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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Yeshayahu (Is) 53 - ישעיהו

Yeshayahu (Is) 53 - ישעיהו 

www.haazinu.com.br


A interpretação rabínica moderna dos dias de hoje fala que Isaías 53 refere se a Israel, mas isto não é o que os Rabinos antigos pensavam, pois os mesmos interpretavam Isaias 53 como sendo o Messias.

O Rabino Moses Alschech (1508-1600) diz:
Nossos sábios Rabinos com uma só voz aceitam e afirmam em comum opinião que o profeta discursa sobre o Messias, e nós devemos aderir ao mesmo ponto de vista.

Abravanel (1437-1508) disse:
Esta é também a opinião de nossos próprios homens instruídos na maioria de seus "Midrashim." (discursos rabínicos)

Rabino Yafet Ben Ali (segunda metade do 10o século):
Quanto a mim, eu vou considerá-lo como aludindo ao Messias.

Abraham Farissol (1451 - 1526) diz:
Neste capítulo parece haver umas semelhanças e umas alusões consideráveis ao ministério do Messias "cristão" e aos eventos que são aplicados para ter acontecido com ele, de modo que nenhuma outra profecia deva ser encontrada o aplica tão bem e o assunto de que pode assim imediatamente lhe ser conferido. "

Targum Yonathan (4o século) dá a introdução em Isa. 52:13:
"Eis, meu servo o Messias…"

Gersonides (1288-1344) em Deut. 18:18:
"De fato o Messias é tal profeta, pois se indica no Midrash no verso, "Eis, meu Servo…" (Isa. 52:13)."

Midrash Tanchuma:
"Foi exaltado acima de Abraham, exaltado acima de Moshe, e ainda mais exaltado do que os Arcanjos" (Isa.52: 13).

Yalkut Schimeon (atribuído ao Rabbi Simeon Kara, ao 12o século) diz:
"Em Zacarias.4:7:(O rei Messias) é maior que os patriarcas, porque é dito, "Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado, e mui sublime.
(Isa. 52:13)."

Maimônides (1135-12O4) escreveu ao Rabbi Jacob Alfajumi:
"Do mesmo modo esta em Isaías que (Messias) apareceria sem reconhecer um pai ou uma mãe": Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca;... (Isa.53: 2). "

Tanchuma:

O Rabino Nachman diz:
A Palavra HOMEM na passagem, um homem que seja cabeça da casa de seu pai.

(Num.1, 4), alude ao Messias, o filho de David, porque está escrito, "Eis o homem cujo nome é Tzemach (renovo)". Onde no Targun Yonathan interpreta, "Eis o homem o Messias" (Zacarias. 6:12); e assim é dito: homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum (Isa.53: 3)."

Talmud Sanhedrin (98b):
"Messias… qual é seu nome? Os Rabinos dizem, "leproso"; aquele da casa de estudo. (Rabino Yehuda Hanassi, o autor do Mishná, 135-200): seus alunos disseram o nome do Messias é "Cholaja" (o enfermo), porque diz; "certamente carregou nossas enfermidades..." (Isa.53,4). "

Pesiqta Rabbati (ca.845) sobre Isa. 61,10:
Os "mundo dos Patriarcas", um dia no mês de Nisan, levantaram e dirão (ao Messias): 'Efraim, nosso Justo Ungido, embora nós sejamos seus avós, contudo você é maior do que nós, porque você carregou os pecados de nossos filhos, porque diz: 'Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido' 'Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados'
(Isa.53, 4-5).

Rabino Shmeon Ben Yochai (2° Século), Zohar. parte II página 212a e III página 218a, Amsterdã Ed.):
Há no jardim de Éden um palácio chamado: 'O palácio dos filhos da enfermidade, este é palácio que o Messias entra, e chama sobre si cada doença, cada dor, e cada castigo de Israel: então todos vêm e caem sobre Ele.

E assim tirou o peso de Israel, e os levou sobre si mesmo. Não havia nenhum homem capaz de carregar a punição de Israel por causa da transgressão da lei; este é aquele do que é escrito, Verdadeiramente ele tomou sobre si (Isa.53, 4). - Enquanto lhe dizem (o Messias) da miséria de Israel em seu cativeiro, e daqueles infiéis entre eles que não atenderam em conhecer seu Senhor, Ele (o Senhor deles o Messias) levanta sua voz e chora para pelas iniqüidades e infidelidades deles; e assim escreve-se, "ele foi ferido por causa de nossas transgressões" (Isa.53,5). Midrash (em Ruth 2.14): É discurso do rei Messias – 'venha em direção', isto é próximo ao trono; "coma do pão", isto é o pão do Reino. 'Isto alude a (pão da) aflição, enquanto é dito, "mas foi ferido por causa de nossas transgressões, afligido por causa nossos iniqüidades" (Isa.53,5).

Disse o Rabino Elias de Vidas (Século 16):
"O significado de 'foi ferido por causa de nossas transgressões, afligido por causa de nossas iniqüidades' é, desde que o Messias carrega nossas iniqüidades que produzem suas aflições, conseqüentemente aqueles que não admitem que o Messias sofra por nossas iniqüidades, então devem eles mesmos sofrer pelas deles."

Siphre:

O Rabino Jose Galileu disse: vem aprender os méritos do Rei Messias e a recompensa do justo - Considere quantas mortes levou sobre si, de sua própria geração, e sobre daquelas que os seguiram, até o fim de todas as gerações. Qual atributo é maior, o atributo da bondade, ou o atributo da vingança? '- Respondeu, 'o atributo da bondade é maior, e o atributo da vingança é menor. ' - ' quanto mais então, o Rei Messias, que resiste as aflições e as dores por causa de nossas transgressões (pois se escreve, 'foi ferido...), justificam todas as gerações.
Este é o significado da palavra, mas o Adonay fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. (Isa.53:6). "

O Rabino Eleazer Kalir (Século 9) escreveu a seguinte oração de Musaf (do sidur): "Nosso Messias o justo partiu de nós. O Horror apreendeu-nos e nós não temos ninguém para justificar-nos. Carregou nossas transgressões e culpa de nossas iniqüidades, e foi ferido por causa de nossas transgressões. Suportou nossos pecados em cima de seus ombros para que nós possamos encontrar o perdão para nossas iniqüidades. Nós seremos curados por suas feridas, quando o ETERNO o recriar em uma nova criatura. E trazê-lo ao círculo da terra, levantá-lo de Seir, para que nós possamos o ouvir pela segunda vez."

Musaf
- sãos as orações de acréscimos no sidur, o livro de orações e louvores judaicos usados nas sinagogas.

Seir - se refere ao lugar onde Esaú foi. Esaú (que é chamado também de Edom) na literatura Talmúdica alude ao cristianismo.

Rabino Moshé, "o Pregador" (século 11) escreveu em seu comentário sobre Genesis (página 660):

No principio D-us fez uma aliança com o Messias e disse ao Messias: 'meu Messias o Justo, aqueles que confiarem em você, seus pecados, trarão sobre você um fardo muito pesado pra você suportar, e Ele (o messias ) respondeu: 'eu aceito contente todas estas agonias em ordem que nenhum só de Israel seja perdido. 'Imediatamente, o Messias aceitou todas as agonias com amor, como se escreve: 'foi oprimido e aflito'.

Pesiqta (sobre Isa.61:10):
Grandes opressões foram colocadas em cima de você, como diz: Pela opressão e pelo juízo foi levado e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? (Isa.53: 8), como ele dizem: mas Adonay fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.'(Isa.53: 6). "

Hinei Tzemach Shmô
Eis que se chamará Renovo
Zechariah 6:11-12

Rabi. Joshua ben Levi diz : o nome do Mashiach é Tzemach…
Talmud Brachot Cap. 2 Halachá 4
No Midrash Mishlei, o Rabino Huna fala dos "sete"
nomes do Messias, tirado tambem de Isaias 9:5

Rebbe Rabi Menachem Mendel Schneerson
É preciso lhes dizer que a verdadeira e perfeita Redenção depende inteiramente de nós; pois se nós, judeus, voltarmos a D'us com um sincero arrependimento, seremos imediatamente redimidos pelo nosso justo Mashiach (Messias).

Divindade do Messias


Por Rabino Joseph Shulam - Jerusalém, Israel.
www.netivyah.org
 

Introdução:

A divindade do Messias, é a mais importante e principal doutrina do cristianismo. Como judeu crente em Yeshua (Jesus), o homem de Nazaré como Messias (Mashiach) e filho de Elohim (1), eu me vejo a mim mesmo como ponte e união entre meus irmãos judeus e meus irmãos cristãos. Pela primeira frase deste escrito, poderemos notar a relação ambivalente que me coloco entre minha condição de judeu crente e entre a pessoa em sua condição de cristão. A ambivalência é algo que me alegra. E me alegra mais falar na linguagem do Segundo Pacto (2).


"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação. Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um El e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos." (Efésios 4.4-6).

O problema que se levanta diante de mim como judeu crente em Yeshua, não é de nenhuma maneira um problema que pertence a mim somente. Este problema é o resultado de dois mil anos de história cristã de perseguição e inimizade contra o povo de Israel, da qual eu não faço parte. Eu não vejo nenhuma relação entre a história cristã e a fé messiânica que tinham os discípulos de Yeshua na época do Segundo Templo, ou pelo menos com a fé que se descreve nas páginas do Segundo Pacto (Brit Chadashá ou Novo Testamento).


Aqui, começo este trabalho sobre a divindade do Messias a propósito com esta curta introdução: e isto com a intenção de dar a este trabalho o contexto que me dita a liberdade da Tradição Oral e os "Princípios da Fé", que foram escritos por sombrios sacerdotes da Idade Média e a época bizantina, os quais não levaram em conta os judeus. A "verdade" tem pelo menos duas caras, existe a verdade pessoal e subjetiva que tenho como judeu que vive na Terra de Israel, e também existe a verdade objetiva, posta a prova por toda pessoa que faz bom uso da razão e deseja conhecer a verdade. Minha fé se encontra exatamente no meio destas duas classes de verdade.


Antes de discutir o tema da divindade do Messias em si, seria bom se definíssemos a importância da fé em um Único Elohim, segundo o que nos ensina a Torá e os profetas, ao meu parecer, qualquer coisa que se opõe à Torá e aos profetas, não pode ser considerado relevante diante da palavra de D'us.


Não há outro mandamento mais claro nas Escrituras como o preceito e obrigação da fé em um só Elohim, o Elohim de Israel, o Elohim de Abraão, o Elohim de Isaque e o Elohim de Jacó. A oração do "Shemá Israel" (3) é o principio mais importante das Sagradas Escrituras, e não há forma de explicar a "Shemá Israel" de tal modo que se possa mostrar que existe mais de um Elohim, no qual o povo de Israel tem permitido crer N'Ele, prostrar-se diante D'Ele ou glorificá-lo.


Vejamos como são claras as palavras do Profeta Isaías:


"Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há D-us; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças. Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de Mim não há outro: Eu sou o Senhor, e não há outro. Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu o Senhor, faço todas estas coisas. Destilai vós, céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça; abra-se a terra, e produza-se salvação, e a justiça frutifique juntamente; eu o Senhor as criei". (Isaías 45.5-8).


