus Cristo.

45. Através das escrituras Jesus é apresentado como sendo inferior ao Pai, em várias situações, como em João 14:28 (“O Pai é maior do que eu”). Visto que estas escrituras são explicadas por dizer que só era assim porque o Filho estava limitado pela sua condição humana enquanto na terra, quer dizer que durante 33 anos não houve trindade? Significa que por 33 anos o Filho não foi co-igual, co-existente e co-eterno com o seu Pai?

46. Como se pode usar João 8:58: “Antes de Abraão existir, EU SOU” e ligar à declaração de Jeová em Êxodo 3:14 ” EU SOU enviou-me a vós”? Fazendo isso faria da declaração de Jesus “EU SOU” um título, um nome, fazendo desta frase um frase incorreta, uma sentença incompleta, não fazendo qualquer sentido. [Exemplo: Substitua qualquer nome por “EU SOU”: “Antes de Abraão existir, casa.” etc]

47. Porque é Jesus apresentado como “o único mediador entre Deus e o homem”? Visto que por definição um mediador é alguém separado daqueles que precisam da mediação, seria uma contradição ele ser uma entidade com que uma das partes estava a tentar ser reconciliada. (Ilustração: Quando patrões e sindicatos estão negociando, um mediador do Estado é convidado a mediar a duas partes. Ele é imparcial. Ele não seria justo como mediador, se ele fosse quer patrão, quer empregado, não é verdade? Da mesma forma, Jesus é um mediador entre Deus e os homens. Ele não é nem Deus nem homem. Quando se está negociando com uma das partes não se está negociando através de um mediador. Como Gálatas 3:20 declara: “Ora, não há mediador onde apenas uma pessoa está envolvida, mas Deus é apenas um”.

48. O que significa Jesus ser chamado de Jesus Cristo? Não é o seu último nome. Cristo significa “ungido”. Se Jesus é Deus, como pode ele ser ungido? E por quem? Ungido é receber autoridade ou comissão por um superior, a quem não tem essa autoridade. Jesus diz: ““O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres.” (Lucas 4:18) Aqui Deus é evidentemente o seu superior, pois ele ungiu Jesus e deu-lhe autoridade que ele antes não tinha.

49. Como Jesus teria que aprender a obediência? Hebreus 5:8 diz-nos que Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.” Podemos imaginar Deus ter que aprender alguma coisa? Não, mas Jesus tinha, pois ele não sabia o mesmo que Deus sabia. E ele teve que aprender aquilo que Deus nunca terá que aprender, OBEDIÊNCIA. Deus nunca tem que obedecer a ninguém.

50. Se Jesus é Deus, porque é que Estevão viu duas pessoas no céu? Estevão “fitou os olhos no céu e avistou a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55) Claramente viu duas pessoas distintas. E se Jesus é parte de uma divindade trinitária, porque é que Estevão não viu também o espírito santo ou três pessoas?

51. Se alguma das questões anteriores foi respondida com a declaração “É UM MISTÉRIO”, então explique as seguintes passagens: 1 Coríntios 2:10; 1 João 5:20; 2 Timóteo 2:7; Efésios 3:5; 1 Pedro 1:12; e Lucas 24:45.

(1 Coríntios 2:10) Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito, pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus.
(1 João 5:20) Mas, sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu capacidade intelectual para podermos obter conhecimento do verdadeiro. E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
(2 Timóteo 2:7) Pensa constantemente no que digo; o Senhor te dará realmente discernimento em todas as coisas.
(Efésios 3:5) Em outras gerações, este [segredo] não foi dado a conhecer aos filhos dos homens assim como agora tem sido revelado aos seus santos apóstolos e profetas, por espírito,
(1 Pedro 1:12) Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas por intermédio dos que vos declararam as boas novas com espírito santo enviado desde o céu. Nestas coisas é que os anjos estão desejosos de olhar de perto.
(Lucas 24:45) Abriu-lhes então plenamente as mentes para que compreendessem o significado das Escrituras

CRISTIANISMO, JUDAÍSMO MESSIÂNICO E JUDAÍSMO NAZARENO

Por Sha'ul Bentsion


 

(Baseado parcialmente em estudo do Rav. Moshe Koniuchowsky)


 

I – OBJETIVO


 

Como muitos em nosso meio possuem interesse sobre o movimento de restauração da fé original, mas pouco conhecem a respeito de Judaísmo Messiânico e menos ainda a respeito de Judaísmo Nazareno, resolvi fazer este pequeno estudo comparando as diferentes posições teológicas do Cristianismo, Judaísmo Messiânico e Judaísmo Nazareno. O objetivo não é discriminar crença alguma, mesmo quando discordamos dela, mas sim que possamos entender um pouco melhor até onde somos iguais, e até onde somos diferentes, e porque.


 

II – CONSIDERAÇÕES INICIAIS


 

Muitos estão sempre prontos a criticar qualquer estudo que use de generalizações. Contudo, a generalização é absolutamente necessária para que possamos entender os movimentos. Sabemos que sempre haverá grupos que fugirão ao padrão aqui descrito, porém é impossível relatarmos todas as possíveis e imagináveis crenças de cada grupo.


 

Para efeito deste estudo, utilizamos os seguintes padrões: Entendemos como "padrão" para o Cristianismo o Protestantismo clássico da Reforma. Para o Judaísmo Messiânicos, tomamos como padrão a "MJAA" (Messianic Jewish Alliance of America). Para o Judaísmo Nazareno, tomamos como padrão a "UNJS" (Union of Nazarene Jewish Synagogues). Reconhecemos que haja variações mesmo dentro de cada movimento, e algumas destas variações mais relevantes foram mencionadas. Porém é impossível aqui relatarmos todas elas.


 

III – ESTUDO COMPARATIVO


 

1 - A "IGREJA"


 

- O Judaísmo Messiânico vê a "Igreja" como uma entidade distinta do "povo de Israel" (i.e. os judeus) e predominantemente "gentílica". Ambos formariam o "corpo do Messias", mas permaneceriam distindos e sempre haveria esta distinção pelo menos aqui na terra. Em alguns casos, até mesmo a separação entre congregações e serviços judaicos e gentílicos chega a ser encorajada.


 

- O Cristianismo vê a "Igreja" como uma entidade que substitui a Israel. Chama-a, embora sem base bíblica alguma, de "Israel Espiritual". Os judeus que crêem no messias teriam se "convertido" e agora fariam parte desta "Igreja" (que, naturalmente, também possui predominância "gentílica").


 

- O Judaísmo Nazareno diz que não existe uma entidade chamada "Igreja" separada de Israel, que sempre foi e sempre será o povo da aliança. De acordo com o Judaísmo Nazareno, não existe "a Igreja" como na concepção cristã. O corpo do Messias sempre foi e sempre será Israel, composta predominantemente de judeus e efraimitas (remanescentes das 10 tribos agora restaurados) que amam e seguem a D'us, juntamente com aqueles que se convertem a Israel (vide o caso de Rute e Raabe). Esta é a "Assembléia/Congregação" de Yeshua. A "Assembléia/Congregação" é uma, a mesma de sempre.


 

2 – CRENTES "GENTIOS"


 

- O Judaísmo Messiânico entende que, de um modo geral, os "gentios salvos" como não sendo israelitas, não tendo sangue israelita algum, e não tendo nenhum argumento legítimo de descender fisicamente dos patriarcas Avraham, Yitschak e Ya'akov. Crêem que os "gentios salvos" que alegam descender fisicamente de judeus ou têm algum sangue judeu, ou então vivendo um engano. A idéia de que um crente não-judeu possa ser um israelita não-judeu (isto é, descendente das demais tribos) é vista como sendo errônea.


 

- O Cristianismo por sua vez normalmente crê numa distinção (inexistente biblicamente) entre "judeus físicos" (numa alusão aos filhos de Israel), e os "judeus espirituais". Um "gentio salvo", assim como um "judeu salvo", seriam "judeus espirituais".