A meu ver, somos proibidos de nos assegurar e manifestar-nos contra os princípios da Torá e os Profetas. A tradição cristã não tem mais autoridade que as Sagradas Escrituras, e nós devemos ter o cuidado de não delegar autoridade à tradição cristã em qualquer aspecto, para que as divisões e guerras de religião que existiram e existem no cristianismo possam chegar também ao povo de Israel; dividir-nos-iam, separariam e distanciariam do próximo e do coração do nosso povo.


Por outro lado, há também no Tanach (Antigo Testamento) textos como estes:


"Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes? Toda a palavra de D-us é pura; escudo é para os que confiam N'Ele"( Provérbios 30.4-5).


"Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles. Todavia se lembrou dos dias da Antigüidade, de Moisés, e do seu povo, dizendo: Onde está aqueles que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está O que pôs no meio deles o Seu Espírito Santo?" (Isaías 63.10-11).


Nós vemos no Tanach, a realidade de todos os componentes (que envolvem o termo) de Elohim: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Muito antes de começarmos com as escrituras do Segundo Pacto, como judeus devemos nos confrontar com estes e outros textos que se encontram no Tanach. A estas palavras dos profetas, devemos responder claramente, dentro da fé de que Elohim é Um e dentro de um marco judeu. Assim também, nós devemos prestes muita atenção à conjugação dos verbos no plural quando Elohim fala, por exemplo:


"E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra" (Gênesis 1.26).


"Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra". (Gênesis 11.7-8).


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, El forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para estabelecê-lo e firma-lo mediante o juízo e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto". (Isaías 9.6-7).


Vemos aqui, que nós devemos esclarecer e explicar a pergunta que brota da mesmo Tanach, e continuar nosso caminho pelas palavras do Segundo Pacto, e à figura, caráter e natureza do Messias.


Mas, para resumir o que vimos anteriormente, devemos dizer umas poucas palavras.


Elohim é Um! De nenhum modo existe outra unidade como Ele. Somente Ele foi, é e será nosso Elohim!

 
 

Tem um filho!


Este filho, segundo Isaías, devia nascer para nós, o povo de Israel!


Este filho que nasceu para o povo de Israel, tem títulos ou graus muito elevados, que nenhuma outra pessoa tem em todas as Sagradas Escrituras. Nunca houve um rei de Israel que tivesse o título de "El forte", e/ou "Pai da Eternidade". E a exegese deste versículo, que é aceita entre nossos irmãos ultra-ortodoxos, de que o profeta Isaías se referia ao Rei Ezequias, não pode resistir e manter-se diante do exame da simples lógica.


Existem lugares onde claramente se vê que o Hakadosh Baruch Hú, associa a alguém em coisas muito essenciais como é a criação do homem e a geração da diáspora (Galut).


Conteúdo:

Os descobrimentos escritos no Segundo Pacto (Novo Testamento).


O Messias nasceu de forma sobrenatural, por meio do Espírito Santo. Devemos dizer que o nascimento em questão, não aparece no Tanach. Mas todos os poderosos da Fé que aparecem no Tanach, nasceram de forma sobrenatural. Isaque nasceu de Abraão e Sara, quando de forma natural não podiam gerar filhos; no nascimento de Jacó também existe um milagre especial; no nascimento e principalmente no cuidado de Moisés, Elohim estava envolvido de forma direta.


No Livro de João, o Messias é chamado "A Palavra", "O Verbo"- "E Elohim era a Palavra" (João 1.1). Não há dúvida que dentro de um marco judeu da época do Segundo Templo, um homem não podia estar mais próximo da identidade de Elohim. No judaísmo pode-se mencionar diferentes pessoas com versículos que se referem a Elohim, isto se encontra com muita freqüência nos Midrashim. Quando veio a Jerusalém o Rabino de Satmer, colocaram um grande letreiro na entrada do bairro de Mea Shearim, que dizia: "Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória"! (Salmo 24.7). Sem dúvida alguma que isto se referia ao Rabino de Satmer; assim também não há dúvida que o versículo no Livro de Salmos fala sobre o Santo Bendito seja Ele, Quem é o Rei da Glória. Isto pode-se fazer no sentido figurativo, de forma metafórica, por meio da midrash (comentário e interpretação) somente. O nascimento do Messias, o assombro do povo com relação aos seus atos, as pequenas alusões e as não tão pequenas, como por exemplo, no Evangelho de João capítulo 1; 10.22; 21.28; no Livro aos Romanos 9.5, todas estas citações não dão a possibilidade de rejeitar a divindade de Yeshua o Messias, e principalmente nas palavras do enviado Shaul na Carta aos Filipenses 2.5-10 e aos Colossenses 2.9, que indicam que o Messias teve parte na Criação do mundo e no Principio do universo.


Todas as idéias do Tanach e do Novo Pacto, nos ensinam que o Messias é divino, as, no entanto, fica certa dúvida o que parece como uma contradição entre a Unidade do Hakadosh Baruch Hú (O Santo, Bendito Seja Ele) e a existência de outro ser que representa condições divinas, e títulos como "El Altíssimo", "Pai da Eternidade", além de ter uma série de qualidades e feitos divinos.


Tenho várias regras para poder explicar estas coisas, de tal forma que não saiam do marco da Torá e dos Profetas, e também que não contradigam as escrituras do Segundo Pacto.


1. A primeira regra que trago é a seguinte: "O emissário é igual ao que o envía". O significado geral desta regra está em um princípio no sentido literal desta frase. Quando uma pessoa ou Elohim enviam outra pessoa em seu nome, com sua autoridade e sua aprovação, o enviado chega a ser igual pelo menos de forma judicial, ou legal, em sua parte de responsabilidade com quem o envia. Um homem, inclusive segundo o judaísmo e a Torá, pode se casar com uma mulher através de um emissário, ele (o emissário) não se casará com a noiva, mas o noivo é quem contrairá matrimônio com ela, apesar dele não estar presente no lugar onde se realiza o casamento. Uma pessoa pode se ser culpada por um assassinato, apesar de ter somente contratado um assassino para fazer o serviço em seu lugar. Um profeta pode dizer: "Por isso vivo eu, palavra do Senhor, certamente por ter profanado meu Santuário com todas tuas abominações, te quebrantarei eu também; meu olho não perdoará nem terei misericórdia" (Ezequiel 5.11), o profeta fala como se ele mesmo é Elohim. E isto é pela regra do "emissário é igual ao que o envia".


2. A segunda regra que nos facilita explicar e entender a especial relação que existe entre o Messias e seu Pai que está nos céus, é o fato que na Torá também Moisés é chamado "elohim", vejamos em Êxodo 4.15-16 e 7:1. O significado destas coisas, e também dos versículos dos Salmos onde neles há frases como: "vós sois deuses ("elohim"), e todos vós filhos do Altíssimo" (Sal. 82.6), é que apesar de tudo, no Tanach há a possibilidade de chamar o homem de "elohim", sem ter que anular ou violar a Unidade de Elohim e Sua particularidade. Nós podemos dizer que o Messias é Elohim, no mesmo sentido que se vê na Torá, nos Profetas e nos Escritos. Mas ainda assim, nós devemos tomar cuidado ao dizer algo que dê alguma abertura à idolatria e a crença em vários deuses. O Segundo Pacto, é sem dúvida algo muito claro, temos um só Pai nos céus, e inclusive Yeshua diz e reconhece: "Ouvistes que eu vos disse: "vou, e venho para vós". Se me amasseis, certamente exultaríeis por ter dito: Vou para o Pai; porque o Pai é maior do que eu" (João 14.28).


3. A terceira regra é: a igualdade entre o Pai e Seu filho. Temos um número de versículos no Segundo Pacto e também nas Midrashim (Parábolas) que nos falam da igualdade entre Elohim e o Messias, o Primeiro Homem" (Adam Hakadmón). Vejamos na midrash como são parecidos o Santo, Bendito seja Ele, e o primeiro homem. "Disse o Rabino Hoshea: Na hora que o Santo, Bendito seja Ele, criou o primeiro homem, se confundiram os anjos adoradores e disseram em sua Presença "Santo", isto é parecido ao rei e um ministro que estavam na carroça e as multidões disseram ao rei "Dominu" (Senhor em latim) e eles não sabiam quem dos dois era o rei. Que fez o rei? Empurraram e tiraram o ministro fora da carroça e entenderam que ele era o ministro. Assim também foi a hora que o Santo, Bendito seja Ele, criou o primeiro homem, os anjos do Serviço se enganaram e disseram em sua presença "Santo" (Kadosh). O que fez o Santo, Bendito seja Ele? Fez cair sobre ele um profundo sono, e compreenderam tudo, que este era o homem, como está escrito: "Deixai-vos, pois do homem cujo fôlego está no seu nariz; porque em que se deve ele estimar? (Isaias 2.22 ). No Novo Pacto a igualdade entre o Messias Yeshua e seu Pai é muito clara (João5.19-29; 14.6-11).


"Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim (...)" (João 14.11), aqui Yeshua faz uma comparação entre ele e seu Pai que está nos céus. É muito claro que aqui há uma situação na qual Yeshua descreve sua autoridade nisto: que Ele esta no Pai e o Pai nEle. Não há possibilidade de uma discrição mais dinâmica da igualdade, a qual descreve que eles estão um dentro do outro, a meu parecer é a descrição mais alta da união entre o Filho e o Pai.


4. A quarta regra, que precisamos e podemos utilizar nas fontes de nossa tradição e explica a comparação até onde for possível nas palavras e idéias judaicas e não com conceitos cristãos, os quais são quase impossíveis de serem traduzidos ao hebraico sem que soem ridículos. Por exemplo, nos livros de oração ortodoxos se encontram o poema "Shir HaKavod"(Cântico de Honra). Este poema é recitado na oração de Mussaf nos dias de Shabat e de festividades. Eu desejo citar várias linhas deste poema e demonstrar como se depara o judaísmo com comparações e com as diferentes faces que tem Elohim nas Escrituras:


Te alegorizam, mas não segundo Tua realidade,

e eles te imaginam segundo Tuas proezas.

Te simbolizam em muitas visões, mas Tu es Único,

contendo todas as alegorias.

Vêm em Ti a Antigüidade e o poderio, e o

cabelo de Tua cabeça grisalho e negro ao mesmo tempo.



Antigüidade no dia do julgamento e poderio no dia da batalha,

como homem de guerra que tem muito poder.

O elmo da salvação Ele colocou em Sua cabeça,

A salvação para Ele, é Sua destra e Seu braço sagrado.

Com gotas de orvalho luminoso Sua cabeça é coberta,

Seus cachos são as chuvas da noite.


O que este cântico quer nos dizer, nos ajuda a introduzir o Messias no mundo do pensamento do judaísmo e as Escrituras, sem ter que se basear no mundo do pensamento dos pais da Igreja e o recente Cristianismo. Este poema foi escrito por Abarbanel. Ele foi um dos rabinos mais sagazes da polêmica entre os judeus e os cristãos da Espanha, e apesar disso, quando vemos todo o poema, não se pode deixar de conceber a idéia de que ele escreveu sobre o Messias. Vejam quantas semelhanças há, inclusive neste pequeno pedaço as alusões sobre a figura do Messias são muitas.


Nós devemos aprender algo do judaísmo sobre este tema. Há temas que são de muito interesse para discutir entre rabinos, mas não servem para as pessoas, inclusive podem ofender a mais simples, porque a pessoa simples não tem os instrumentos necessários para medir e introduzir temas tão difíceis como este em seu mundo. Por isso, há coisas como a relação entre a essência do Pai, o filho e o Espírito Santo, que é bom nos mantermos nelas e que as defendamos, porém não deveríamos saltar primeiro diante do judeu simples e impor-lhe uma montanha como barril.


E para terminar, acrescento as palavras de Shaul:

"Deles são os patriarcas, e também deles descende o Messias, segundo a carne, o qual é sobre todos, D-us (El) bendito para todo o sempre. Amém". (Romanos 9.5)

 
 

__________________________________________________

(1) Elohim, El, Elohá, como está escrito, por exemplo, no primeiro capítulo do libro de Gênesis: "No princípio criou Elohim". Não utilizamos a palavra Deus em português, (anglosaxão God, alemão Gott), porque o significado da palavra se deriva de duas raízes linguísticas indoeuropeias: "div"que significa "brilhar", "iluminar", "dia", ou "céu" e da raiz thes em thessathai que significa "implorar", e desta procede o nome da deidade pagã Zeus; por outro lado, do conceito "div" se deriva a idéia de considerar ao céu "deus pai" e a terra como a "deusa mãe". (2) O Segundo Pacto, mais conhecido no mundo cristão como Novo Testamento. (3) Ver Deuteronômio 6.4.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PERSCRUTAR A TORAH da LITERATURA BÍBLICA AOS MESTRES DE ISRAEL


 


 


 


 


 

Elio Passeto, nds


 

Ratisbonne - Jerusalém


 


 


 


 


 

'Moisés recebeu a Torah do Sinai e a transmitiu a Josué, e Josué aos Anciãos, os Anciãos aos Profetas, os Profetas aos Homens da Grande Assembléia. Estes diziam três coisas : sede prudentes no julgamento, formai muitos discípulos e fazei uma cerca ao redor da Torah' 1.


 


 


 


 

O Objetivo deste artigo é apresentar, mesmo se de modo não exaustivo, uma prática que formou e nutriu o povo judeu durante a sua história : O MIDRASH - 2 (plural: Midrashim). O dinamismo existente entre a Palavra de Deus revelada e o seu processo contínuo de revelação no encontro que ocorre em quem nela busca, é o que caracteriza tal literatura. É dela que nos ocuparemos neste estudo. Trata-se de um ato que não pode ser reduzido a um mero sistema de interpretação, no qual cada momento é regulado e controlado, mas sim de uma relação amorosa entre Aquele que se dá,

revelando-se, e o homem que busca conhece-lo melhor 3.


 


 


 


 


 

1 - Mishna Abôt, 1,1.

2

- Note-se que alguns temas aqui desenvolvidos serão retomados por P. Lenhardt; não se considere uma mera repetição, pois o enfoque dos dois estudos é diferente.


 

3 - 'O Midrash não é um comentário científico da Bíblia, e nem um jogo com o texto. Mesmo não excluindo um certo prazer de jogar com as palavras, é, de todo modo, uma tentativa de penetrar mais profundamente na linguagem da revelação. Trata-se essencialmente de uma frequentação de fé no texto bíblico, com o objetivo de escutar Deus e entrar em comunicação com Ele. Pondo-se com cuidado na escuta do texto, prestando atenção até nos mínimos detalhes lingüisticos, procura-se sondar as profundezas da revelação, experimentar a continuada presença de Deus e convencer-se da solidez de suas promessas'. STEMBERGER, G., Il Midrash, Edizioni Dehoniane, Bologna, 1992, p.8.

 


 


 

É ato de fazer viver uma Palavra que se concretiza no encontro entre Aquele que a dá e o homem que a recebe.


 

O MIDRASH E SEU DESENVOLVIMENTO


 


 


 


 


 

É difícil determinar cronologicamente o nascimento do Midrash na história do povo judeu; a história que a ele se refere, já o apresenta como uma prática cujas raízes estão inseridas num passado distante. É possível que seu aparecimento deva permanecer impreciso historicamente, pois isto faz parte de um processo que se desenvolve conjuntamente com a revelação e com a consciência que o povo judeu adquiriu da Palavra de Deus em sua história.


 


 

No entanto, é possível estudar a importância do Midrash e seguir seu desenvolvimento já na própria Bíblia, percebendo a sua ulterior evidenciação nos Mestres de Israel.


 


 

O termo Midrash é empregado duas vezes no próprio texto da Bíblia; nos dois casos, trata-se de uma referência não a textos bíblicos propriamente ditos, mas a textos extra-bíblicos : "O resto dos atos de Abiá, seus feitos e seus atos estão escrito no comentário (Midrash) do vidente Idô" (2Cr.13,22). Uma segunda vez, no mesmo livro, 2Cr.24,27 : "...isso não está escrito no comentário ao livro dos Reis? (notar que a Bíblia de Jerusalém traduz : comentário (TEB) por "Midraxe").


 


 

Na realidade, a definição do termo Midrash é muito vasta. Vem da raiz DeRaSH que significa, entre outras coisas, buscar, pesquisar, examinar, estudar, expor, perscrutar, etc. Esta raiz é empregada na Bíblia com uma certa freqüência; recebeu significados vários, alguns com mudanças no decorrer do tempo, mas sempre girando em torno do conceito de busca, estudo, indagação. Reparemos, contudo, como neste movimento, que é aparentemente unilateral, existe ao mesmo tempo uma resposta, proporciona um encontro : "Buscai (DiR'SHu) o Senhor e vivereis..." (Am. 5,6); "...a vós que buscais (DoR'SHei) a Deus, que viva vosso coração" (Sl.69,33).

 


 


 

Esta indagação, progressivamente, se concentrará de modo exclusivo na Palavra de Deus (isto é, o texto da Escritura). Este processo não tem início somente quando a Bíblia está concluída, mas nela mesma já encontramos testemunhos :

'Os primeiros desenvolvimentos do Midrash devem ser procurados na própria Bíblia, e na literatura que lhe é correlata : versões, apócrifos, etc.' 4.


 


 

Os livros que vieram depois do Pentateuco o utilizaram como ponto constante de referência; os Salmos reinterpretaram os textos bíblicos já existentes; os Profetas legitimavam-se sucessivamente um ao outro.

Vejamos como o Sl.78 faz uma leitura da História de Israel, enriquecendo-a, contudo, com uma interpretação que lhe é própria.

Do mesmo modo, Ezequiel 16 interpreta a história do povo hebreu a partir de seu início, passando pelo Êxodo, o Sinai, a aliança, etc. Os livros das Crônicas fazem uma releitura sobretudo dos livros dos Reis. Em Sb.16, 6-7, é evidente a atualização do texto bíblico : "... que lhes recordava o mandamento de tua Lei. Com efeito, todo aquele que se voltava para ele era salvo, não em virtude do que via, mas graças a ti, o Salvador de todos". O texto é uma explicação e atualização teológica de Nm.21,9 no qual o enfoque, no entanto, é a serpente, meio que garante a cura : "Moisés fez uma serpente de bronze e a fixou numa haste; e quando uma serpente mordia um homem, este olhava a serpente de bronze e tinha sua vida salva".

A busca conduzida a partir do livro, Palavra de Deus, gera assim outros livros; estes também são Palavra de Deus. É um desabrochamento do ato original da Revelação. Não se trata de uma nova revelação, mas sim da única revelação que se renova. Esta busca concreta da Palavra de Deus é animada por um espírito que quer compreendê-la, explicá-la, torná-la compreensível à comunidade : "Buscai no livro do Senhor e lede..." (Is.34, 16). Percebe-se, neste espírito, como o estudo torna a Torah conhecida e viva na oralidade de sua interpretação.

Sem querer reduzir a tradução da Bíblia para o grego (a Setenta) a um Midrash, é legitimo, contudo, considerar esta versão como algo mais do que uma simples tradução. Percebemos nesta obra

o esforço de compreensão e de interpretação do texto, para dar-lhe, em grego, o sentido exato.


 


 

4 - BLOCH, R. Écriture et Tradition dans le judaisme, Aperçus sur l'origine du Midrash, in "Cahiers Sioniens" VIII,I, 1954, p. 23. - Traduzido para o português - Seminário de Sion - Ipiranga - SP.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Messianismo Catastrófico e as Origens do Cristianismo


 

Francisco Chagas Vieira Lima Júnior1


 


 

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo apontar a precedência do chamado "messianismo catastrófico" em relação às tradições cristãs, enfatizando que a crença no messias filho de José/Efraim possui antiguidade pré-cristã e que não se trata de uma concepção messiânica derivada do cristianismo.

Palavras-chave: Messias. Cristianismo primitivo. Efraim. Revelação de Gabriel.

Abstract: This work aims to point out the precedence of the so-called "catastrophic messianism" in relation to Christian traditions, emphasizing the belief at Messiah son of Joseph/Ephraim is pre-Christian and that it is not a messianic conception derived from Christianity.

Keywords: Messias. Primitive Christianity. Ephraimi. Revelation of Gabriel.


 


 

Acreditava-se, até recentemente, que os judeus da Palestina judaica da época de Jesus concebiam a vinda de um só messias, o messias "filho de Davi", que restauraria a realeza. No entanto, novas descobertas - e com elas novas interpretações sobre o imaginário judaico-cristão primitivo - têm mudado essa visão. Mediante essas descobertas, os pesquisadores se tornaram cada vez mais dispostos a conceberem o messianismo judaico da época de Jesus como pluriforme e variado, existindo não só uma ou duas, mas inúmeras concepções sobre o messias. O presente trabalho traz alguns apontamentos sobre o chamado "messianismo catastrófico", sua antiguidade e sua relação com as tradições cristãs. Esperamos contribuir também para apagar os mitos de que os judeus do primeiro século não foram capazes de conceber um messias que morre e que a concepção messiânica na época de Jesus era homogênea.


 

1. Repensando o Messianismo

Não foram poucos os estudiosos que alegaram que a ideia de um messias sofredor, cujo destino era ser humilhado e assassinado, era uma ideia estranha às tradições messiânicas existentes na Palestina judaica do século I d.C. Rudolf Bultmann (apud, KNOHL, 2001: 16) talvez tenha sido o estudioso que mais contribuiu para a disseminação dessa visão: "a ideia de um Messias, ou filho do Homem, sofredor, morrendo e ressuscitando era desconhecida no judaísmo". Geza Vermes (2006: 215), por sua vez, não deixa dúvidas de que o modelo de messias que morre é posterior à escrita dos Evangelhos bíblicos:


 

A representação do Messias assassinado da tribo de Efraim, ocasional- mente mencionado na literatura rabínica [...] é de pouca valia para o estudo dos Sinóticos. [...] Como nenhum texto fale do Messias assassina- do anterior à segunda revolta judaica contra Roma durante o reino de Adriano (132-5 d.C.), é provável que a figura tenha sido moldada a partir do líder derrotado daquela rebelião, Simon bar Kosiba, que foi morto na batalha de Betar em 135 d.C. Assim, ele não se qualifica cronologica- mente como modelo potencial para o Messias dos Evangelhos.