 

- O Judaísmo Nazareno crê que a grande, esmagadora maioria dos seguidores não-judeus de Yeshua são de fato israelitas – mais especificamente, efraimitas (descendentes das 10 tribos), que foram dispersos entre as nações gentílicas a partir de 721 AC. Eles um dia foram "lo ami" (considerados como não sendo povo de D'us), mas foram restaurados (vide 2 Kefá/Pedro 2:10) conforme a promessa de Hoshea (Oséias), através do Messias de Israel. Estes "gentios" na verdade são israelitas, e foram lavados, remidos e despertados para sua identidade israelita através do cumprimento das promessas em Yeshua HaMashiach. Seu reconhecimento como semente de Efraim e sua união com Yehudá (Judá) é importante para a restauração do Reino. Vale porém ressaltar que o Judaísmo Nazareno não afirma que eles se tornaram "judeus" ou substituem a Yehudá (Judá). O Judaísmo Nazareno busca a união das duas casas de Israel (Yehudá e Efraim).


 

3 - SALVAÇÃO


 

- O Judaísmo Messiânico vê o reajuntamento, a identificação, e as alegações dos crentes não-judeus de que são efraimitas como uma heresia. Crêem que o conceito de duas casas de uma única entidade, Israel, é "salvação por DNA", ou "salvação por sangue", ao invés de ser salvação pela graça através da fé. Pensam que os que crêem nas duas casas pregam que a salvação é só para Israel, isto é, que os gentios não teriam salvação. Eles crêem na realidade da salvação no sangue de Yeshua, mas negam a realidade do reajuntamento de Israel (as 10 tribos que estavam afastadas) como sendo parte da salvação. Infelizmente, em muitas comunidade acaba se criando "duas classes" de salvos, os "salvos judeus" e os "salvos gentios".


 

- O Cristianismo vê a salvação como sendo também pela graça através da fé, pelo sangue do Messias Yeshua. Crê, embora isso não seja dito de forma muito aberta por razões políticas, que o Israel físico que não "se converter" vai direto pro inferno. Muitas vezes igualam o "crer em Yeshua" como o "se tornar cristão", e vêem a salvação como forma de uma pessoa passar a pertencer ao "Israel espiritual". Costumam ignorar a questão efraimita como um todo.


 

- O Judaísmo Nazareno, ao contrário do que pensam alguns de nossos opositores, vê a salvação como sendo uma dádiva gratuita a todo aquele que crê. Cremos na mesma salvação pela graça, por meio da fé. Contudo, o Judaísmo Nazareno ensina que de fato a semente de Efraim cumpriu a profecia de uma multiplicidade dada aos patriarcas, e vê o reajuntamento das "ovelhas perdidas" como de fato sendo um cumprimento literal de uma promessa, e crê sim que a grande maioria dos salvos são de fato descendentes físicos das 10 tribos, restaurados pela fé em Yeshua. Contudo, admite-se também que existem aqueles que não são de origem israelita (embora minoria), mas que ao aceitarem o D'us de Israel, e o Messias de Israel, passam a fazer parte de Israel, sem distinções. Rejeitamos qualquer parede de separação no povo de D'us.


 

4 – COMUNIDADE DE ISRAEL


 

- O Judaísmo Messiânico vê a comunidade de Israel como sendo formada pelos judeus messiânicos mais "a igreja gentílica", enxertada em Israel. Dentro da comunidade de Israel, contudo, o Judaísmo Messiânico muitas vezes faz distinção entre judeus e não-judeus, tratando-os como entidades separadas, apesar das alegações do contrário. Muitas comunidades, embora isto esteja gradativamente mudando, crêem em dois padrões, um para a "igreja gentílica" e outro para o movimento messiânico. A Torá é um privilégio e um "fardo" que somente os judeus messiânicos podem carregar e participar. Alguns grupos dizem que os "gentios" não devem praticar a Torá. Outros dizem que podem, mas é opcional. Normalmente recomendam as "leis noéticas" rabínicas, ou os requisitos de Atos 15.


 

- O Cristianismo, embora possa não admitir isto na teoria, na prática crê que são os "judeus salvos" que se enxertam na "Igreja", ao contrário do que diz Romanos 11. Normalmente não só não crêem na prática da Torá, como muitas vezes até encorajam judeus "convertidos" a deixarem de lado esta prática. Crêem que a graça é "incompatível" com as "leis de Moisés".


 

- O Judaísmo Nazareno crê que todos na comunidade de Israel, incluindo judeus, efraimitas restaurados e conversos ao povo de Israel, têm todos os privilégios de cidadania. Crê que é mais importante a pertinência ao corpo do Messias (Israel) do que uma distinção entre tribos, ou mesmo entre quem é natural e quem é convertido a Israel. Todos os membros do corpo são israelitas, seja por nascimento (judeus e efraimitas, a grande maioria do corpo) ou por adoção (gerim – convertidos). Israel sempre foi, e sempre será o povo da aliança. Não existe Israel físico e Israel espiritual, mas sim um único Israel. Todos os israelitas devem se esforçar ao máximo para viverem na Torá, e são responsáveis por isto à medida em que vão aprendendo. Aos efraimitas, que estão retornando, o Conselho dos Nazarenos em Atos 15 deu a recomendação de começar com um padrão mínimo, e irem evoluindo à medida em que aprendiam a Torá nas sinagogas (vide Atos 15:21). Não existe distinção entre um judeu nazareno e um israelita nazareno.


 

5 – ISRAEL FÍSICO X ISRAEL ESPIRITUAL


 

- Na teoria, o Judaísmo Messiânico é radicalmente contra a noção de "Israel Físico" x "Israel Espiritual". O Judaísmo Messiânico corretamente diz que só existe um Israel. Porém, na prática, muitos grupos ao crerem em uma entidade chamada "Igreja" acabam adotando a mesma crença em um "Israel Físico" e outro "Espiritual", porém com uma mudança terminológica. Contudo, em comparação com o Cristianismo, o Judaísmo Messiânico tem o ponto positivo, de ser fortemente contrário à maligna teologia da substituição, a qual diz que Israel foi substituído pela Igreja. Porém, mesmo que sem terem a intenção, ao crerem numa entidade à parte chamada "Igreja", acabam continuidade à batalha entre Yehudá (Judá) e Efraim pelo reconhecimento como sendo o "Israel legítimo". Infelizmente, o Judaísmo Messiânico tem contribuído fortemente para a parede de separação entre judeus e efraimitas.


 

- O Cristianismo tradicional crê na teologia da substituição. Trocando em miúdos: Israel falhou e foi substituída por uma entidade chamada "Igreja", que é o Israel espiritual. Alguns grupos ainda reconhecem que há determinadas promessas feitas para o "Israel Físico", outros grupos dizem que a "Igreja" se tornou herdeira das bênçãos de Israel (curiosamente foi apenas das bênçãos, e não das aflições). Crêem que esse "Israel Espiritual" é formado por "judeus espirituais", ou seja, cristãos.


 

- O Judaísmo Nazareno crê que não existem duas noivas do Messias, e também que D'us não pode ter duas esposas. Como D'us já escolheu a Israel como esposa, não a rejeitará. A noiva do Messias, o corpo do Messias, é Israel. A noiva é composta por judeus e por efraimitas, quer conheçam suas origens quer estejam sendo restaurados. A casa de Yehudá (Judá) e a casa de Efraim, os dois reinos dividos, são feitos um com a queda da parede de separação, e como Israel restaurado formam a noiva do Messias. Como já dissemos antes, os gentios que se achegam à fé em sua grande maioria são efraimitas, isto é, descendentes das 10 tribos dispersas. Existem também gentios não-efraimitas, mas que se tornam israelitas por opção, ao desejarem se juntar ao povo de Israel como fizeram Ruth e Rahav (Raabe). Não existem israelitas físicos e outros espirituais. Existem apenas israelitas físicos, espiritualmente restaurados. Esta nação única é o Israel físico e espiritual. Portanto não existe sentido nesta briga entre Yehudá (Judá) e Efraim, que começou logo depois do reinado de Shlomo HaMelech (o rei Salomão), mas que há de acabar.