 


 

1 Graduando do curso História Licenciatura – Universidade Estadual do Maranhão - Centro de Estudos

Superiores de Imperatriz (UEMA/CESI), 8° período. E-mail: jrcoffer@hotmail.com

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Com freqüência a literatura rabínica faz menção a um messias chamado "Messias ben Efraim", também chamada de "Filho de José" ou "Filho de Efraim", que deveria morrer para salvar Israel. O Talmude Babilônico, Sukka 52a, que geralmente é concebido como a primeira referência ao messias filho de José na literatura rabínica, traz o seguinte texto:


 

"E a terra pranteará, família por família à parte. A família da casa de Davi à parte e suas mulheres à parte" (Zc 12:12). [...] Qual é a causa do luto? Rabi Dosa e os rabinos diferem. Um diz: "É por causa do Messias ben José que foi assassinado"; [...] por isso é que está escrito: "e eles olharão para mim. Quanto àquele que eles transpassaram, eles o lamentarão como se fosse a lamentação de um filho único; eles o chorarão como se chora um primogênito (Zc 12,10) [...] Nossos rabis nos ensinaram: O Santo, Bendito seja Ele, dirá ao Messias filho de Davi (que ele possa se revelar o mais breve possível em nossos dias!): "Peça-me qualquer coisa e eu lhe darei" (Salmos 2) [...] Mas quando ele perceber conta de que o Messias Filho de José está morto, ele dirá: "Senhor do universo, peço de você somente o dom da vida" (cf. MITCHELL, 2006: 77, 83).


 

No entanto, a escritura do Talmude só começou nos séculos posteriores ao cristianismo e, portanto, conforme o exposto por Geza Vermes, o Messias Filho de José pode ser uma invenção judaica criada a partir de Jesus para competir com o cristianismo. Em todo caso, tal modelo de messias era concebido pelos estudiosos como bastante tardio para ser capaz de trazer alguma contribuição aos estudos sobre o cristianismo primitivo, e foram muitos os especialistas que viram na figura messiânica de Efraim, ou Messias filho de José, uma "cópia" deliberada da figura messiânica de Jesus apresentada nos Evangelhos, e por isso não lhe deram crédito e muito menos antiguidade.

No entanto, como ressalta Scardelai (1998: 120): "O caráter da doutrina messiânica no tempo de Jesus é marcado pela fluidez e espontaneidade, além da quase total ausência de princípios doutrinários cristalizados". Em outras palavras, não se deve esperar que o messianismo palestino-judaico do primeiro século apareça com uma só forma. Um desses modelos seria o do "servo sofredor", tal como apresentada no texto do profeta Isaías (53.3-5) que o retrata como justo, manso e humilde:


 

Era desprezado e abandonado pelos os homens, homem sujeito à dor, familiarizado com o sofrimento, como pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos caso nenhum dele. E, no entanto, eram nossos sofrimentos que ele levava sobre si, nossas dores que ele carre- gava. [...] Mas ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniqüidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.


 

Flusser (apud, SCARDELAI, 1998: 299), erroneamente, afirma que a ideia do

messias como o "servo sofredor" de Isaías foi exclusiva do cristianismo:


 

A exegese cristã privilegiou o significado vicário do sofrimento de Jesus, à luz da figura do "servo", retratado por Isaías, uma abordagem rejeitada pe- lo judaísmo normativo. A exegese judaica não aplica a imagem do "servo de Isaías" às qualificações pessoais messiânicas, exceto se aí estiver pre- sente a figura do próprio Israel coletivo, o "servo de Deus" por excelência.


 

No entanto, essa visão é equivocada. Knohl (2001: 38) afirma que: "[...] a interpretação messiânica de Isaias 53 [sobre o "servo sofredor"] não foi descoberta na igreja cristã. Ela já havia sido desenvolvida pelo Messias de Qumrã". O movimento de


 

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Qumrã, de acordo com Knohl (2001: 28, 31), já trazia a ideia de que o messias iria padecer, mas que também seria glorificado, que consta nos "Hinos Messiânicos dos Manuscritos do Mar Morto":


 

"[Quem] foi desprezado como [eu? E quem] foi rejeitado [pelos homens] como eu? Quem, como eu, suport[ou todas as] aflições? Quem se compa- ra a mim [na resist]ência do mal? [...] [Q]uem foi considerado desprezível como eu e, no entanto, quem é igual a mim em minha glória?"


 

Tendo essa ideia sido explorada, juntamente com a do messias levítico, antes mesmo do cristianismo vir a existir, é lógico conceber que vários movimentos messiâ- nicos e apocalípticos dos primeiros séculos compartilhavam dessas mesmas crenças.

De acordo com Mitchell (MITCHELL, 2008 [online]), esse modelo de "servo sofredor" foi o principal inspirador de um tipo de messianismo diferente do messianismo real e sacerdotal, e que podemos encontrar indícios da existência da crença nesse messias nos Manuscritos de Qumrã. Esse modelo foi chamado de "messianismo efraimita-josefita", ou "Messias filho de Efraim/José".

Para provar a existência desse messias, Mitchell (2008: 03 [online]), compara as afirmações do Talmude Sukka 52b, que faz menção a quatro personagens escatológicos, chamados de "Os Quatro Artesãos", com o manuscrito de Qumrã de

4Q175 (4QTestimonia), uma antologia messiânica e coleção de textos bíblicos

fundamentais ou "testemunhos", relacionadas com a crença messiânica. O Talmude

Sukka 52b (In: MITCHELL, 2008: 03 [online]) traz a seguinte passagem:


 

E o Senhor me mostrou quatro chifres (Zac 2.3 [1.18]). O que são esses quatro chifres? R. Hana B. Bizna cita o R. Simeon Hasida que responde: O Messias filho de David, o Messias filho de José, Eliahu (Elias) e o Sacerdote Justo. R. Shesheth objetou…, estes quatro personagens estão relacionados com o exílio diaspórico.


 

Desse modo, esses "quatro artesãos" se referem a: 1) o "Messias filho de Davi"; 2) o "Sacerdote Justo", ou "Melchizedek" (Melquisedeque); 3) Elias; 4) o "Messias da Guerra", que se refere ao "Messias filho de José".

Segundo Mitchell (2008: 06 [online]), de modo surpreendentemente idêntico, o manuscrito de Qumrã de 4Q175 (4QTestimonia), traz uma menção dos "Quatro Artesãos" apresentados na mesma ordem: o profeta, o rei, o sacerdote e o guerreiro, como libertadores escatológicos, começando suas correspondentes referências bíblicas: (1) Deut. 18.18-19, que discorre sobre o profeta como Moisés (profeta), (2) Num 24.15-17, que alude à estrela que sai de Jacó (rei); (3) Deut. 33.8-11, que menciona a bênção dos Levitas (sacerdote); (4) Josué 6.26, que menciona a maldição de Josué a Jericó, seguido de uma passagem do "Apócrifo Josué", também chamado de "Salmos de Josué" (4Q379) outro documento encontrado em Qumrã.


 

Comparação entre Os Quatro Artesãos da literatura rabínica e 4Q175

4Q175 (Qumrã)

Profeta

Rei Messias

Sacerdote

Josué, Messias da

Guerra (filho de

José)

Os Quatro Artesãos da tradição rabínica

Profeta

Rei Messias

Sacerdote

Messias da Guerra

filho de José

Diagrama 01: Os Quatro Artesãos & 4Q175 Fonte: Mitchell, The Fourth Deliverer, p. 4.


 


 

De acordo com Mitchell (2008: 02, 03 [online]), as implicações messiânicas que surgem no quarto depoimento a respeito de Josué não devem ser desprezadas:


 

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Yeshua, um mito ou o verdadeiro messias de Israel

Parte 2

Adaptado por Yochanan ben Avraham

Provas concretas da existência de Yeshua HaMashiach

"Nenhum líder religioso reconhecido, nem sequer Moisés, Paulo, Buda, Maomé, Confúcio, etc., Jamais reivindicou ser o Eterno; isto é, com exceção de Yeshua. Ele é o único líder religioso que sempre disse ser uma divindade e a única personalidade que convenceu uma grande parcela do mundo de que Ele é o Criador".
( Thomas Schultz )

INTRODUÇÃO:
Não existe figura mais odiada, mais amada e mais polemica do que Yeshua HaMashiach. Ele está entre os nomes mais buscados em sites na internet. Ocupa os primeiros lugares em pesquisas feitas em bibliotecas e bancos de dados em todo o mundo. Sua influencia abrange praticamente todas as áreas literárias e cientificas da historia. É mencionado por políticos, cientistas, físicos, professores, educadores, comerciantes, pobres, ricos, mendigos e inúmeras outras pessoas em qualquer nível intelectual e social. O livro que conta sua historia ainda é um dos mais vendidos no mundo.
Uns o adoram, outros o odeiam. Muitos o defendem, outros lhe perseguem. Uns o evocam, outros o amaldiçoam. Para a ciência é uma "pedra no sapato," para homens desesperados, esperança e salvação.
Tudo graças as suas principais afirmações e suas obras.
Ele não só afirmou ser o filho de Elohim, mas também afirmou ser Elohim. Vejamos algumas de suas afirmações:

"Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai se não for por mim."
(João 14:1–14)

"Eu sou a Porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens" (João 10.9)

Nas afirmações acima, Yeshua deixa bem claro que Ele é o único caminho, verdade e vida. Nenhum outro lider ou mesmo "divindade" exigiram para si o direito de serem chamados de únicas fontes de salvação para a humanidade. Mas Yeshua HaMashiach quebrou todos os conceitos afirmando ser Ele o principio e o fim, elevando-se a mais suprema das posições.
Toda a polemica em torno da pessoa de Yeshua HaMashiach poderia ser representada pelas principais questões levantadas por céticos e inimigos da Bíblia.
Continuaremos este estudo listando as principais perguntas e indagações encontradas em livros e analises feitas por pessoas que não crêem na existência de Yeshua e também em sua divindade.



Quem os homens dizem ser Yeshua?

Muitos críticos já têm sua opinião formada sobre o Mashiach. Eles acusam o filho de Elohim de ser uma fraude ou um mero engano. Vejamos algumas das principais questões levantadas sobre a pessoa do Salvador bíblico, as quais provaremos ao findar deste estudo não possuírem fundamentos sólidos e aceitáveis:

1. A Bíblia é o único livro que nos fala de Yeshua e a mesma não é uma fonte confiável, mas sim um conjunto de lendas e mentiras.

2. Yeshua nunca existiu! Ele é apenas uma lenda.

3. Se o Mashiach realmente existiu, como não achamos indícios de sua existência na Historia e arqueologia já que foi alguém tão importante e extraordinário?

4. Mesmo que Yeshua HaMashiach tivesse existido, não foi à pessoa descrita na Bíblia, foi apenas um agitador e marginal.

5. Yeshua é uma fraude! Os escritos sobre Ele referem-se a uma outra pessoa.

6. Os supostos ensinamentos do Mashiach foram compilados da sabedoria judaica corrente na época e não saíram de uma só pessoa.

7. Os seus seguidores nunca poderão provar historicamente a existência do seu Messias.

8. Yeshua seria apenas uma cópia de outros deuses e divindades que os seus supostos discípulos plagiaram.


 


 

Respondendo o item nº 1

A ciência costuma formar opiniões no mundo inteiro conforme o seu bel prazer. É fato que muito do que se comenta nos meios científicos hoje não passa de suposições ou enganos. Muitas das teorias expostas pelo homem não conseguem resistir a uma das provas mais eficazes, que experimenta a autenticidade de todas as coisas. Esta maravilhosa ferramenta se chama tempo.
Aquilo que era verdade cientifica há 10 anos atrás é motivo de risadas em nossos dias. Os homens costumam olhar para trás e lamentar o tempo de sua ingenuidade e ignorância.
Já somam mais de milhares as teorias caídas que se desfizeram no desenrolar dos anos.
Porem algo parece nunca mudar, a Bíblia Sagrada! A cada dia que se passa são descobertas inúmeras provas atestando que tudo ocorreu como está escrito. A cada ano também vemos suas profecias cumprindo-se fielmente.
A Bíblia é o único livro que podemos perceber sua veracidade tanto quando olhamos para o passado como quando olhamos para o presente e futuro.
Sobre a pessoa de Yeshua mencionado nela também não é diferente.
A Bíblia é o livro que mais fala sobre Yeshua HaMashiach e a mesma é indubitavelmente verdadeira!
O maior registro que temos sobre a vida do Messias está na Bíblia. Para que se consiga afirmar que Yeshua nunca existiu, primeiro é preciso provar que a Bíblia é uma mentira.
Alguns até acreditam que podem fazê-lo, porem não surgiu nenhuma teoria sustentável nestes últimos dois mil anos.
Para podermos continuar com nosso estudo sobre a existência de Yeshua se faz necessário através de um pequeno resumo panorâmico mostrar o quanto a Bíblia é coerente historicamente e arqueologicamente em suas narrativas e quebrar definitivamente o julgamento hipócrita e ignorante de alguns céticos.
"A Bíblia é o único livro que nos fala de Yeshua e a mesma não é uma fonte confiável, mas sim um conjunto de lendas e mentiras."
Em primeira instancia não podemos considerar valido o julgamento hipócrita e preconceituoso de muitos ateus e cientistas a respeito das Sagradas Escrituras, Estes tais submetem a Bíblia a tantos julgamentos e provas que seria impossível convence-los da verdade.
Para tais inimigos é necessário que cada parágrafo e letra seja provado arqueologicamente e historicamente. Tal coisa seria impossível já que não temos condições de reaver cada evidencia necessária para satisfazer suas mentes ensoberbecidas e egocêntricas.
Mesmo que cada uma destas provas fossem obtidas e mostradas por nós discípulos de Yeshua, não fariam diferença alguma, continuariam não crendo, pois não querem crer.
Porem a Bíblia ainda é o registro histórico mais bem comprovado em todas as esferas da evidencia tanto histórica como arqueológica e até mesmo cientificamente.
Já chegam a milhares as descobertas arqueológicas comprovando a veracidade das Escrituras.
Desde a metade do século XVIII têm sido demonstrada a confiabilidade e plausibilidade da narrativa bíblica. Alguns exemplos
A descoberta do arquivo de Ebla no norte da Síria nos anos 70 tem mostrado que os escritos Bíblicos concernentes aos Patriarcas são de todo viáveis. Documentos escritos em tabletes de argila de cerca de 2300 A.C. mostram que os nomes pessoais e de lugares mencionados nos registros históricos sobre os Patriarcas são genuínos. O nome "Canaã" estava em uso em Ebla - um nome que críticos já afirmaram não ser utilizado naquela época e, portanto, incorretamente empregado nos primeiros capítulos da Bíblia. A palavra "tehom" ("o abismo") usada em Gênesis 1:2 era considerada como uma palavra recente, demonstrando que a história da criação fora escrita bem mais tarde do que o afirmado tradicionalmente. "Tehom", entretanto, era parte do vocabulário usado em Ebla, cerca de 800 anos antes de Moisés.
Costumes antigos, refletidos nas histórias dos Patriarcas, também foram descritos em tabletes de argila encontrados em Nuzi e Mari.
Os Hititas eram considerados como uma lenda Bíblica até que sua capital e registros foram encontrados em Bogazkoy, Turquia. O Império Hitita tinha como capital a cidade de Hatussa na Anatólia.

Portões de Hatussa
Muitos pensavam que as referências à grande riqueza de Salomão eram grandemente exageradas. Registros recuperados mostram que a riqueza na antiguidade estava concentrada com o rei e que a prosperidade de Salomão é inteiramente possível. Também já foi afirmado que nenhum rei assírio chamado Sargon, como registrado em Isaías 20:1, existiu porque não havia nenhuma referência a este nome em outros registros. O palácio de Sargon foi então descoberto em Khorsabad, Iraque.
O evento mencionado em Isaías 20 estava inclusive registrado nos muros do palácio.
Monumento do Palacio do Rei Sargon II e painel retirado do palacio mostrnado uma caçada do rei Sargon II
Ainda mais, fragmentos de um obelisco comemorativo da vitória foram encontrados na própria cidade de Asdode.

Outro rei cuja existência estava em dúvida era Belsazar, rei da Babilônia, nomeado em Daniel 5. O último rei da Babilônia havia sido Nabonidus conforme a história registrada. Tabletes foram encontrados mais tarde mostrando que Belsazar era filho de Nabonidus e co-regente da Babilônia. Assim, ele podia oferecer a Daniel "o terceiro lugar no reino" (Daniel. 5:16) se ele lesse a escrita na parede. Aqui nós vemos a natureza de "testemunha ocular" do registro Bíblico frequentemente confirmada pelas descobertas arqueológicas.
Amos Frumkin, geólogo e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma que a Bíblia pode ser considerada um dos guias mais valiosos para a pesquisa científica. A equipe de Frumkin foi responsável por datar, em Jerusalém, o Túnel de Siloam, descrito na Bíblia, confirmando que ele foi construído exatamente no período indicado — por volta de 700 a.C. — e acabando com uma discussão antiga no meio acadêmico e arqueológico. O túnel foi descrito como uma encomenda de Ezequias, rei da Judéia, para providenciar uma fonte secreta de água potável caso a cidade sofresse um ataque dos assírios.
A Bíblia freqüentemente fala da nação Hetéia (2 Samuel 11:3,6,17,24; Gênesis 15:19-21; Números 13:29; Josué 3:10), mas durante anos descrentes diziam que a Bíblia estava errada. Depois, em 1906, Hugo Winckler desenterrou Hattusa, o capitão heteu. Agora sabemos que, no auge, a civilização hetéia disputou com o Egito e a Assíria em esplendor!
A Bíblia também diz que os escravos israelitas construíram as cidades egípcias de Pitom e Ramessés usando tijolos de barro misturado com palha, depois de barro com restolho, e depois apenas de barro (Êxodo 1:11; 5:10-21). Em 1883, Naville examinou as ruínas de Pitom e achou os três tipos de tijolos.
Até mesmo a veracidade dos acontecimentos do livro de Atos dos apóstolos já foram comprovados.
Sir William Ramsay era um descrente que procurou contestar Atos traçando as viagens de Paulo. Em vez disso, suas investigações fizeram dele um crente tenaz da precisão do livro! O ponto decisivo foi quando ele provou que, ao contrário da sabedoria já aceita, a Bíblia estava certa quando deixa subentendido que Icônio ficava numa região diferente de Listra e Derbe (Atos 14:6). (Veja Free, Archaeology and Bible History, 317.)
Estas não são as descobertas mais relevantes e sim pequenos fragmentos delas. Basicamente qualquer personagem, cidade, local geográfico ou acontecimento já foi ou poderá perfeitamente ser comprovado com o passar dos anos.
O fato é que mesmo em meio a tantas criticas mentiras e teorias inventadas por ateus a respeito da Bíblia, nenhuma destas conseguiu até hoje subsistir perante a sabedoria e ciência do Eterno contida neste tão grandioso livro.
Sendo assim a Bíblia é uma fonte perfeitamente confiável e digna de credibilidade! Quem achar o contrario prove então! Alem disso inúmeros arqueólogos notáveis e também historiadores reconhecem a sua veracidade. Vejamos algumas citações:

"...pode ser afirmado categoricamente que jamais uma descoberta arqueológica tem negado uma referência bíblica. Um grande número de descobertas arqueológicas foram feitas que conferem em resumo claro ou em detalhes exatos afirmações históricas na Bíblia. E, pela mesma moeda, uma avaliação adequada de descrições bíblicas tem levado a descobertas incríveis" - Dr. Nelson Glueck (Rivers in the Desert, 31).

"...a arqueologia tem confirmado inúmeras passagens que tinham sido rejeitadas por críticos como não-históricas ou contraditórias a fatos conhecidos.... No entanto descobertas arqueológicas mostraram que estas acusações críticas ... estão erradas e que a Bíblia é confiável justamente nas afirmações pelas quais foi deixada de lado por não ser confiável. Não sabemos de nenhum caso no qual a Bíblia foi provada errada" - Dr. Joseph P. Free (Archaeology and Bible History, 1,2,134).

Os inimigos da fé tentam anular a Bíblia como documento histórico, ridicularizando o seu valor, afirmando que ela não serviria para provar a existência de Yeshua.
Mas que investigador em sua sã consciência excluiria do levantamento feito sobre uma determinada pessoa à biografia original sobre este individuo? Ou seja! Como deixar de fora a única obra oficial sobre Yeshua? Como rejeitar o testemunho de pessoas reais, das quais temos provas não somente históricas mais arqueológicas e que sabemos terem sido testemunhas oculares da pessoa de Yeshua?
Logo se fossemos começar uma investigação cientifica sobre Yeshua o primeiro lugar a ser verificado seriam as inúmeras citações, biografias e ensinamentos Dele contidos nas Sagradas Escrituras.


 

Respondendo os itens 2, 3, 4, 5, e 7


 

Yeshua HaMashiach é melhor comprovado do que inúmeros outros personagens da historia da humanidade.
Uma das justificativas usadas por descrentes que querem por meio de força afirmar que Yeshua é apenas uma figura alegórica e que o conteúdo encontrado na Bíblia sobre a sua pessoa e ensinamentos não passam de fabulas e exageros é o fato de que estes conhecimentos á pesar de serem registrados por pessoas que conviveram com o Senhor foram escritos 60 ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte d'Ele. Sendo assim tal testemunho torna-se mais duvidoso.
Isso é uma cruel mentira e manipulação dos fatos!
Um exemplo disso pode ser observado em outras biografias de grandes homens nem tão atuais como as de Yeshua, mas extremamente reconhecidas como validas historicamente para ateus e estudiosos.
As duas biografias mais antigas sobre a vida de Alexandre o grande foram escritas por Adriano e Plutarco depois de mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 a.C. e mesmo assim os historiadores as consideram muito confiáveis.
Para a maioria dos historiadores, nos primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta. Portanto se formos comparar o "mito" de Alexandre com o de Yeshua há uma maior segurança na pessoa de Yeshua HaMashiach.
Então torna-se perfeitamente aceitável o testemunho dos evangelistas sobre o Messias.
Se formos comparar a Bíblia com outros escritos religiosos e filosóficos, podemos perceber que ela leva incomparáveis vantagens na confiabilidade. Os escritos referentes a Buda, que viveu no século VI a.C., só foram registrados depois da era cristã. A primeira biografia de Buda foi escrita no século I d.C. Os Gathas de Zoroastro, datam de 1000 a.C., e são considerados autênticos. Boa parte das escrituras do zoroastrismo foram escritas no século III d.C. A biografia pársi mais popular de Zoroastro foi escrita em 1278 d.C.
Sabemos também que a Bíblia como biografia do Messias trás informações detalhadas da pessoa de Yeshua e isto foi escrito e exposto em um período em que poderia ter sido completamente invalidada, dado ao fato que muitos poderiam levantar-se acusando os escritores de fraude.
Se os ateus e estudiosos hipócritas fossem submeter varias outras figuras históricas ao mesmo julgamento desonesto ao qual submetem a pessoa de Yeshua HaMashiach, basicamente 90% destes personagens históricos desapareceriam completamente e mesmo assim Ele, Yeshua, se sobressairia.