 

6 – DISTINÇÕES RACIAIS


 

- O Judaísmo Messiânico frequentemente alega não fazer distinções raciais no corpo do Messias, mas isso nem sempre é verdade em todas as congregações. A noção de que "judeus e gentios" foram grupos de pessoas diferentes muitas vezes gera uma divisão. Termos como "judeu messiânico" e "gentio messiânico" são frequentes, enfatizando uma diferença nacional e étnica no povo de D'us. Infelizmente, o Judaísmo Messiânico permanece no mesmo erro de se recusar a ver o retorno dos efraimitas, as ovelhas perdidas da casa de Israel que estavam dispersas e misturadas entre as nações. O grau de distinção nas comunidades messiânicas varia muito. Em algumas, praticamente não há distinção. Em outras, ocorrem distinções dentro da congregação. Outras ainda chegam a recomendar que os gentios fiquem em suas "igrejas", deixando as sinagogas para os judeus.


 

- Embora o Cristianismo leve vantagem sobre o Judaísmo Messiânico ao não fazer diferenciação nas congregações, existe ainda muita discriminação e antissemitismo nas igrejas cristãs. Como o Cristianismo é muito diversificado, isto varia muito de igreja para igreja. Mas, no geral, vêem os judeus como um povo que, não crendo no Messias, se não se arrepender irá para o inferno. Esquecem-se de que a rejeição dos judeus é parte do plano de D'us para restaurar as nações. Esquecem-se de que D'us prometeu salvar a todo Israel. Normalmente, o Cristianismo realiza um verdadeiro holocausto espiritual tentando "converter" os judeus ao Cristianismo.


 

- O Judaísmo Nazareno crê que quando os membros do corpo se dão conta de que, sendo judeus, efraimitas, ou mesmo israelitas por opção, na realidade agora são parte da comunidade de Israel, a questão da raça perde importância. Somos todos o mesmo povo ao qual D'us sempre amou e do qual D'us sempre cuidou. Rav. Chamou (Paulo), nos originais semitas, diz que "não existe judeu ou arameu". A palavra "arameu" era frequentemente usada para se referir àqueles que haviam se dispersado na região da Assíria. Ou seja: as 10 tribos perdidas de Israel! Não importa a que tribo pertençamos, somos todos israelitas! Como semente de Avraham (Abraão), nossa nação (Israel) é uma nação de sacerdócio real. Portanto, o foco deixa de ser na lacuna entre dois grupos, e passa a ser na restauração do Reino de Israel, em sua plenitude, conforme prometido pelos profetas! O conceito de "dois corpos", ou "dois grupos", ou ainda um "Israel físico" e outro "espiritual", são divisões dos homens, doutrinas destrutivas, fruto da imaginação de grupos religiosos, e que não se encontra em lugar algum nas Escrituras. Tão certo quanto só há UM D'us, UMA Palavra, e UM Messias, só existe UM povo escolhido.


 

7 – A RESTAURAÇÃO DO REINO DE ISRAEL


 

- O Judaísmo Messiânico tem crenças variadas a este respeito. Alguns crêem que este evento já ocorreu, ou no tempo do rei Josias, ou no tempo em que Yehudá (Judá) retornou da Babilônia. Outros crêem que isto ocorreu com o retorno dos judeus a Israel em 1948. Outros ainda crêem que a restauração está ocorrendo gradativamente, e que culminará no reajuntamento das 10 tribos perdidas no advento do Messias.


 

- O Cristianismo, por normalmente minimizar a questão do que eles chamam de "Israel Físico", normalmente não dá muita importância à questão. Alguns grupos atualmente ainda olham para Israel como sendo o cronômetro para o fim dos tempos. Contudo, pouco é dito acerca do reajuntamento das tribos perdidas.


 

- O Judaísmo Nazareno crê que esta restauração esteja sendo gradativa, mas que ainda não tenha ocorrido devido a uma série de fatores. Primeiramente, os talmidim (discípulos) perguntaram a Yeshua quando isto ocorreria, portanto o evento não poderia ter sido o retorno de Yehudá (Judá) na época do rei Josias, ou da Babilônia. Da mesma forma, o Judaísmo Nazareno crê que o retorno de Yehudá (Judá) à terra prometida em 1948 é um passo nesta direção, assim como também é um passo nesta direção à restauração gradativa de Efraim. Contudo, o evento descrito em Ezequiel 37 é um reajuntamento e um retorno completo, de todas as tribos, e não um reajuntamento parcial somente de Yehudá (Judá). Além disto, a restauração será acompanhada da gravação das leis de D'us no coração, e do fim do pecado. Isto só ocorrerá quando o Messias retornar. Atualmente, Efraim ainda ama o paganismo, o culto ao deus-sol, e Yehudá (Judá) ainda está imerso em esoterismo. A plenitude ocorrerá quando o Messias regressar, quando a grande maioria em Yehudá (Judá) o aceitará como rei, para reinar sobre todo o Israel.


 

8 – TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO


 

8 – TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO

 
 

- O Judaísmo Messiânico rejeita a teologia da substituição com todas

As suas forças, e faz tudo o que pode para eliminar esta doutrina de

Demônios dos meios teológicos. Contudo, trágica e ironicamente, acaba

Incidentalmente a fomentando quando propaga a idéia errada de que

Existe um grupo chamado "Igreja" distinto de Israel.

 
 

- No Cristianismo, a teologia da substituição é extremamente comum.

Embora alguns grupos já estejam começando a abrir os olhos e rever

Esta crença, a grande maioria das igrejas ainda propaga esta doutrina

De que os cristãos são o "Israel Espiritual". Esta doutrina

Antissemita, demoníaca e sem base bíblica tem sido o principal motivo

Para a perseguição tanto física (cruzadas, inquisições, etc.) quanto

Espiritual (evangelismo agressivo, conversões, etc.) dos judeus. É com

Base nesta doutrina diabólica que chegam à conclusão de que a "Igreja"

Será arrebatada antes da tribulação (algo que não tem base bíblica

Alguma) e que Israel "se lascará sozinho" durante o reinado do

Antimessias.

 
 

- Como o Judaísmo Nazareno crê que Israel sempre foi e sempre será o

Mesmo, física e espiritualmente, e que os que seguem a Yeshua ou são

Efraimitas restaurados (grande maioria) ou pessoas que se tornaram

Israelitas por opção, deixa de fazer sentido a idéia de uma possível

Teologia da substituição. A idéia de que existam "duas noivas" ou

"dois corpos" é uma doutrina estranha propagada pelo inimigo para

Trazer divisão em Israel. Tal qual o Judaísmo Messiânico, o Judaísmo

Nazareno é radicalmente contra a diabólica teologia da substituição.

Porém, ao contrário do Judaísmo Messiânico, o Judaísmo Nazareno propõe

Uma solução teológica que não faz distinção de raças.


 


 

- O Judaísmo Messiânico rejeita a teologia da substituição com todas as suas forças, e faz tudo o que pode para eliminar esta doutrina de demônios dos meios teológicos. Contudo, trágica e ironicamente, acaba incidentalmente a fomentando quando propaga a idéia errada de que existe um grupo chamado "Igreja" distinto de Israel.