Vejamos alguns exemplos disso:
Se pegarmos a historia de Julio Cezar e Alexandre o Grande conforme até já mencionamos anteriormente e comparássemos com a historia de Yeshua HaMashiach, estes dois grandes personagens deveriam obrigatoriamente ser tidos como mito ou mera alegoria.

O porquê disso?
Ora! Se eles rejeitam Yeshua e o acusam de ser uma mentira ou fabula por afirmarem não haverem fontes suficientes que comprovem sua existência, deveriam também negar estes dois grandes personagens e afirmar que nunca existiram, pois Yeshua é mencionado historicamente por 42 autores numa sucessão de 150 anos de suas vidas. Nove autores tradicionais do Novo Testamento. 20 escritores crentes fora da Bíblia. Quatro escritores heréticos e mais nove fontes não "cristãs". Enquanto apenas dez autores mencionam Tibério César que foi imperador em Roma durante o ministério de Yeshua durante 150 anos de suas vidas. A proporção aqui é de 42 para 10. Ou seja, Yeshua é mais confiável historicamente. No entanto não temos nenhuma duvida da existência de Tibério César. O mesmo acontece com Alexandre o Grande perdendo feio em comprovações e citações históricas no que se refere a Yeshua HaMashiach.
Alem do mais para que Yeshua seja apagado da Historia conforme muitos anseiam colericamente, seria necessário destruir todo um contexto histórico por onde Ele teria habitado e influenciado.

As provas da existência de Yeshua HaMashiach fora da Bíblia
Se o Messias realmente existiu, por que não achamos indícios de sua existência na Historia e arqueologia já que foi alguém tão importante e extraordinário?
Este também é um ponto constantemente mencionado por muitos dos perseguidores dos seus discípulos hoje. Vários ateus afirmam não haverem provas da existência de Yeshua em outros escritos fora da Bíblia.
Tal afirmação é mera ignorância dos fatos ou talvez a tentativa desesperada de destruir as bases da fé messiânica reduzindo Yeshua a uma mentira. Lamentavelmente estas atitudes refletem a natureza de Satanás e seu espírito agindo visivelmente nestas pessoas, pois está escrito:

"Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o antimashiach, também, agora muitos antimashiach têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora" (1 João 2:18).

"Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Yeshua é o Mashiach? Este é o antiMashiach, o que nega o Pai e o Filho" (1 João 2:22).

"Nisto reconheceis o Espírito de Elohim: todo espírito que confessa que Yeshua HaMashiach veio em carne é de Elohim; e todo espírito que não confessa a Yeshua não procede do Eterno; pelo contrário, este é o espírito do antiMashiach, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (1 João 4:2-3).

"Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo a fora, os quais não confessam Yeshua HaMashiach vindo em carne; assim é o enganador e o antiMashiach" (2 João 7).

Não nos aprofundaremos aqui em falácias e teorias absurdas levantadas por ateus, pois sabemos que tais visões não vêm somente de um conceito humano, mas como a Bíblia nos alerta são originadas do Diabo o verdadeiro inimigo da fé.

Manteremos nossa visão em alguns pontos e perguntas relevantes e que realmente merecem serem analisados.
Afirmando que Yeshua não existiu se faria necessário provar que os seus discípulos e emissários do primeiro século também não teriam existido. Seria preciso mudar todo um contexto de uma época para tal. Pois se Yeshua não existiu por que milhares de discípulos primitivos morreriam por uma lenda tão recente? Lenda a qual seria muito fácil de ser destruída?
Como kefá (Pedro), Sha'ul (Paulo), Ya'akov (Tiago) e outros homens de tamanha devoção morreriam por algo que sabiam terem inventado? Pois sabemos por meio de documentações históricas que morreram por não negar esta fé.
Se Yeshua realmente não foi quem sabemos ter sido, como explicar as narrativas que mencionam os seus milagres? E pior ainda! Como explicar os milagres e maravilhas feitas pelos próprios Emissários e seguidores Dele?
Construir uma teoria que sugira a não existência de Yeshua é incrivelmente complicado, pois desmontaria cerca de três séculos somente após seu nascimento alem de ter que destruir todas as mais de 300 profecias cumpridas integralmente por Ele mencionadas no Tanach.
A Historia não somente confirma a existência de um Alguem chamado Yeshua como também aponta para uma influencia fantástica e indescritível causada por este Senhor na vida de vários discípulos.
Estes documentos históricos confirmam que Yeshua foi executado como criminoso sob a autoridade de Pôncio Pilatos governador da Judéia mediante o reinado de Tibério César imperador romano. A Historia também comprova que os seus discípulos se originaram na Judéia depois se espalhando por todo o Império Romano sofrendo amargas aflições e perseguições devido a sua fé. Estas mesmas fontes afirmam que tais indivíduos derivavam seu culto daquele que era conhecido como Yeshua o "Messias"
Existem inúmeros documentos atestando a existência de Yeshua HaMashiach como sendo um grande mestre, profeta e operador de milagres e maravilhas.
Yeshua não só é mencionado por pessoas favoráveis a Ele mas também por inimigos, isto é prova suficiente para vermos que foi uma pessoa real e não mais uma lenda ou mito religioso.
É natural porem que muitos incrédulos rejeitem estes testemunhos, pois aceitar a existência do Messias seria aceitar que YHWH o enviou e de contrapartida que YHWH realmente existe e isto estes ateus hipócritas nunca aceitariam. Preferem fechar os seus olhos e tapar seus ouvidos para as verdades históricas existentes.
Conforme F. F. Bruce, professor Catedrático de Crítica e Exegese da Bíblia, na Universidade de Manchester, corretamente afirmou:

"Alguns escritores podem brincar com a idéia fantasiosa de um 'mito do Messias', mas não podem fazê-lo com base nos dados históricos. A historicidade de Yeshua é tão axiomática para um historiador desprovido de preconceitos como é a historicidade de Júlio César. Não são os historiadores que propagam as teorias a respeito de um 'mito do Messias'".

Otto Betz conclui que "nenhum pesquisador sério se aventurou a postular a não historicidade de Yeshua".

Vejamos então algumas das pricipais fontes retiradas de documentos históricos as quais provam que Yeshua existiu:

O testemunho de Tácito
Tácito era o governador da Ásia em 112 D.C e em seus escritos "Anais da Roma Imperial" mencionou a existência ao culto a Yeshua e os discípulos que Dele se originaram. É importante lembrar que Tácito não era amigo da fé, portanto podemos perceber que ele menciona a existência de alguém em quem não possuía nenhum interesse, registrando principalmente a atitude de Nero em relação aos seguidores de Yeshua. Mesmo assim ele acaba afirmando que existiu um Yeshua chamado Mashiach e que morreu exatamente da forma que a Bíblia descreve isso não é negado por ele.
Tácito (56-120 d.C.) "Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava "cristãos". Este nome lhes vem de "Cristo", que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela" (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)


O testemunho de luciano de samosata
Foi um escritor satírico do século segundo, tendo zombado de Yeshua e seus discípulos. Luciano relacionou os discípulos do Messias com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Yeshua como: "...o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo... Além disso, o primeiro legislador dos discípulos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou" (O Peregrino Passageiro).
Luciano também menciona várias vezes os discípulos de Yeshua em Alexandre, o Falso Profeta, seções 25 e 29.


O testemunho de Suetônio
Suetônio era o historiador romano oficial da corte de Adriano escritor dos anais da Casa Imperial (69-122 d.C.). Ele também faz referencia a Yeshua e aos seus seguidores.
Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio "expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de desordem"; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: "Os cristãos, espécie de gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício" (Suetônio, Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 311; 3)



O testemunho de Plínio o Jovem
Plinio foi o governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.), Ele escreveu uma ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os seguidores de Yeshua.
Na sua carta ele relatava que já a muito vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas. Devido ao grande numero de pessoas que estavam sendo mortas, tinha dúvidas se deveria continuar matando.
Estas pessoas estavam sendo mortas por se diserem discípulas de Yeshua. Seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino ao Messias, tratando-o como o Criador, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo"
Plínio explicou que fizera os seguidores de Yeshua se curvarem perante as estátuas de Trajano. Prossegue dizendo que ele também "os fez amaldiçoarem a Yeshua, o que não se consegue obrigar um discípulo verdadeiro a fazer". (Epístolas X.96).


O testemunho de Tertuliano
Tertuliano foi Jurista e teólogo de Cartago, Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos dos seguidores de Yeshua.ao fazer em 197 A.D. uma defesa destes perante as autoridades romanas na África, Tertuliano menciona a correspondência trocada entre Tibérío e Pôncio Pilatos: "Portanto, naqueles dias em que o nome "cristão" começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade do Messias, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor do Messias. O Senado, por não haver dado ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos "cristãos"" (Apologia, V.2).


O testemunho de Talo historiador samaritano
Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Yeshua. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de pequenas citações feitas por outros escritores. Um destes é Júlio Africano, um escritor crente em Yeshua que viveu por volta de 220 A.D. Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve: "Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol — o que me parece ilógico' (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Yeshua morreu)."
Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato das Boas Novas acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de Yeshua era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento. Esta citação a um eclipse solar também é encontrada em narrativas feitas por outros escritores.

O testemunho de Phlegon de Lydia
No manuscrito deste outro escritor pagão chamado Phlegon de Lydia esta registrado que em aproximadamente 138 D.C ele observou durante a época de Tibério César um eclipse do sol que ocorreu durante a lua cheia. Este fato também é mencionado pelo apologista crente Orígenes do terceiro século e o escritor Philopon do século VI. Se tal fato menciona o momento da crucificação não se sabe bem ao certo, porem é bastante estranho um fato que não pode ser explicado por estes historiadores encaixando-se perfeitamente com as narrativas bíblicas.


A carta de Mara Bar-Serapião
No Museu Britânico é encontrado um interessante manuscrito de um filosofo estóico sírio chamado Mara Bar-Serapião. Nesta carta ele escreve da prisão para seu filho por volta de 70 D.C embora não se possa datar com precisão este manuscrito.

Na carta ele compara Yeshua HaMashiach aos filósofos Sócrates e Pitágoras. Ele escreveu para incentivar o filho na busca da sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça.
Suas palavras são:'Que vantagem os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram. Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia. Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado. Com justiça O Eterno vingou a morte desses três sábios: os atenienses morreram de fome; os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar; os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão. Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera. "Nem o sábio Rei está morto; Ele sobrevive nos ensinos que deixou'".
Sua carta também faz referencia de que o Evagelho do Rei foi colocado sobre a cruz de Yeshua.

O testemunho de Justino mártir
Por volta de 150 A.D., Justino Mártir, ao escrever a Defesa dos Seguidores de Yeshua, enviada ao imperador Antônio Pio, sugere ao imperador que consulte o relato de Pilatos, o qual Justino supunha que devia estar guardado nos arquivos imperiais. Ele diz que as palavras "'transpassaram meus pés e mãos" são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos 'Atos' que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos". Posteriormente ele diz: "Poderás facilmente conferir nos 'Atos' de Pôncio Pilatos que Ele realizou esses milagres" (Apologia 1.48).
Elgin Moyer, em Who Was Who in Church History (Quem foi Quem na História da Igreja), descreve Justino Mártir como um: "... filósofo, mártir, apologeta, nascido em Flávia Neápolis. Com boa formação, parece ter tido recursos suficientes para levar uma vida de estudos e viagens. Sendo um ávido inquiridor da verdade, bateu sucessivamente às portas do estoicismo, aristotelismo, pitagorismo e platonismo, mas detestou o epicurismo. No inicio teve algum contato com os judeus, mas não se interessou pela religião seguida por eles. O platonismo foi o que mais exerceu atração sobre ele, e ele imaginava que estava em vias de atingir o alvo de sua filosofia - a visão do Criador - quando, num certo dia, numa caminhada solitária à beira-mar, o jovem filósofo encontrou um idoso e venerável discípulo de Yeshua, pessoa de semblante agradável e de uma serena dignidade. Esse humilde discípulo abalou a confiança de Justino na sabedoria humana e mostrou-lhe os profetas hebreus, 'homens que viveram antes do que todos aqueles filósofos de renome, homens cujos escritos e ensinos predisseram a vinda de Yeshua...' Seguindo o conselho daquele senhor idoso, esse zeloso platonista tornou-se um discípulo de verdade. Ele afirmou: 'Descobri que só esta filosofia é segura e proveitosa'. Depois da conversão, ocorrida no início da idade adulta, ele se consagrou de coração à defesa e à divulgação da Fé em Yeshua"


 

O testemunho de Flávio Josefo
Flávio Josefo (37-100 AD) Excetuando o Novo Testamento, o mais antigo depoimento sobre Yeshua que sobreviveu até hoje é o do escritor judeu Flávio Josefo. Disse ele: "Havia por esses dias um homem sábio, Yeshua, se é que é licito chamá-lo de homem, pois operava maravilhas - mestre de homens que acolhiam a verdade com prazer. Atraiu a si muitos judeus como também muitos gentios.
"Ele era Ungido; e havendo Pilatos, por sugestão dos principais do nosso meio, sentenciado-o à cruz, aqueles que antes o amavam não o abandonaram, pois apareceu-lhes vivo novamente ao terceiro dia. Isto os profetas Divinos haviam predito, bem como dez mil outros fatos maravilhosos a seu respeito; e a tribo dos "cristãos", de quem tomam emprestado o nome sobrevive até hoje (Antiquites, VIII, III).
"Questiona-se a exatidão desta passagem, porque Yeshua é mencionado como o Messias (o ungido). Inteiramente autêntica ou não, ela é testemunho de que Yeshua existiu.
Outras passagens igualmente interessantes são encontradas nos escritos de Josefo. Ele ainda relata: "Céstio [Galo], sem saber do desespero dos sitiados e dos sentimentos do povo, subitamente retirou seus homens, perdeu a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda a lógica, retirou-se da Cidade." (The Jewish War [A Guerra Judaica] II, 540 [xix, 7]) Por que se retirou Galo? Qualquer que tenha sido seu motivo, a retirada permitiu que os discípulos de Yeshua obedecessem à ordem de seu mestre e fugissem para os montes, e para a segurança. Tais citações feitas por Josefo demonstram que ele conhecia as profecias mencionadas por Yeshua sobre a destruição de Jerusalém e quais atitudes deveriam ser tomadas pelos Judeus que criam Nele. (Lucas 21:20)

O testemunho dos talmudes judaicos
ToVdoth Yeshu. Há referência a Yeshua como "Ben Pandera".
Talmude Babilônico. Diz: "... e penduraram-no na véspera da Páscoa".
O título que o Talmude dá a Yeshua: "Ben Pandera (ou 'Ben Pantere')" e "Yeshu ben Pandera". Muitos estudiosos afirmam que "pandera" é um jogo de palavras, um trocadilho com a palavra grega panthenos, que significa "virgem" chamando-o de "filho de uma virgem". Joseph Klausner. um judeu, afirma que "o nascimento ilegítimo de Yeshua era uma idéia corrente entre os judeus..."
Os comentários na Baraila são de grande valor histórico: "Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshua (de Nazaré) e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (Yeshua de Nazaré) ia ser apedrejado 'por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele'. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa" (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)".
O Amoa 'W/a'("Ulla" foi um discípulo do rabino Youchanan e viveu na Palestina no final do século terceiro) acrescenta: "E acreditas que em favor de Yeshua de Nazaré houvesse qualquer direito de apelação? Ele era um enganador, e o Misericordioso disse: 'Não o pouparás nem o esconderás'. Não foi assim, pois que Yeshua tinha o apoio da autoridade civil".
As autoridades judaicas não negavam que Yeshua operasse sinais e milagres (Mateus 9:34; 12:24; Marcos 3:22), mas atribuíam-nos a atos de magia. 5/23
O pesquisador judeu Joseph Klausner escreve que "o Talmude fala de enforcamento em vez de crucificação, pois essa terrível forma de execução utilizada pelos romanos só era conhecida dos estudiosos judeus através de julgamentos efetuados pelos romanos, sendo desconhecida no sistema legal judeu. Até mesmo Paulo, o emissário, (Gálatas 3.13)

explica que a passagem bíblica 'maldito todo aquele que for pendurado', isto é, enforcado (Deuteronômio 21:23), é aplicável a Yeshua". 5/28
Sanhedrim 43a também menciona os discípulos de Yeshua.
Yeb. IV 3;49a: "O rabino Shimeon ben Azzai disse (acerca de Yeshua): 'Encontrei um rolo genealógico, em Jerusalém, no qual estava registrado: Fulano é bastardo de uma adúltera."
A isso Klausner acrescenta: "As edições atuais da Misná trazem o acréscimo: 'Em apoio às palavras do rabino Yehoshua' (o qual, na mesma Misná, diz: 'O que é um bastardo? Todo aquele cujos pais podem ser condenados à morte pelo Beth Din'). Parece não haver dúvida de que essa é uma referência a Yeshua..." 5/35
Uma antiga Baraita, em que o rabino Eliezer é a personagem central, menciona Yeshua pelo nome. As palavras entre colchetes pertencem à citação. E Eliezer quem fala: "Ele respondeu: Akiba, você me lembrou! Certa vez eu estava caminhando pelo mercado de cima (a Tosefta traz 'rua') de Sefôris e encontrei um (dos discípulos de Yeshua de Nazaré); seu nome era Jacó, proveniente de Kefar Sekanya (a Tosefta traz 'Sakkanin'). Ele me disse: Está escrito na tua Lei - 'Não trarás a paga de uma prostituta, etc' O que se devia fazer com essa paga - uma latrina para o Sumo Sacerdote? Mas nada respondi. Ele me disse: Assim (Yeshua de Nazaré) me ensinou (a Tosefta traz 'Yeshu ben Pantere'): 'Pela paga de uma prostituta ela os chama a si, e pela paga de uma prostituta eles voltarão'; do lugar de imundície eles vêm. e para o lugar de imundície eles irão. E essa frase me agradou, e, por causa disso, fui preso, acusado de Minuth. E eu transgredi o que está escrito na Lei; 'mantém o teu caminho longe daqui' - isto é de Minuth - "e não te aproximes da porta da residência dela' - isto é, do governo civil". 5/38
Esses parênteses encontram-se em Dikduke Sofrim para Abada Zara (manuscrito de munique, edição de Rabinovitz).
Sobre o texto acima, Klausner comenta: "Não resta dúvida de que as palavras 'um dos discípulos de Yeshua de Nazaré' e 'assim Yeshua de Nazaré me ensinou' são, nesta passagem, de uma data bem antiga e também são fundamentais no contexto da história relatada; e não se pode questionar a antigüidade dessas palavras por causa de ligeiras variações nas passagens paralelas; as variantes ('Yeshu ben Pantere' ou 'Yeshu ben Pandera', em vez de 'Yeshu de Nazaré') se devem simplesmente ao fato de que, desde uma data bem antiga, o nome 'Pantere' ou 'Pandera' se tornou largamente conhecido entre os judeus como sendo o nome do suposto pai de Yeshua." 5/38

Afirmações da enciclopédia britânica
A mais recente edição da Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Yeshua. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.
Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Yeshua de Nazaré, essa enciclopédia registra que: "Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários dos seguidores jamais duvidaram da historicidade de Yeshua, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte". 3/145

Roma considerava Yeshua uma ameaça?

Um detalhe interessante que pode explicar a falta de uma maior documentação sobre Yeshua, pode ser inferida pela declaração de Pôncio Pilatos que está registrada em Lucas 23. 4, 14, 15 e 16. Nestas passagens, fica claro que o governador Romano não via em Yeshua uma ameaça para o império, alegando inclusive que pretendia soltá-lo! Ou seja, Pilatos considerou o assunto um "probleminha doméstico dos judeus" sem maiores implicações para Roma. Logo, não interessava aos governantes documentar tal episódio...


 


 

Respondendo o item nº 6


 

Outra alegação feita contra Yeshua é de que seus ensinamentos são compilações da sabedoria judaica. De fato algumas das declaraçoes de Yeshua são citações de Rabinos anteriores a Ele, vejamos algumas:


 

1) A Escola de Hillel disse: "se alguém busca te fazer o mal, farás bem em orar por ele" (Testamento

de Yossef XVIII.2)

Yeshua disse: "Eu vos digo ainda: Amai aos inimigos de vocês, e orai pelos que vos perseguem;" -

Matitiyahu (Mateus) 5:44

2) Em Menahot 4, no Talmud, encontramos o Rabino Shamai querendo fazer tsitsit mais largos do

que os seguidores da Escola de Hillel (Menahot 4)

Yeshua disse: "Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam as

tiras dos seus tefilin, e aumentam os tsitsiyot dos seus mantos;" – Matitiyahu (Mateus) 23:5

3) A Escola de Hillel disse: "Se o mundo inteiro estivesse reunido para destruir o yud, que é menor

letra da Torá, eles não seriam bem sucedidos" (Canticles Rabá 5.11; Leviticus Rabá 19). "Nenhuma letra da

Torá jamais será abolida" (Exodus Rabá 6.1).

Yeshua disse: "17 Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir.

18 Amen, e eu vos digo pois que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só

Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido." – Matitiyahu (Mateus) 5:17-18

4) A Escola de Hillel disse: "Aquele que é misericordioso para com os outros receberá misericórida

do Céu" (Talmud – Shabat 151b; – compare com);

Yeshua disse: "Benditos os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia." – Matitiyahu

(Mateus) 5:7 )

5) A Escola de Hillel disse: "Eles falam 'Remova o cisco do seu olho?' Ele retrucará, 'Remova trave

do seu próprio olho" (Talmud – Baba Bathra 15b).