 

- No Cristianismo, a teologia da substituição é extremamente comum. Embora alguns grupos já estejam começando a abrir os olhos e rever esta crença, a grande maioria das igrejas ainda propaga esta doutrina de que os cristãos são o "Israel Espiritual". Esta doutrina antissemita, demoníaca e sem base bíblica tem sido o principal motivo para a perseguição tanto física (cruzadas, inquisições, etc.) quanto espiritual (evangelismo agressivo, conversões, etc.) dos judeus. É com base nesta doutrina diabólica que chegam à conclusão de que a "Igreja" será arrebatada antes da tribulação (algo que não tem base bíblica alguma) e que Israel "se lascará sozinho" durante o reinado do antimessias.


 

9 – SHABAT E MOEDIM


 

- O Judaísmo Messiânico procura observar o Shabat, Rosh Chodesh (Lua Nova) bem como os demais festivais bíblicos apontados pelo Eterno, e descritos na Torá. Porém, normalmente dizem que para os "gentios" esta celebração é vista como opcional.


 

- O Cristianismo, salvo raras exceções, normalmente não observa os festivais do Eterno. Ao invés disto, observa festas da tradição romana (Natal, Páscoa, domingo, etc.) que infelizmente possuem raízes no paganismo. Em alguns casos mais extremados, a celebração das festas do Eterno chega a ser vista como algo errado, fruto de quem "não está na graça".


 

- O Judaísmo Nazareno também procura observar o Shabat, Rosh Chodesh (Lua Nova) bem como os demais festivais bíblicos apontados pelo Eterno, e descritos na Torá, e enfatiza que todos aqueles que amam ao Eterno devem participar de tais celebrações.


 

10 – OBSERVÂNCIA DA TORÁ


 

- Neste ponto, também há divergências dentro do Judaísmo Messiânico. Alguns grupos crêem que a observância da Torá para os "gentios" é totalmente opcional, e que a insistência de que os "gentios" devam observar a Torá é legalismo. Normalmente estes grupos ignoram que a própria Torá proíbe termos "duas leis" distintas. Ou seja: proíbe a criação de classes no Reino. Estes grupos costumam manter a muralha que foi erguida em volta da Torá pelo Judaísmo tradicional, tornando-a um privilégio apenas para judeus ou, no máximo, para alguns "gentios" que têm um "chamado especial". Outros grupos já reconhecem que Atos 15 estabelece um mínimo para que o "gentio" aprenda a Torá gradualmente, e que a Torá é para todo o povo de D'us.


 

- O Cristianismo tradicional rejeita a Torá. Da Torá, mantêm apenas 12 mandamentos: os "9 mandamentos" (isto é, os 10 menos o Shabat), o de amar ao próximo como a si mesmo, o de amar a D'us sobre todas as coisas, e o do dízimo. Os demais mandamentos são descartados sem o menor critério. O Cristianismo tradicional confunde lei com legalismo, e acha que o problema está nas leis de D'us. Alguns grupos minimizam a observância da Torá, outros a descartam, outros ainda crêem que quem observa a Torá "caiu da graça".


 

- O Judaísmo Nazareno crê que existe somente uma Torá para o povo de D'us. Tanto judeus, quanto efraimitas restaurados (que representam a maioria dos que crêem), quanto israelitas por opção devem guardar a Torá. O Judaísmo Nazareno reconhece que Atos 15 recomenda que aos novos na fé, deve ser dado o leite, e que gradativamente os mesmos devem ser ensinados na Torá. Uma vez que se atinja a maturidade, é não somente um privilégio observar a Torá, como é mandamento divino. A Torá foi dada a todos os filhos de Israel e, através da dispersão de Efraim, foi oferecida em todas as nações. Agora, a Torá pode ser cumprida em seu pleno propósito através da fé em Yeshua HaMashiach. Todos os filhos de Israel devem lembrar que a Torá foi dada a nossos pais no Monte Sinai de forma eterna e irrevogável.

CRISTIANISMO, JUDAÍSMO MESSIÂNICO E JUDAÍSMO NAZARENO – PARTE II

Por Chamou Bentsion

(Baseado parcialmente em estudo do Rav. Moshe Koniuchowsky)


 

11 – PAULO


 

- O Judaísmo Messiânico rejeita a falsa premissa de que Rav. Sha'ul (Paulo) teria falado contra o cumprimento das mitsvot (mandamentos) da Torá. Alguns grupos crêem que Rav. Sha'ul (Paulo) falou apenas contra o "forçar um gentio" a cumprir a Torá, demonstrando a opcionalidade da mesma para os não judeus. Outros grupos crêem que Rav. Sha'ul (Paulo) falou contra o legalismo rabínico, e não contra a Torá, e que Rav. Sha'ul (Paulo) não era contra os "gentios cumprirem a Torá", muito pelo contrário. Ambos reconhecem que Rav. Sha'ul (Paulo) viveu uma vida reta, como um judeu zeloso e cumpridor da Torá, e que Rav. Sha'ul (Paulo) jamais falou contra a Torá, mas sim contra o mau uso da mesma.


 

- O Cristianismo vê na teologia paulina uma exaltação da graça acima da lei. O Cristianismo normalmente crê que não estamos mais na "dispensação da lei", mas sim na "dispensação da graça". Normalmente passagens do Tanach (Primeiro Testamento) que mostram que sempre estivemos na graça, e que a Torá é eterna costumam ser minimizadas. Curiosamente, o Cristianismo não vê problemas na sua interpretação de Rav. Sha'ul (Paulo) contradizer revelação anterior, pois há uma ênfase maior na revelação do "Novo" Testamento do que na do "Velho" Testamento.


 

- O Judaísmo Nazareno também rejeita a falsa premissa de que Rav. Sha'ul (Paulo) tenha falado contra a Torá. O Judaísmo Nazareno mantém que as "leis" condenadas pelas Escrituras como sendo um jugo pesado são, segundo a própria definição de Yeshua, leis rabínicas, e não leis da Torá. O Judaísmo Nazareno mantém então posição semelhante ao Judaísmo Messiânico de que o problema estava no legalismo rabínico, e não nas leis de D'us. O Judaísmo Nazareno mantém ainda que existem versículos suficientes em todas as Escrituras que demonstram que quem ama a D'us deve, por amor, guardar a Torá, à medida que vai aprendendo da mesma.


 

12 – TRADIÇÕES JUDAICAS


 

- O Judaísmo Messiânico enfatiza bastante a questão das tradições judaicas, e procura segui-las ao máximo. O Judaísmo Messiânico reconhece a grande importância das tradições na cultura e identidade dos judeus. Contudo, em alguns grupos, a cultura judaica é enfatizada acima da Torá. Em certos casos, mesmo quando a tradição de nossos pais, por decisões rabínicas, fere a Torá, as tradições são seguidas acima da Torá. Um exemplo disto é o uso dos fios puramente brancos nos tsitsiyot (as franjas do talit), quando a Torá determina que um dos fios seja azul. Frequentemente, a chamada "Torá Oral", que o próprio Judaísmo Messiânico reconhece não existir, é usada como desculpa para esta atitude.


 

- O Cristianismo mais tradicional não tem muito interesse, a não ser por talvez um pouco de curiosidade, nas tradições judaicas. O problema principal é quando o Cristianismo confunde a tradição judaica com a Torá. Uma coisa é a imposição de uma cultura, o que é errado à luz das Escrituras. Outra coisa é pregar a obediência aos preceitos bíblicos da Torá. Quem prega a Torá, que nada mais é do que Bíblia pura e simples, é frequentemente chamado de "judaizante".


 

- O Judaísmo Nazareno também reconhece o valor e a importância da cultura judaica, até mesmo no entendimento de certas passagens bíblicas. Contudo, o Judaísmo Nazareno enfatiza a observância da Torá acima de qualquer tradição. Se alguma tradição minimiza ou viola a Torá, então para o Judaísmo Nazareno prevalece a observância da Torá. O Judaísmo Nazareno também reconhece que ninguém é obrigado a cumprir as mitsvot (mandamentos) da Torá da "forma judaica", desde que os mandamentos sejam cumpridos. Valorizamos e procuramos por uma questão cultural sempre que possível manter a identidade judaica e a forma tradicional de cumprir as mitsvot (mandamentos), e ainda procuramos manter a cultura judaica mesmo quando não há mitsvá (mandamento) envolvido. Contudo reconhecemos que a única coisa que tem autoridade sobre nós em termos de prática são as mitsvot (leis) de D'us. A cultura é um elemento importante, mas opcional.


 

13 – AS DEZ TRIBOS


 

- O Judaísmo Messiânico possui visões bem variáveis a respeito deste assunto. A maioria normalmente crê que as dez tribos deixaram de existir como nação identificável e que os indivíduos que mantiveram sua identidade foram absorvidos por Yehudá (Judá). A maioria portanto crê que os judeus da atualidade são a nação visível, reunida e reconstituída de Israel, produto do reajuntamento de todas as 12 tribos. Estas 12 tribos da atualidade são conhecidos apenas como 'judeus', e portanto não haveria necessidade de um novo reajuntamento da Casa de Israel. Alguns grupos messiânicos contudo vêem o reajuntamento das 10 tribos de Israel como um evento futuro, que ocorrerá na segunda vinda do Messias.


 

- O Cristianismo tende a minimizar a questão, pois não há muito enfoque no "Israel físico". As promessas do "Israel físico" teriam passado para o "Israel espiritual". Dentre os que crêem que há promessas para o "Israel físico", a maioria também vê o retorno ao Estado de Israel como sendo o cumprimento desta profecia.


 

- O Judaísmo Nazareno crê que a nação de Israel ainda não foi totalmente restaurada. Ambas as casas encontram-se ainda em estado de cegueira espiritual, até a consumação dos tempos. Yehudá (Judá) continua fundamentalmente (e propositadamente) cego com relação ao Messias Yeshua, até que o tempo de Efraim possa se completar. Esta cegueira foi à forma que D'us encontrou para restaurar Efraim. Já Efraim continua, como dizem as Escrituras, amando o paganismo. Mesmo tendo sido salvos no Messias Yeshua, a grande maioria de Efraim ainda se encontra imersa no paganismo romano. O Judaísmo Nazareno crê que tanto a restauração de Yehudá (Judá) quanto à de Efraim está se dando aos poucos. A restauração de Yehudá (Judá) está se dando à medida que os judeus começam a reconhecer em Yeshua o Messias prometido. A restauração de Efraim (a chamada "plenitude dos gentios" – promessa dada a Efraim pelo patriarca Ya'akov/Jacó) está ocorrendo a partir do momento em que Yeshua tem feito as boas novas da restauração se propagarem pelas nações em busca das ovelhas perdidas da Casa de Israel. O Judaísmo Nazareno não crê que as 10 tribos estejam totalmente perdidas, mas apenas "escondidas" entre as nações, mas sendo restauradas no Messias.


 

14 – O TABERNÁCULO DE DAVID


 

- O Judaísmo Messiânico crê que o Tabernáculo de David se refere apenas à Casa de Yehudá (Judá), isto é, ao povo judeu. Portanto para trazer a reconciliação bíblica nestes últimos dias, deve ser feito um esforço para reconciliar os judeus com a "Igreja", trazendo a "Igreja" de volta às suas "raízes judaicas". O Judaísmo Messiânico é muito ativo na restauração destes dois "corpos" de D'us, praticamente admitindo ou que a teologia da substituição está correta, ou que existam "duas noivas" do Messias.


 

- O Cristianismo crê que a restauração do Tabernáculo de David se deu com a "restauração da fé" através da criação da "Igreja", que seria o "Israel Espiritual". O cumprimento profético da restauração do Tabernáculo de David seria apenas no âmbito espiritual. Para dar sentido à sua teologia, é muito comum no Cristianismo a "espiritualização" de muitas promessas que se refiram a Israel.


 

- O Judaísmo Nazareno crê que histórica e biblicamente o Tabernáculo de David sempre foi definido como sendo Israel, e que portanto uma restauração do Tabernáculo de David seria uma restauração do povo de Israel tal qual ele era no tempo durante o qual David reinou e, consequentemente, estabeleceu o seu Tabernáculo. Naqueles tempos, o povo de Israel era um. Quando houve a separação do Reino do Norte (Israel/Efraim) e do Sul (Yehudá), D'us prometeu que o povo um dia seria restaurado. O Judaísmo Nazareno é muito ativo no sentido de promover a restauração, através do Messias Yeshua, deste relacionamento atualmente ferido entre as duas Casas de Israel, que culminará profeticamente na restauração do Reino de Israel. O Judaísmo Nazareno crê que a restauração na irmandade de Israel é bíblica e crê que o conceito cristão de que exista uma "Igreja" distinta de Israel, ou conhecida como "Israel Espiritual", como sendo demoníaco, anti-bíblico e fictício. O Judaísmo Nazareno também rejeita a noção de que os judeus teriam status especial no Reino de Israel restaurado, pois não há base bíblica para distinção entre israelitas.


 

15 – CONVERSÕES AO JUDAÍSMO


 

- O Judaísmo Messiânico crê que a única forma de uma pessoa se tornar parte de Israel é através de uma conversão ao Judaísmo. O pior disto tudo é que muitos grupos sequer possuem "ritual de conversão", forçando os que desejam se juntar a Israel a se submeterem a uma conversão tradicional (ortodoxa ou reformista). Alguns grupos aceitam "conversões messiânicas", outros somente "conversões tradicionais", outros ainda apenas "conversões ortodoxas". Infelizmente, esta crença e prática estão arraigadas na falsa premissa de que apenas o povo judeu é Israel, e que consequentemente não há israelita que não seja judeu. Esta crença e prática também, além de frontalmente contrária às Escrituras, é arrogante e exclusivista, e só faz fomentar a criação de classes no Reino.


 

- Se o Cristianismo por um lado possui a vantagem de não fazer distinção de classes, por outro exige um tipo de conversão que fatalmente significa para o judeu ter que abandonar totalmente suas tradições e também trocar a Torá por uma fé antinomiana. Chega-se muitas vezes a dizer que a pessoa deixou de ser judeu para se tornar cristão. A prática da violação da Torá muitas vezes é até incentivada para que o judeu prove que "se converteu de coração". Tal prática conversora é um verdadeiro holocausto espiritual.


 

- O Judaísmo Nazareno entende que algumas pessoas optem por fazer o processo de conversão, desde que não neguem a Yeshua, apenas para que sejam reconhecidos pela comunidade judaica tradicional, ou para que tenham direito a fazer aliá (irem morar em Israel). Contudo, o Judaísmo Nazareno rejeita completamente a noção de que uma conversão é necessária para que a pessoa se torne parte de Israel. O Judaísmo Nazareno reconhece que aqueles que se aproximam de Yeshua são, em sua maioria, efraimitas que estão tendo suas raízes restauradas, ou, embora em menor escala, pessoas que desejam se unir a Israel. As Escrituras não dão base para nenhum ritual de conversão para adoção como parte de Israel, além da conversão ao D'us de Israel. A idéia de conversão não só é uma invenção humana arrogante, discriminatória e que diminui a importância da graça de D'us, como ainda, na melhor das hipóteses, representa uma "mudança de lado" dentro de uma mesma família. Ou seja, não faz o menor sentido espiritualmente falando, nem torna a pessoa mais ou menos israelita aos olhos de D'us.


 

16 - KASHRUT


 

- O Judaísmo Messiânico de um modo geral costuma seguir a kashrut (leis alimentares) puramente bíblica, tal qual o evitar porco e camarão. Alguns segmentos, embora minoritários, seguem a halachá rabínica e separam carne do leite. Este segmento contudo é minoria no Judaísmo Messiânico.