Yeshua disse: "E por que vês o cisco no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu

olho?" – Matitiyahu (Mateus 7:3)

6) A Escola de Hillel disse: "É lícito violar um Shabat para que muitos outros possam ser

observados; as leis foram dadas para que o homem vivesse por elas, não para que o homem morresse por

elas." Todas as seguintes coisas eram lícitas no Shabat, segundo a escola de Hillel (os p'rushim que debatiam

com Yeshua certamente eram da escola de Shamai): salvar vidas, aliviar dores agudas, curar picadas de

cobra, e cozinhar para os doentes (Shabat 18.3; Tosefta Shabat 15.14; Yoma 84b; Tosefta Yoma 84.15)

Yeshua disse:"Então lhes perguntou: É lícito no Shabat fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida ou

matar? Eles, porém, se calaram." – Marcus 3:4

7) "o Shabat foi feito para o homem, e não o homem para o Shabat," também aparece em material

rabínico (Mekilta 103b, Yoma 85b). Além disto, os Rabinos da escola de Hillel frequentemente citavam

Hoshea (Oséias) 6:6 para argumentar que ajudar os outros era mais importante do que observar ritos e

costumes (Suká 49b, Deuteronomy Raba em 16:18, etc.),

Yeshua disse:"E prosseguiu: O Shabat foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do

Shabat." – Marcus 2:27

A respeito dos exageros nos rituais de purificação, um rabino da escola de Hillel, Yohanan ben

Zakai, contemporâneo de Yeshua, disse: "Na vida não são os mortos que te fazem impuros; nem é a água,

disse: "Na vida não são os mortos que te fazem impuros; nem é a água, mas a ordenança do Rei dos Reis, que

purifica." – compare com o relato de Marcus 7

9) Os rabinos da escola de Hillel também eram partidários da tese de que é pela graça do Eterno que

somos salvos, e não por mérito de obras: "Talvez Tu tenhas grande prazer em nossas boas obras? Mérito e

boas obras não temos; aja para conosco em graça." (Tehillim Rabá, on 119,123)

10) A Escola de Hillel também teve disputas com Saduceus a respeito da questão da ressurreição dos

mortos. Veja o que o rabino Gamaliel, neto de Hillel e contemporâneo de Yeshua, disse, referindo os

Saduceus a Devarim (Deuteronômio) 11:21 ou Shemot (Êxodo) 6:4, ". a terra que YHWH jurou dar aos seus

pais",o argumento é lógico e convincente: "os mortos não podem receber, mas eles viverão novamente para

receber a terra" (Talmud – Sanhedrin 90b)

Yeshua disse: "Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moshe o mostrou na passagem a

respeito da sarça, quando chama a YHWH: Elohim de Avraham, e Elohim de Yits'chak e Elohim de

Ya'akov. Ora, ele não é Elohim de mortos, mas de vivos; porque araEle todos vivem." Lc 20:37-38

11) O rabino Yochanan ben Zakai também conta parábola semelhante à de Yeshua, a respeito de

convidados de um rei para o banquete Messiânico, ao comentar Yesha'yahu (Isaías) 65:13 e Eclesiastes 9:8

(vide Talmud – Shabat 153a).

12) O próprio Hillel disse: "Sejam discípulos de Aaron, amando a paz e perseguindo a paz, amando

as pessoas e as trazendo para perto da Torá" (m.Avot 1:12)

Yeshua disse: "9 Benditos os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Elohim."

Matitiyahu (Mateus) 5:9

"Uma nova mitsvá vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que

também vós vos ameis uns aos outros." Yochanan (João) 13:34

13) A "Regra de Ouro" de Hillel: "…e [Hillel] disse a ele "Não faça aos outros o que não deseja que

façam a você: esta é toda a Torá, enquanto o resto é comentário disto; vai e aprende isto." (b.Shab. 31a)

Esta regra, que era a base de todo talmid (discípulo) da escola de Hillel, é citada explicitamente por

Yeshua em: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque

esta é a Torá e os profetas." – Matitiyahu (Mateus) 7:12


 

Entretanto, muitas outras citações foram feitas posteriormente a Yeshua, vejamos algumas destas:

1. Rabi Gamaliel Barabi, disse: "todo aquele que se compadece pelas pessoas,haverá compaixão sobre ele desde os Céus; e todo aquele que não se compadece pelas pessoas, não virá sobre ele a compaixão desde os Céus." (Talmude babilônico, Shabat151a). Yeshua, o Nazareno, disse: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia." (Mt 5;7). Estes dois ditos são semelhantes, sendo um longo e o outro curto. Quem foi o primeiro a ensinar ao mundo a importância da misericórdia e a sua grandeza? Sem dúvida que foi Yeshua, o Nazareno, que viveu quase duzentos anos antes de Rabi Gamaliel Barabi!.


 

2. Disse o Rabi Abahu: "Um homem deve sempre tentar ser [parte do grupo] dos perseguidos, e não [ser parte do grupo] dos perseguidores, já que não existe nenhuma dentre as aves mais perseguidos do que pombas e pombos, e ainda Escritura os [privilegiou] serem preparados sobre o altar 1. (Talmude Babilônico, Bavá Qamá 93a). Disse Yeshua o Nazareno: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus." (Mt 5:10). Yeshua precedeu a Abahu em 300 anos; por isso não há como argumentar que ele extraiu suas palavras de Rabi Abahu.


 

3. Resh Lakish disse: "Todo [aquele que] estende a mão contra seu companheiro se chama iníquo" 2. Yeshua disse: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo;" (Mt 5:22). Entre estes dois princípios há uma similaridade interna e não exterior. Há entre eles uma relação sinalizando que os dois procederam de uma única origem. Qual é a origem? Yeshua, o Nazareno, já que Resh Lakish não nascera a não ser quase 180 anos depois de Yeshua, o Messias.


 

4. Disse Rabi Yossi, em [nome de] Rabi Yehudá: "Será, pois, teu sim justiça e o teu não justiça!", Abaiê disse: "que não fale uma coisa no coração e outra pela boca" (Baba Metsiá 49a). Yeshua, o Nazareno, disse: "Seja, pois, teu falar sim sim e não não" (Mt 5:37). Rabi Yossi e Abaiê ensinaram sua doutrina 250 anos depois de Yeshua.


 

5. Raba disse: "Todo [aquele] que perdoa as suas retaliações, são perdoados todos os seus pecados" (Derech Eretz Zutá 8). Yeshua, o Nazareno, disse: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;" (Mt 6:14) – quase 300 anos antes de Raba. Lv 1;14: "E se a sua oferta ao Eterno for holocausto de aves, oferecerá a sua oferta de rola ou de pombinhos;" Talmude Babilônico, Sanhedrin 58b


 

6. Ensinava Rabi Shimeon bar Eliezer: "Vistes dentre teus dias animais e aves que possuem criadores e eis que se alimentam estes seres e não vivem em sofrimento, e não foram criados a não ser para nós os usemos? E eu, que fui criado para se utilizar da criação, não terei minhas necessidades, pois, saciadas e não serei livrado de aflições"? (Talmude Babilônico, Kidushin 82a). Yeshua, o Nazareno, ensinou: "Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?" (Mt 6:26). Yeshua ensinou este princípio 200 anos antes do Rabi Shimeon bar Eliezer.


 

7. Rabi Eliezer disse: "Todo aquele que tem uma fatia de pão no seu cesto e diz: que comerei amanhã? Este é o que possui um ato digno dos pequenos de fé" (Talmude Babilônico, Sotá 48b). Yeshua, o Nazareno, cem anos antes do grande Rabi Eliezer, tinha dito: "Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? [...] Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." (Mt 6:31;34).


 

8. Rabi Meir tinha dito: "Na medida em que um homem mede lhe medirão."(Sanhedrin 2b). Yeshua, o Nazareno, dizia: "Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós." (Mt 7:2). Rabi Meir viveu e exerceu [seu ministério] quase que 130 anos depois de Yeshua, o Messias.


 

9. Palavras do Rabi Yochanan, filho de Nafcha: "Diz-lhe: lança o argueiro de entre os teus olhos; diz-lhe: Lança a trave de entre os teus olhos" (Talmude Babilônico, Baba Batra 15b). As palavras de Yeshua, o Nazareno, 180 anos antes do Rabi Yochanan: "E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?" (Mt 7:3).


 

10. Ensinou Elisha ben Abuyá: "um homem que tem boas obras e ensina muito a Torá, a quem ele se assemelha? Ao homem que constrói pedras em baixo e depois tijolos; e, vindo muitas águas e irem de encontro a elas, não as mudam de lugar. E um homem que não tem boas obras e estuda a Torá, a quem ele se assemelha? A um homem que construiu inicialmente [com] tijolos e depois [pôs] as pedras; e, vindo então muitas águas correntes, de repente as despedaça [as pedras e os tijolos]" (Pirkêi de-Rabi Natan 24;1-2). Yeshua, o Nazareno, ensinou, quase 200 anos antes de Ben-Abuyá: "E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda" (Mt 7;26-27).


 

11. Disse o Rabi Shimeon ben Gamaliel: "não é o estudo o fundamental, mas a prática" (Talmude Babilônico, Avôt 1;7). 100 anos antes deste disse Yeshua: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7;21).


 

12. Rabi Tarfon disse: "hoje [o dia está] curto e muita é a obra, e os que trabalham são preguiçosos e o galardão é muito e o dono da casa está necessitado". Yeshua, o Nazareno, 100 anos antes de Rabi Tarfon, disse: "Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os obreiros" (Mt 9;37).


 

13. Rabi Shmuel haKatan, disse aos seus discípulos: "da forma como ensinei [diligentemente] ante vós de graça, do mesmo modo ensinareis [diligentemente] de graça". 200 anos antes dele, disse Yeshua, o Nazareno, aos seus discípulos: "de graça o recebestes, de graça o daí" (Mt 10;8b).


 

14. Ensinava Rabi Yirmeyahu: "todo aquele que humilha a si próprio por causa das palavras da Torá neste mundo, será engrandecido no mundo vindouro; e todo [aquele que] se coloca como um servo, por causa das palavras da Torá, neste mundo, será feito livre no mundo vindouro" (Talmude Babilônico, Bavá Metziá, 85b). Ensinou Yeshua, o Nazareno, 200 anos antes daquele: "Porque o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Mt 23;12).


 

15. Yochanan, em [nome de] Rabi Yosef pôs [em questão]: "o Shabat foi entregue em vossas mãos, e nãos vós entregues a ele [ao Shabat]" (Talmude Babilônico, Yomá, 85b). Yeshua, o Nazareno, ensinou: "O Shabat foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do Shabat" (Mc 2;27).


 

16. Disse Rav Sheshet: "todo [aquele que] olhar para o menor dedo de uma mulher, é como se olhasse para a vergonha [dela]" (Talmude Babilônico, Shabat, 64b). Disse Yeshua, o Nazareno: "qualquer que atentar numa mulher, para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5;28).


 

Diante destas coisas, o que precisa ficar claro aqui é que não importa quem foi quem disse primeiro isso ou aquilo, pois não há nada de novo debaixo dos céus (Cohelet / Eclesiastes 1.9), mas que todas estas verdades saíram da boca de um povo, a quem foi revelado os Oráculos do Eterno (Ruhomayah / Romanos 3.1 e 2).

Este detalhe só reforça o fato de que Yeshua é o messias de Israel, pois Ele confirmou as palavras da Tora, que rabinos anteriores a Ele já ensinavam corretamente, pois como Ele mesmo disse, não veio revogar a Lei.


 


 

(Continua na parte 3)