 

- O Cristianismo tradicional crê que Yeshua anulou as leis da kashrut, e que portanto D'us não se importaria com a nossa alimentação.


 

- O Judaísmo Nazareno também costuma seguir a kashrut (leis alimentares) puramente bíblica. Alguns grupos optam por seguir a halachá rabínica de separação de carne e leite apenas por uma questão de convivência com a comunidade judaica local. Porém o Judaísmo Nazareno tem como bem claro que a única coisa que tem verdadeira autoridade no assunto são as mitsvot (mandamentos) de D'us.

CRISTIANISMO, JUDAÍSMO MESSIÂNICO E JUDAÍSMO NAZARENO – PARTE III

Por Sha'ul Bentsion

(Baseado parcialmente em estudo do Rav. Moshe Koniuchowsky)


 

17 – CIRCUNCISÃO (B'RIT MILÁ)


 

- O Judaísmo Messiânico não é unânime nesta questão. Alguns grupos defendem que os "gentios" não precisam se circuncidar, e que este seria o exemplo de mais uma mitsvá (mandamento) que só seria relevante para os judeus. Outros grupos defendem que apenas os "gentios que se convertem ao judaísmo" (vide tópico sobre conversão) devem se circuncidar. Outros grupos ainda defendem que a circuncisão, como toda mitsvá (mandamento) do Eterno, é para todos. O que esses grupos têm em comum, diferente do Cristianismo tradicional, é que reconhecem que um "gentio" pode se circuncidar, coisa que para o Cristianismo tradicional muitas vezes é vista como sendo "cair da graça". A questão daqueles que foram circuncidados por questões de saúde também varia muito. Alguns grupos defendem o ritual de "Hatafat Dam", que passa pela extração de uma gota de sangue do pênis para poder tornar a circuncisão "kasher", isto é, própria segundo as leis rabínicas. Outros grupos dizem que isto não é necessário, e que basta a pessoa passar a aceitar sua própria circuncisão.


 

- O Cristianismo tradicional não reconhece a circuncisão apesar de Gênesis 17 deixar claro que todos os que são da casa de Avraham, naturais ou "comprados", deveriam ser circuncidados. Existem dois motivos para isto: o primeiro seria relacionado à doutrina de que as leis de D'us teriam sido abolidas. O segundo está no fato de não compreenderem a questão de Rav. Sha'ul (Paulo) ter sido contra a circuncisão por legalismo, que muitas vezes nem mesmo era uma "circuncisão", mas sim o ritual de "Hatafat Dam" para serem aceitos no Judaísmo Rabínico. Por perder a identidade semita de sua fé, o Cristianismo acabou caindo numa não-compreensão desta questão.


 

- O Judaísmo Nazareno não só vê a circuncisão como sendo uma mitsvá (mandamento) pertinente a todos, como também reconhece nela uma grande importância no processo de restauração da identidade dos efraimitas. O Judaísmo Nazareno concorda com o Judaísmo Messiânico e com o Cristianismo que a circuncisão não é questão de salvação. Porém, assim como a passagem pelo mikveh (batismo), é uma questão de demonstração de obediência. Os pais tementes ao Eterno têm a responsabilidade de circuncidar seus filhos homens ao oitavo dia do nascimento. No caso de um adulto, de acordo com a ordem dos fatores estabelecida em Atos 15, deve se circuncidar tão logo adquira certa independência em sua compreensão da Torá. Aos que já são circuncidados por questões de saúde, rejeita-se a noção de que seria necessário o ato de "Hatafat Dam" (extração de sangue), que para o Judaísmo Nazareno é uma lei rabínica sem base bíblica.


 

18 – HALACHÁ


 

- A halachá consiste em decisões rabínicas acerca do cumprimento de uma mitsvá (mandamento). Por exemplo: a Torá fala que "é proibido trabalhar no Shabat". A halachá diria o que significa "trabalhar no Shabat", e assim por diante. O Judaísmo Messiânico respeita e muitas vezes aceita a halachá rabínica, muitas vezes com status de mitsvá (mandamento). A obediência à halachá tradicional muitas vezes varia de congregação para congregação, e também de acordo com a conveniência da mesma. Como o Judaísmo Messiânico luta para ser reconhecido como a quarta grande ramificação do Judaísmo (depois do Ortodoxo, Conservador e Reformista), isto pode culminar no aceitar grande parte da halachá rabínica tradicional, com grande parte de suas leis rabínicas.


 

- Se o Cristianismo rejeita quase todas as mitsvot (mandamentos) da Torá, obviamente rejeita a halachá rabínica. Contudo, muitas vezes inconscientemente, acaba adotando um preceito semelhante no que diz respeito às tradições romanas. Muitas tradições estabelecidas por Roma hoje são dogmáticas para as igrejas cristãs, em maior ou menor grau de acordo com cada igreja. O preceito é muito semelhante, embora em não tão grande escala, ao da halachá rabínica.


 

- O Judaísmo Nazareno vê a questão da halachá como sendo diferente. O Judaísmo Nazareno crê que Yeshua deu a seus seguidores a autoridade para fazerem halachá (vide Mt. 18:18). Porém, crê também na proibição explícita que existe na Torá para com adições à mesma. O Judaísmo Nazareno portanto crê que a halachá seja como jurisprudência e não lei. Ou seja: o objetivo é auxiliar e orientar aos que temem ao Eterno sobre como viverem na constituição que D'us nos deu, que é a Torá. Contudo, o Judaísmo Nazareno rejeita a noção de que uma "violação à halachá" seja pecado, ou seja igual à violação à Torá, pois a halachá não tem status de lei. A halachá deve ser um benefício, um auxílio para o povo, e não um jugo, como muitas vezes o é a halachá rabínica. O Judaísmo Nazareno reconhece que muitas vezes a halachá rabínica acerta, mas em muitas outras perde o espírito da coisa, erra, e se torna um fardo. Portanto crê que os nazarenos devem ter sua própria halachá. A halachá rabínica possui instruções valiosas, mas deve ser revista aos olhos dos ensinamentos de Yeshua, e da própria Torá (pois frequentemente a halachá rabínica viola a Torá escrita). Em suma, a halachá nazarena seria uma soma de decisões próprias com revisões das decisões rabínicas, porém todas elas colocadas em seu devido lugar, como apoio para a Torá, e não em substituição ou mesmo nível da mesma.


 

19 – TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO REVERSA


 

- O fenômeno da "teologia da substituição reversa" é extremamente comum no Judaísmo Messiânico. Chega a ser irônico, pois o Judaísmo Messiânico é dos mais ferrenhos opositores da teologia da substituição. Mas o que vem a ser este fenômeno? A teologia da substituição diz um corpo chamado "Igreja" substituiu Israel. Essa noção é rejeitada pelos messiânicos no que diz respeito à casa de Yehudá (Judá). Contudo, ao se recusarem a ver a questão da casa de Efraim, os messiânicos condenam os efraimitas a não terem como restaurar suas origens (a não se que passem por "conversão ao Judaísmo"), forçando-os a serem apenas parte do corpo chamado "Igreja", e não de Israel. Ou seja, é como se a "Igreja" tivesse engolido e substituído a Efraim, mas a não a Yehudá (Judá). Isto é o fenômeno da teologia da substituição reversa. A casa de Efraim, isto é, as 10 tribos, é tão semita e tão parte de Israel quanto Yehudá. E, no entanto, através deste ato de não-reconhecimento do processo de restauração de Efraim, o Judaísmo Messiânico tragicamente pratica contra eles o anti-semitismo (isto é: rejeita a origem semita de Efraim) através desta teologia da substituição reversa.


 

- Para o Cristianismo tradicional, esta não é uma questão relevante, pois costuma pregar a teologia da substituição para todo o Israel, quer Yehudá (Judá) quer Efraim. Os chamados "israelitas remanescentes" ou até mesmo os "reenxertados" agora fariam parte da "Igreja", que seria o "Israel Espiritual". É um modelo exatamente reverso do que descreve Rav. Sha'ul (Paulo) em Romanos 11.


 

- O Judaísmo Nazareno é radicalmente contra qualquer tipo de teologia da substituição, incluindo nisto a sutil "Teologia da Substituição Reversa". Ao proclamar que as duas Casas de Israel estão sendo gradativamente restauradas no Messias Yeshua, nenhuma Casa é ignorada, rejeitada, substituída, vista como inferior ou como superior, nem tampouco é uma das casas, ou ambas, substituídas por uma instituição fictícia e inventada pelo homem chamada de "a Igreja". A "Igreja" na concepção cristã não existe. A única "Igreja" que foi fundada pelo Eterno foi fundada no Sinai, e é chamada de Israel. Não existe nos planos do Eterno, conforme fica bem claro ao longo das Escrituras, principalmente dos Escritos dos Nevi'im (Profetas), qualquer outra instituição aos olhos do Eterno que não seja Israel. Aqueles que amam e seguem ao Eterno são parte de Israel, quer por serem naturais de Yehudá (Judá), Efraim, ou por serem israelitas por opção. Estas pessoas foram um só povo, sem barreiras e sem divisões, e são unidos espiritualmente através dos laços de amor de Yeshua HaMashiach, em uma única entidade chamada de "Assembléia do Messias", ou "Corpo do Messias", que sempre foi e sempre será Israel. O Judaísmo Nazareno vê com grande preocupação o crescimento da "Teologia da Substituição Reversa" no meio messiânico.


 

20 – ORDENAÇÃO


 

- No Judaísmo Messiânico, não há um critério unânime para a ordenação. O que acaba ocorrendo é que, em muitas congregações, aqueles que foram ordenados no Cristianismo e migraram para o Movimento Messiânico mantêm suas ordenações como pastores. Contudo, só são reconhecidos como rabinos pelo Movimento Messiânico tradicional aqueles que são de origem judaica. Alguns grupos messiânicos só ordenam rabinos que sejam devidamente instruídos em Yeshivot (escolas de rabinos), outros grupos ordenam 'rabinos' a qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento, outros grupos ainda usam o título 'rabino' como sendo sinônimo de pastor ou líder.


 

- No Cristianismo tradicional, só são ordenados pastores aqueles que possuem instrução de alguma instituição. Não são vistos com bons olhos os "pastores" de algumas igrejas mais modernas que são ordenados mesmo sem terem instrução alguma. Existe, com relação ao Judaísmo Messiânico, o ponto positivo de que a ordenação não depende da origem étnica da pessoa.


 

- No Judaísmo Nazareno, primeiramente não existe o reconhecimento da ordenação de outras religiões. Para que alguém seja ordenado no meio nazareno, deve ser instruído na fé nazarena. O Judaísmo Nazareno também reconhece, na falta de rabinos plenamente formados, um ancião da congregação, que esteja bem fundamentado na fé nazarena, pode liderar a congregação, porém se esta liderança for em caráter mais definitivo, deve estudar para obter formação plena. O Judaísmo Nazareno é firme na posição de que para uma pessoa se sagrar rabino deve possuir um bom nível de instrução. Porém, o Judaísmo Nazareno reconhece que qualquer pessoa que partilhe da fé nazarena pode se tornar um rabino, quer judeu, quer efraimita, quer israelita por opção. Não há base bíblica para a "distinção de berço" para a figura de um rabino.


 

21 – MEMBRESIA


 

- Embora isto não seja fato para todas as congregações messiânicas, a MJAA (Messianic Jewish Alliance of America) só reconhece membresia total, com direito ao privilégio de voto, a quem seja judeu. Aos "gentios" é oferecido apenas o status de "associado". Os associados da MJAA podem dar dízimo, ofertas, etc. mas não têm direito à membresia completa. A MJAA não considera esta posição como racista, mas sim como uma proteção da identidade judaica do movimento. Já a UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations), a segunda organização mais importante do movimento messiânico, pensa diferente e dá direito de membresia total a qualquer pessoa que ame ao Eterno.


 

- Neste ponto, novamente o Cristianismo está em vantagem com relação ao Judaísmo Messiânico. Nenhum membro é obrigado a dar certidão de nascimento, sobrenome ou provar linhagem para possuir status de membro em uma organização cristã.


 

- A UNJS (Union of Nazarene Jewish Synagogues) também oferece membresia a qualquer pessoa que ame e siga ao D'us de Israel. A UNJS não vê com bons olhos o sistema de "associação para membros não-judeus" da MJAA, pois cria uma divisão no Corpo do Messias (Israel). A UNJS mantém que se uma pessoa é aceita por D'us como parte do Corpo do Messias (Israel), quer judeu, quer efraimita, quer israelita por opção, então essa pessoa também tem direito a pertencer a qualquer organização que alegue representar ao D'us de Israel.


 

22 – A DIVINDADE DE YESHUA


 

- Quando foi estabelecido, o Judaísmo Messiânico (o movimento moderno) era composto unicamente por homens que defendiam com unhas e dentes a divindade do Messias Yeshua. Isto é: o fato de que Yeshua é a manifestação física do Eterno. Contudo, a exemplo do que aconteceu historicamente com o Cristianismo, hoje em dia existem grupos que apostataram e o consideram como um ser divino porém separado do Eterno. Porém, ao contrário do que aconteceu com o Cristianismo, muitos destes grupos têm permanecido dentro do movimento messiânico, pondo em risco a sã doutrina do movimento. Deve haver uma ação em cima deste problema o mais rápido possível. Para citar um dos grandes líderes do movimento "esta [heresia] está destruindo o movimento."


 

- O Cristianismo neste ponto acerta ao considerar apóstatas os grupos que negam a divindade do Messias. A divindade do Messias também é uma doutrina fundamental do Cristianismo.


 

- O Judaísmo Nazareno tem como pilar fundamental de fé o fato de que o Messias é uma manifestação do Eterno, e não um "deus à parte". Para fazer parte da UNJS, toda congregação deve professar essa verdade de fé sobre a divindade do Messias. Vários líderes e congregações tiveram seus pedidos de filiação rejeitados por não partilharem desta doutrina que consideramos fundamental no Judaísmo Nazareno.


 

23 – OS ESCRITOS DOS NAZARENOS


 

- O Judaísmo Messiânico também não possui uma posição bem definida quanto à origem dos manuscritos dos Escritos dos Nazarenos (isto é, o "Novo" Testamento). Alguns grupos crêem que os originais foram escritos em línguas semitas, isto é, em hebraico e/ou em aramaico, e consideram que isto é importante para entendermos a verdade das Escrituras. Outros grupos partilham desta crença, mas adotam os manuscritos gregos como sendo os mais próximos dos originais. Outros ainda, embora em menor número, crêem que o "Novo" Testamento foi escrito essencialmente em grego.


 

- O Cristianismo tradicional, embora alguns grupos mais modernos discordem, crê que o "Novo" Testamento foi escrito fundamentalmente em grego. Alguns grupos crêem que houve uma tradição oral em aramaico antes dos escritos se consolidarem em grego, mas a grande maioria mantém que a autoria foi em grego.


 

- O Judaísmo Nazareno considera histórica, linguística e culturalmente impossível que o "Novo" Testamento tenha sido escrito em grego, visto que os escritores eram de origem semita. A crença na primazia hebraica e aramaica é vista como sendo fundamental para o esclarecimento de alguns pontos importantes da fé. Existem variações na opinião sobre quais sejam os manuscritos mais próximos dos originais, mas existe uma unanimidade na aceitação de que os originais tenham sido semitas.

Natércia,

Shalom!

Não precisa me chamar de 'senhor', pois não estou acima de você. Só há um acima de nós: o Sagrado, Bendito seja Ele. Somos todos iguais.

 
 

Com relação à diferença entre cristãos ou nazarenos, existem duas hipóteses: ou você está minimizando diferenças que nós consideramos vitais, ou então realmente suas crenças estão muito próximas das nossas.

 
 

Primeiramente, devo dizer que jamais afirmei que "um cristão não pode ser do mesmo corpo que eu". Por favor não ponha palavras na minha boca. Cremos que muitos cristãos genuinamente buscam e procuram servir ao D'us de Israel, e têm a salvação. Muitos dentre estes são inclusive efraimitas. Porém, cremos que o povo vêm sendo enganado desde a fundação de Roma, através de teologias anti-semitas, anti-nomianas (contra a Lei de D'us), e até mesmo pagãs. A culpa é do povo, que busca sinceramente adorar a D'us? É claro que não! Para com eles D'us agirá com misericórdia. Mas a mão de D'us pesará contra quem introduziu essas doutrinas estranhas no povo dEle, e também contra aqueles (pastores, seminaristas, teólogos, etc.) que descobrem essa teia de enganos e nada fazem a respeito. O povo será salvo pela misericórdia de D'us, pois dizem as Escrituras: "Todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo". Isso inclui judeus zelosos, e cristãos.

 
 

Isto posto, vamos às diferenças teológicas. Não vou aqui fazer apologia a elas, apenas citar algumas delas. Caso contrário o e-mail ficaria enorme. Você pode ver que argumentos temos para defender nossos pontos através dos artigos do grupo. Pequeno detalhe: estou tomando como base o Cristianismo tradicional. Existem, como você mesma afirmou, muitas vertentes do Cristianismo. Algumas mais próximas, outras mais distantes de nós. Espero que não se ofenda com o que vou te dizer. Procurarei ser o mais objetivo possível. Vamos lá:

 
 

1 - Natureza de D'us

Cristãos: Normalmente crêem que D'us é trino.

Nazarenos: Crêem que D'us é um, e que a trindade é um modelo politeísta.

 
 

2 - Lei e Graça

Cristãos: Encaram ambos como opostos e crêem que antes imperava a Lei, e agora estamos na Graça. A Lei de D'us é vista como um jugo.

Nazarenos: Crêem que Lei e Graça não são opostos, mas complementares. Crêem que D'us sempre se relacionou com os homens pela Graça, e que a Lei de D'us é Eterna. A Lei de D'us é vista como leve, agradável e um privilégio para nós.

 
 

3 - Paulo

Cristãos: Paulo falou contra a necessidade de observar a Lei de D'us, e alertou aos que querem observá-la para não cairem da graça

Nazarenos: Paulo falou contra a necessidade de observar as leis rabínicas, e alertou aos que dependem do legalismo rabínico para não cairem da graça. Paulo não falou contra a observância da Lei de D'us, mas sim a favor dela.

 
 

4 - A Nova Aliança

Cristãos: Crêem que estamos vivendo a Nova Aliança e que portanto a "lei passou"

Nazarenos: Crêem que Yeshua comprou a Nova Aliança, mas que a mesma ainda não está em vigência. Vivemos a promessa da Nova Aliança, não a aliança em si. A aliança é comparável na Bíblia a um casamento. Estamos no noivado, e não nas bodas.

 
 

5 - O Corpo do Messias

Cristãos: Crêem que o Corpo do Messias é a Igreja Cristã. Essa Igreja seria composta majoritariamente de crentes não-judeus, e de alguns judeus crentes em Yeshua.

Nazarenos: Crêem que o Corpo do Messias sempre foi Israel, e é composto majoritariamente por judeus e efraimitas. A maioria daqueles que verdadeiramente têm fé em Yeshua seriam efraimitas, descendentes das 10 tribos, restaurados conforme a promessa de D'us. Alguns outros seriam genuinamente gentios que se uniriam a Israel.

 
 

6 - Israel

Cristãos: Crêem que existe um Israel físico (judeus) e um Israel espiritual (cristãos)

Nazarenos: Crêem que só existe um Israel, contendo naturais (judeus e efraimitas) e agregados

 
 

7 - Salvação

Cristãos: Crêem que só os cristãos (isto é, quem crê em Cristo) serão salvos. Judeus tradicionais quando morrem vão pro inferno.

Nazarenos: Crêem que tanto cristãos quanto judeus tradicionais possuem erros doutrinários. Porém, crêem que todo aquele que amar YHWH e invocar o seu nome será salvo. Isso inclui nazarenos, messiânicos, cristãos e judeus tradicionais que possuam fé genuina em D'us.

 
 

8 - Mandamentos

Cristãos: Crêem que a maioria dos mandamentos foi abolida, restando apenas 12: os 9 mandamentos (isto é, os 10 menos o Shabat), o amar ao próximo e a D'us, e o mandamento dos dízimos.

Nazarenos: Crêem que todos os mandamentos são eternos, e devemos observá-los o máximo que podemos. Alguns mandamentos não conseguimos cumprir (por não haver Templo), mas temos uma responsabilidade de fazermos o nosso melhor para cumprirmos os que conseguimos.

 
 

9 - A Bíblia

Cristãos: Crêem que existe um Novo e um Velho Testamento. O Novo seria a autoridade final para nossas vidas. O Velho é menos enfatizado.

Nazarenos: Crêem que não existe Novo ou Velho Testamento, mas sim UMA Bíblia, igualmente inspirada. Crêem ainda que a revelação cronologicamente anterior serve de base para entendermos a posterior, e não o contrário.

 
 

10 - Ótica Interpretativa

Cristãos: Interpretam as Escrituras normalmente a partir de uma ótica do pensamento greco-romano

Nazarenos: Interpretam as Escrituras através da ótica judaica, pois os escritores foram, em sua grande maioria, judeus.

 
 

11 - Originais do NT

Cristãos: Crêem que o NT foi escrito original e fundamentalmente em grego (embora alguns creiam que partes possam ter sido escritas no aramaico)

Nazarenos: Crêem que o NT foi escrito nas línguas semitas: hebraico e aramaico. Em algumas passagens do NT, isto pode representar algumas diferenças importantes

 
 

12 - Salvação pela Fé

Cristãos: Normalmente enxergam a fé como sendo distinta das obras. A fé fica mais intelectualizada, e as obras seriam consequência da fé. Crêem que a salvação é só pela fé, e não por obras.

Nazarenos: Concordam que a salvação é pela fé e não por obras. Porém, a fé no contexto judaico envolve confiança e atitude. Sem a atitude, a fé não existe (é morta).

 
 

13 - Costumes Romanos

Cristãos: O Cristianismo de um modo geral herdou uma série de costumes de Roma. Exemplos: Natal, páscoa, culto aos domingos, etc. Embora seja historicamente sabido que muitos destes costumes têm raízes no paganismo, os cristãos crêem que é mais importante o sentido atual.

Nazarenos: Crêem que o uso de costumes de origem pagã no serviço é abominação aos olhos do Eterno, e procuram se abster dessas práticas.

 
 

14 - Arrebatamento

Cristãos: Crêem que a Igreja Cristã será arrebatada no fim dos tempos. A maioria dos cristãos da atualidade crê no pré-tribulacionismo, onde a Igreja Cristã é arrebatada, Israel que se lasque na tribulação, e depois Yeshua retorna em definitivo para salvar os judeus que ainda sobraram e que se converteram ao Cristianismo.

Nazarenos: Crêem que o arrebatamento será após a tribulação, e que nada mais é do que o reajuntamento das tribos de Israel.

 
 

Bom, essas são algumas das diferenças entre nazarenos e cristãos. Não sei se lembrei de todas neste momento, mas acho que já deu pra você ter uma idéia.